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    Comissão aprova regra para manter clubes no Profut em caso de combate ao racismo

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    A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que condiciona a permanência de clubes profissionais de futebol no Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut) à adoção de medidas contra o racismo em partidas e competições.

    A Autoridade Pública de Governança do Futebol poderá definir como os clubes deverão comprovar essas ações.

    O projeto altera a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que criou o Profut.

    O programa permite que os clubes parcelem dívidas com a União em troca de contrapartidas, como mandatos fixos para dirigentes e limite de gastos com a folha de pagamento.

    Mudanças no texto original
    A Comissão de Direitos Humanos aprovou o texto substitutivo da Comissão de Esporte ao Projeto de Lei 1156/25, do deputado Bandeira de Mello (PV-RJ).

    Originalmente, o projeto só condicionava a presença dos clubes no Profut à implementação de ações de combate ao racismo. O texto aprovado acatou mudanças sugeridas pelo Ministério do Esporte, que tornaram a regra mais clara, aplicável e fiscalizável.

    Segundo a relatora, deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), é preciso que “se atue positivamente para superar as atitudes racistas presentes no meio futebolístico”.

    Próximos passos
    A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Natalia Doederlein

    Fonte: Câmara dos Deputados

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