POLÍTICA NACIONAL

Comissão externa debate impactos de incêndios florestais na oferta de água e na agricultura

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Mayke Toscano/Governo de Mato Grosso
Meio Ambiente - queimada e desmatamento - destruição ambiental biomas vegetação desastres ecológicos aquecimento global temperaturas (queimadas e incêndios florestais no Pantanal, agosto de 2020)
Incêndios podem afetar também a qualidade e a oferta de água

A comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as queimadas em biomas brasileiros promove audiência pública nesta quinta-feira (5) para discutir os impactos dos incêndios florestais na oferta de água e na agricultura.

O debate foi proposto pela coordenadora da comissão, deputada Professora Rosa Neide (PT-MT). Ela destaca que os incêndios florestais têm aumentado em frequência, intensidade e extensão, e que, apesar dos impactos imediatos sobre ecossistemas e comunidades serem mais facilmente reconhecidos, as consequência de longo prazo para o agravamento da crise climática e de escassez hídrica devem também ser debatidas e compreendidas.

“Apesar de existirem ainda poucos estudos sobre o tema, há evidências crescentes de que incêndios florestais desencadeiam impactos em cascata sobre os sistemas fluviais, diminuindo a oferta de água para abastecimento da população e produção agrícola”, afirma.

Segundo a deputada, estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Novo México e publicado recentemente na Nature Communications apontou
que os incêndios florestais são um dos maiores causadores de danos aquáticos no oeste dos Estados Unidos.

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“Conforme relatado na pesquisa, os incêndios florestais impactam o fluxo e a qualidade da água, pois causam diminuição da capacidade de infiltração e recarga das águas subterrâneas, redução drástica da capacidade de crescimento da vegetação em terrenos impactados e maior frequência de deslizamentos e perda de solo”, explica.

“Os incêndios também contaminam os solos e as culturas com substâncias voláteis, comprometendo a produção e a renda dos agricultores nas áreas afetadas”, alerta Rosa Neide, ressaltando que é preciso compreensão de que a continuidade da produção agrícola também depende da manutenção de “serviços ecossistêmicos e ciclos hidrológicos severamente impactados pelos incêndios florestais, sendo necessária a atuação conjunta dos setores para enfrentamento da questão”.

Convidados
Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares:
– a representante da Universidade Federal do Acre (Ufac) Sonaira Souza da Silva;
– a diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Ane Alencar;
– um representante da Agência Nacional de Águas (Ana);
– representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); e
– um representante do Ministério da Agricultura.

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A audiência está marcada para as 14 horas, no plenário 7. Os interessados poderão acompanhar o debate interativo por meio do portal e-Democracia, enviando perguntas, críticas e sugestões aos participantes.

Da Redação – MB

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POLÍTICA NACIONAL

DEM-PSL: deputados federais planejam motim contra rumos da fusão

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O prefeito de Belford Roxo, Waguinho Carneiro
Reprodução/Instagram

O prefeito de Belford Roxo, Waguinho Carneiro

O presidente estadual do DEM, Sóstenes Cavalcante, não é o único a se insurgir contra a possibilidade de o novo partido, fruto da fusão com o PSL, vir a ser comandado, no Rio, pelo prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho.

Os 12 deputados federais do PSL também estão germinando uma rebelião contra os rumos da fusão em território fluminense. Os insurgentes estão prestes a bater o martelo: se Waguinho ficar com a presidência do diretório estadual — como vem sendo cogitado — eles saem.

Proposta

Sóstenes tem o apoio da maioria para ficar no posto, mas uma terceira via também pode ser negociada. Os nomes na mesa são Juninho do Pneu, pelo DEM, ou Delegado Antônio Furtado, pelo PSL.

Sargento Gurgel (PSL), que já capitaneou o diretório, quer manter distância do cargo. “No tempo em que passei na presidência, sofri muito desgaste e não valeu a pena. Agora quero cuidar da minha reeleição”, declarou.

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A turma do presidente

Com ou sem a presidência de Waguinho (PSL), porém, o futuro DEM-PSL já nascerá dividido. Quase metade da bancada federal do partido que elegeu Jair Bolsonaro em 2018 só quer permanecer na nova legenda se o candidato a presidente for, de novo, o capitão.

Helio Lopes, Márcio Labre, Carlos Jordy, Chris Tonietto e Daniel Silveira já deixaram essa posição bem clara. Acontece que os caciques Luciano Bivar (PSL) e ACM Neto (DEM) já bateram o martelo: o conglomerado terá a sua própria opção à Presidência da República. O que não falta é pré-candidato: Rodrigo Pacheco ou Luiz Henrique Mandetta, pelo DEM, e José Luiz Datena, pelo PSL, são algumas das opções.

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