POLÍTICA NACIONAL

BTG/FSB: Lula lidera entre mulheres e Bolsonaro entre os evangélicos

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Lula lidera entre mulheres, Bolsonaro entre os evangélicos
Reprodução/Montagem iG – 10/05/2022

Lula lidera entre mulheres, Bolsonaro entre os evangélicos

Levantamento da FSB Pesquisa, contratado pelo banco BTG Pactual e divulgado nesta segunda-feira (27), mostra que Luiz Inácio Lula da Silva lidera não só a pesquisa geral (que envolve sexo, idade, escolaridade e religião) com 43% das intenções de voto na pesquisa estimulada, mas também entre as mulheres: 50% das entrevistadas pretendem votar no petista. Confira  a íntegra aqui .

O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparecia na sequência, com 33% nas pesquisas gerais e 26% das intenções de voto das mulheres.

Simone Tebet (MDB), principal nome feminino no rol de candidatos à Presidência da República, aparece com 3% dos votos do público feminino. Tebet está atrás de Ciro Gomes (PDT) nas pesquisas, que teve 8% das intenções de voto do público geral e 6% do feminino.

Curiosamente, o candidato André Janones (Avante) aparece em 4º lugar na pesquisa geral, com 2% dos votos. Entretanto, sua popularidade entre as mulheres que participaram da pesquisa supera a de Tebet: ele tem 4% das intenções de voto do público feminino, enquanto a candidata tem 3%.

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Vera Lúcia (PSTU) não obteve pontuação na pesquisa geral, mas atingiu 1% do público feminino no estudo. Sofia Manzano (PCB) não obteve pontuação relevante.

Religiosos

Entre os evangélicos, o cenário se reverte: Bolsonaro lidera as pesquisas com 48% das intenções de voto, Lula tem 31%. Entretanto, esta é a única estratificação relacionada à religião que o candidato do PL ocupa o primeiro lugar: Lula segue na frente entre aqueles de outras religiões – inclusive os católicos – e ateus.

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POLÍTICA NACIONAL

Pagamento do Auxílio Brasil aumenta promessas de presidenciáveis

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Lula, Bolsonaro e Ciro: candidatos à Presidência
Montagem – 13.08.2022

Lula, Bolsonaro e Ciro: candidatos à Presidência

O aumento do valor do Auxílio Brasil para R$ 600, que começou a ser pago esta semana e já começa a se refletir nas pesquisas de intenção de voto a favor do presidente Jair Bolsonaro, tem levado seus adversários a acelerar uma tentativa de reação, o que desaguou durante a semana numa inflação de promessas sobre o benefício e acusações de fake news que vão parar na Justiça Eleitoral.

Apoiador do ex-presidente Lula, o deputado André Janones (Avante-MG) fez um vídeo, endossado pelo petista, afirmando que o benefício vai acabar caso Bolsonaro seja reeleito, na contramão do que tem proposto a campanha do presidente. Em reação, o deputado bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ) entrou com uma representação contra Janones na Justiça Eleitoral,o acusando de divulgar notícia falsa. Já o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, passou a defender um programa de renda mínima de R$ 1 mil reais para famílias de baixa renda.

A última pesquisa do Datafolha mostrou que beneficiários do Auxílio Brasil estão mais indecisos em relação ao seu voto para presidente do que no levantamento anterior. Em caminho inverso ao do restante do eleitorado, o percentual dos que recebem o benefício e disseram que estavam totalmente decididos sobre o seu voto caiu de 75% para 69%.

Em uma estratégia para tentar evitar o crescimento de Bolsonaro nas pesquisas, Janones postou um vídeo nas redes afirmando que o Auxílio Brasil só está garantido até dezembro deste ano e que depois não há mais previsão de pagamento.

O Auxílio Emergencial acaba em dezembro. Tenho informações seguras de dentro do Palácio do Planalto que Bolsonaro acaba com o auxílio para todos os brasileiros dia 1° de janeiro. (…) Eu tive acesso com exclusividade ao programa de governo do presidente Bolsonaro e ele diz lá que uma das prioridades vai ser lutar para manter o auxílio em R$ 600 só. Ele nem garante que vai conseguir, só fala que vai lutar — afirma o deputado, pedindo que as pessoas compartilhem o vídeo em suas redes e com seus familiares.

Diferentemente do que afirma Janones, em seu plano de governo Bolsonaro se compromete em manter o auxílio em 2023 com o valor atual de R$ 600. O benefício era de R$ 400 e o aumento foi possível após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição, a PEC Eleitoral, que estabeleceu estado de emergência e autorizou o pagamento de R$ 200 adicionais até dezembro deste ano.

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“Um dos compromissos prioritários do governo reeleito será a manutenção do valor de 600 reais para o Auxílio Brasil a partir de janeiro de 2023”, diz o plano de governo do atual presidente, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A publicação de Janones foi alvo de críticas por parte de bolsonaristas, que acusaram Janones de mentir. Carlos Jordy também divulgou um vídeo rebatendo o colega e anunciando que entrou com uma representação na Justiça Eleitoral contra Janones. O deputado ressaltou ainda que a lei que institui o Auxílio Brasil define o pagamento como continuado.

“O que André Janones está fazendo é servir como um mascote do Lula para gerar fake news para prejudicar o presidente Bolsonaro. (…) Um irresponsável, sem compromisso com a verdade como ele (Janones) sempre foi. Ele diz que ele foi o pai do Auxílio Emergencial, mas não foi, mentira. Ele sempre se beneficiou das mazelas dos mais vulneráveis, dos mais pobres. E agora isso vai acabar, porque estou representando contra ele na Justiça Eleitoral por ele estar gerando essa mentira, essa fake news contra o presidente para beneficiar o candidato dele”, disse Jordy em vídeo divulgado nas redes sociais.

Lula chegou a endossar o vídeo de Janones, pedindo que seus eleitores fossem no perfil do deputado assistir ao conteúdo. “Ontem começou a distribuição do auxílio emergencial até dezembro, medida defendida pelo PT desde 2020, feita pelo governo atual na véspera da eleição. O André Janones fez há pouco uma live de alerta sobre o tema no seu Facebook. Vejam lá”, postou Lula.

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Janones é considerado um fenômeno das redes. Ele se projetou em 2018, durante a greve dos caminhoneiros, e consolidou o público em 2020 quando, já na Câmara, usou seu perfil para cobrar o aumento do valor pago a beneficiários de auxílios do governo federal.

A aposta de Ciro

Em terceiro lugar nas pesquisas, Ciro Gomes também tem apostado nos benefícios sociais para tentar alavancar seu desempenho. Ele quer unificar o Auxílio Brasil com os demais benefícios sociais, como a aposentadoria rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“Esse programa de renda mínima, nossos primeiros ensaios estão chegando à possibilidade de nós chegarmos a R$ 1 mil por domicílio para todas as famílias carentes do Brasil”, disse Ciro, em evento esta semana.

O debate em torno do benefício

Lula

Ao receber o apoio do deputado federal André Janones (Avante-MG), que retirou sua candidatura ao Palácio do Planalto, o ex-presidente encampou a proposta de tornar permanente o novo valor do Auxílio Brasil, de R$ 600. Ontem, em vídeo postado nas redes sociais e chancelado pelo petista, Janones afirmou que o presidente Jair Bolsonaro vai acabar com o benefício caso seja reeleito em outubro.

Jair Bolsonaro

O presidente conseguiu aumentar em R$ 200 o valor do Auxílio Brasil até o fim deste ano, apesar das restrições da legislação eleitoral, ao aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição estabelecendo estado de emergência. Em seu plano de governo para a reeleição, Bolsonaro promete continuar a pagar o novo valor no ano que vem. Seus apoiadores acusaram ontem Janones de fake news e entraram com representação contra ele na Justiça Eleitoral.

Ciro Gomes

O candidato do PDT defende um programa de renda mínima, que substituiria o Auxílio Brasil, no valor de R$ 1 mil. O benefício seria paga a famílias de baixa renda e unificaria outros programas sociais.

Simone Tebet

A senadora votou a favor da PEC Eleitoral, que aumentou o valor do Auxílio. Ela tem na erradicação da fome uma de suas bandeiras.

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Fonte: IG Política

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