POLÍTICA NACIONAL

Comissão do Pantanal quer explicação sobre redução de multas ambientais

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A Comissão do Pantanal fez a última reunião antes da viagem a Corumbá (MS), no sábado, para avaliar a situação dos incêndios. O município já registrou mais de 6 mil focos de incêndio, entre eles no famoso ninho de tuiuíu, que se tornou ponto turístico e foi tombado como patrimônio imaterial do Pantanal. Os senadores aprovaram um requerimento para que ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, explique se o número de multas ambientais está caindo durante governo Bolsonaro. A reportagem é de Marcella Cunha, da Rádio Senado.

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POLÍTICA NACIONAL

Governos da Austrália e Nova Zelândia priorizam formação de lideranças no setor público

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Governança e Liderança no Serviço Público. Dep. Tiago Mitraud(NOVO - MG)
Tiago Mitraud lamentou a falta de políticas de gestão de pessoas para formação de lideranças no serviço público do Brasil

Para o coordenador da Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa, deputado Tiago Mitraud (Novo-MG), o Brasil pode aperfeiçoar o seu sistema de formação de servidores públicos no sentido de formar líderes que atuem na inovação do setor. Para isso, a frente e a Secretaria de Relações Internacionais da Câmara dos Deputados chamaram representantes do governo australiano e neozelandês para uma audiência virtual. Eles criaram uma escola de governo comum para formar líderes e melhorar a governança no setor público.

Para Mitraud, falta ao Brasil aprimorar a gestão de pessoas no serviço público. Ele ressaltou, porém, a qualidade da Escola Nacional de Administração Pública. “O próprio governo federal tem uma escola de administração pública muito qualificada, a Enap, mas faltam políticas de gestão de pessoas para formação de lideranças no serviço público, faltam critérios mais objetivos e técnicos para seleção dessas lideranças, acompanhamento dessas lideranças em critérios de resultados.”

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Mitraud sugeriu a criação de um órgão central para a gestão do serviço público no Brasil para evitar disparidades no recrutamento e influência política. Essa agência, segundo ele, estabeleceria critérios para a abertura de vagas, diretrizes de seleção, avaliação de desempenho e fixação de boas práticas.

Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Governança e Liderança no Serviço Público. Primeiro Comissário da Comissão Australiana de Serviço Público (APSC), Patrick Hetherington
Patrick Hetherington informou que pandemia de Covid-19 tornou serviço público na Austrália mais flexível, transferindo pessoas para áreas cuja demanda aumentou

Formação
O reitor da Escola de Governo da Austrália e da Nova Zelândia, Ken Smith, disse que a instituição tem parcerias com 15 universidades dos dois países. A cada ano, segundo ele, são selecionados 100 servidores para um mestrado que tem foco no funcionamento do governo como um todo. Também há a formação de lideranças e o intercâmbio com profissionais do setor privado. Os representantes dos dois países afirmaram que não existem indicações políticas para os cargos de gestão. Os governos apenas fixam os resultados que querem, mas sem se referirem a pessoas específicas para executar as tarefas.

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Patrick Hetherington, primeiro comissário da Comissão Australiana de Serviço Público, disse que a pandemia da Covid-19 acelerou uma ideia de tornar o serviço público mais flexível, transferindo pessoas para áreas em que haja mais demanda. Ele disse que na pandemia cerca de 2.500 servidores tiveram que ser recrutados para atuar em novos serviços. O objetivo agora é tornar essa mobilidade rotineira.

Na Nova Zelândia, o conselheiro-chefe de Política da Comissão de Serviço Público, Rodney Scott, disse que a gestão do setor no país é bastante descentralizada. Ele ressaltou que a contratação de servidores é feita com base nas habilidades dos interessados e os anúncios de vagas são feitos de maneira ampla em agências de empregos.

Os representantes dos dois países afirmaram que fazem pesquisas com a população sobre a satisfação com os serviços oferecidos pelo governo.

Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

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