POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Cultura faz homenagem às vítimas da pandemia de Covid-19

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Uma homenagem às vítimas da pandemia foi a tônica da edição mais recente do evento Manifestos Culturais, realizado nesta sexta-feira (7) na Câmara dos Deputados. O tema do encontro, promovido pela Comissão de Cultura, foi “Canto de Passagem”. Entre os convidados, religiosos e artistas que se apresentaram ao vivo ou por meio de registros em vídeo.

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Canto de Passagem - Homenagem às vítima de COVID-19. Historiador, escritor, Instituto Casa Comum, Célio Turino
Celio Turino, historiador

A homenagem foi proposta pelo historiador Celio Turino.

“Falo por mim, mas também pelas 470 mil pessoas que perderam seus entes pela Covid. Se dedicássemos 1 segundo por cada vítima, seriam necessárias 116 horas. 1 segundo para homenagear uma vida.”

O bispo Dom Vicente, que integra a Comissão de Educação e Cultura da CNBB, acrescentou que os participantes se uniam às famílias enlutadas.

“Que nós consigamos, então, nessa nossa travessia cultural, não nos esquecermos nunca de nossos mortos. Eles nos ajudaram a chegar até aqui. Se somos sobreviventes, devemos alguma coisa a eles”, apontou.

O xeique Mohsin Ben Moussa, da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), lembrou que, além dos mortos, há os que atualmente, devido à pandemia, estão passando fome. A pastora Romi Márcia Bencke questionou o valor da vida nos dias de hoje.

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“E aí eu lembro da história da videira: se a gente permanece no amor de Deus, nós podemos produzir muitos frutos; e permanecer no amor de Deus significa superar tudo aquilo que rompe com a vida: o racismo, a desigualdade, a falta de compromisso púbico por parte de quem deve zelar por esse país.”

Ciência
O imunologista Gustavo Cabral Miranda é coordenador de pesquisas na USP-Vacinas e representou a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no evento. Ele afirmou que o momento não é apenas de tristeza.

“Tem algo que a gente precisa entender: não podemos permitir que essa dor nos tire a força de continuar. E as nossas armas são a fé e a luta com a ciência”.

Arte
O cantor e compositor Ivan Lins também participou do evento e se solidarizou com as pessoas que perderam entes queridos de Covid-19.

”Nós precisamos de grandes sentimentos humanos. E é a união do povo brasileiro que pode acelerar essa saída”, disse ele, que cantou, com emoção, um trecho de sua música Iluminados.

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A cantora Célia Porto e o maestro Renio Quintas enviaram um vídeo e dedicaram uma música a quem perdeu familiares.

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Canto de Passagem - Homenagem às vítima de COVID-19. Dep. Alice Portugal (PCdoB - BA)
Alice Portugal, presidente da Comissão de Cultura

Luto
O encontro foi coordenado pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), presidente da Comissão de Cultura e autora do requerimento para a realização do evento. Na opinião da deputada, a despedida dos que morreram é fundamental para o equilíbrio das pessoas, famílias e sociedades.

”Mesmo em tempos de catástrofe, confinamento e tristeza, é necessário que cada pessoa, cada família em comunidade, tenha preservado o direito a uma despedida digna e que relembre o tempo vivido. A vivência do luto coletivo, mesmo que em forma virtual, como hoje, por meio desse encontro, visa referenciar as pessoas que partiram.”

Também estiveram na reunião o rabino Nilton Bonder, o professor Leonardo Boff e a monja Coen. Desde 2013, a Comissão de Cultura realiza os Manifestos Culturais para ampliar o olhar sobre as pautas defendidas pela comissão.

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Ana Chalub

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POLÍTICA NACIONAL

TSE abre investigação sobre ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas

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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em live que prometeu apresentar fraude das urnas, mas não cumpriu
Reprodução / YouTube

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em live que prometeu apresentar fraude das urnas, mas não cumpriu

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou duas medidas contra o presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira. Abriu um inquérito administrativo para apurar os ataques sem provas que ele vem fazendo ao sistema eletrônico de votação, e pediu que ele seja investigado também em um inquérito já aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação do TSE, na  “live” realizada na última quinta-feira em que prometeu apresentar provas de fraudes nas eleições, mas não fez, Bolsonaro teve “possível conduta criminosa”. O presidente também vem ameaçando a realização das eleições caso o voto impresso não seja implementado.

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No STF, a investigação ocorrerá no âmbito no  inquérito das “fake news”, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes no STF. Moraes também é integrante do TSE e foi quem fez a sugestão de pedir a investigação no STF na sessão desta segunda-feira, a primeira do semestre após o recesso de julho.

O inquérito administrativo foi aberto por sugestão do corregedor do TSE, o ministro Luis Felipe Salomão. Em junho, ele já havia determinado que Bolsonaro explicasse as acusações que fez contra as urnas eletrônicas. O prazo para resposta vence nesta segunda-feira, mas, até agora, Bolsonaro não se manifestou.

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