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Convenções confirmam Boulos, Orlando Silva e Sabará candidatos; PV apoia Covas

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Montagem/iG

Quatro convenções partidárias foram realizadas neste sábado: PSOL, PCdoB, Novo e PV

Partidos de esquerda e direita confirmaram as candidaturas de seus nomes para a disputa da Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2020. Os novos candidatos aprovados em convenções realizadas neste sábado (4) foram Guilherme Boulos (PSOL), Orlando Silva (PCdoB) e Filipe Sabará (Novo). O PV, que tentava lançar Eduardo Jorge, retirou a pré-candidatura e apoiou o atual prefeito Bruno Covas (PSDB).

Em convenção realizada na manhã de hoje, o PCdoB aprovou o nome de Orlando e mais 83 candidatos a vereadores e vereadoras. Não foi definido ainda quem irá formar a chapa com Orlando para a eleição do cargo majoritário.

“Chegou a hora de construirmos uma alternativa para a cidade de São Paulo. Nosso projeto será popular. Será focado nas necessidades da população que mais precisa, nos territórios em que o poder público deve cumprir essencialmente sua função… Estamos prontos para realizar um grande governo”, afirmou Orlando em ato político realizado após a convenção que consolidou sua candidatura.

Orlando Silva em convenção do PCdoB
Jennifer Glass

Orlando Silva em convenção do PCdoB

Em seu discurso, o deputado federal disse que, apesar de ele fazer oposição aos governos estadual, de João Doria (PSDB), e federal, de Jair Bolsonaro (sem partido), “não é preciso ser amigo do presidente ou do governador para fazer com que a cidade seja respeitada para garantir o programa do partido”.

“Nosso programa vai precisar retomar investimentos em infraestrutura. Há desafios no campo da infraestrutura urbana, sobretudo, bem mais ligados ao saneamento, ao transporte, aos corredores de ônibus, ao tema da habitação, onde falta um milhão de unidades habitacionais para atender nosso povo”, completou.

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Segundo o parlamentar, uma das primeiras medidas que ele fará caso vença as eleições será um programa de geração de empregos para a recuperação da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

“O drama da Covid-19 que alcançou a todos nós é um drama drama humanitário. Cada vida perdida nos toca profundamente. Por isso que ao mesmo tempo nós apresentaremos um plano de governo para a cidade, para enfrentar desafios centrais, os temas mais importantes para o nosso povo, como educação saúde, moradia, mobilidade, e dedicaremos um esforço extraordinário para construir o plano emergencial para gerar emprego e renda na cidade de São Paulo no ano de 2021”, disse Orlando.

Durante à tarde também foi confirmada a candidatura de Guilherme Boulos e de Luiza Erundina para a Prefeitura de São Paulo. O evento de lançamento foi realizado no Morro da Lua, periferia da Zona Sul de São Paulo.

“Erundina e eu temos um compromisso histórico com os mais pobres da cidade de São Paulo e a convenção precisa simbolizar isso”, diz Boulos.

Guilherme Boulos discursa durante convenção no Morro da Lua%2C na Zona Sul de São Paulo
Divulgação

Guilherme Boulos discursa durante convenção no Morro da Lua, na Zona Sul de São Paulo

Também participaram da oficialização da candidatura lideranças comunitárias, candidatos a vereança que integram a lista do partido para o pleito deste ano e parlamentares do PSOL, como Carlos Gianazzi e Sâmia Bomfim.

“A Prefeitura precisa ser itinerante, despachando apenas um dia da semana no Edifício Matarazzo e os demais nas subprefeituras, uma de cada região diferente da cidade”, afirma o agora candidato. “O prefeito tem que escutar o povo e conhecer suas necessidades de perto”, completa.

A convenção foi realizada depois do processo de escolha interna do partido, em julho. A votação elegeu, com 61% dos votos, a chapa Boulos-Erundina como a representante da sigla na eleição municipal deste ano.

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Neste sábado também foi confirmada a candidatura de Filipe Sabará e da economista Marina Helena em uma chapa pura do partido Novo. A convenção ainda aprovou mais 35 nomes para vereadores e foi realizada por um sistema drive-thru na Câmara Municipal de São Paulo.

“É uma honra ser o primeiro candidato do Novo para a prefeitura de São Paulo. Somos o único partido que não usa dinheiro público, que quer de fato focar em serviços essenciais para a população e trazer mais oportunidade para todos, sem o Estado atrapalhar. Vamos mostrar isso para a população”, afirma Sabará.

PV desiste de corrida à Prefeitura e apoia Bruno Covas

O PV retirou neste sábado a candidatura de Eduardo Jorge pelo partido. Em convenção realizada virtualmente no diretório municipal da sigla, o ex-candidato justificou a retirada dizendo que a avaliação dele e das lideranças foi que seria melhor abrir mão da corrida eleitoral para não criar um cenário que favorecesse a mesma polarização das eleições de 2018.

Seguindo essa ideia, o partido vinha em negociação de aliança com o PSD de Andrea Matarazzo e o PSB de Márcio França, mas as tratativas não avançaram, segundo Eduardo Jorge, após nenhuma das legendas confirmar que não teria “flertes” com o presidente Jair Bolsonaro.

A escolha do PV, por fim, foi apoiar a candidatura do tucano Bruno Covas, que vai disputar a reeleição. Como condição, o partido exige que políticas de proteção ambiental sejam colocadas no centro de atenção do plano de governo do PSDB.

Covas fez uma pequena aparição durante a convenção partidária do PV. Ele agradeceu o apoio e prometeu levar as propostas do programa do partido em consideração. “Vamos nos debruçar sobre elas, identificar o que pode ser feito ainda neste ano, até dezembro, e o que pode entrar para o próximo ano”, disse, por meio de videoconferência.

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POLÍTICA NACIONAL

Senadores repudiam fala de Pompeo e esperam explicações de Araújo na quinta

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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, deve comparecer ao Senado na quinta-feira (24), às 10h, para explicar a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, a Roraima, na última sexta-feira (18). Requerimento com esse objetivo foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta segunda-feira (21) no início da primeira reunião para sabatinar diplomatas indicadores para embaixadas brasileiras. Senadores também aprovaram uma nota de repúdio aos ataques do secretário estadunidense à Venezuela. 

Um grupo de senadores tentava derrubar as reuniões da Comissão de Relações Exteriores do Senado marcadas para esta segunda-feira como retaliação à visita, classificada por eles como um desrespeito à soberania brasileira e uma afronta à Venezuela. Mas após debate no início da reunião, a decisão do colegiado foi por manter as sabatinas e convidar o chanceler brasileiro a dar explicações.

O pedido para ouvir Ernesto Araújo partiu de Telmário Mota (Pros-RR), que, após ouvir as ponderações de outros senadores, aceitou transformar o adiamento das sabatinas em um convite ao ministro Ernesto Araújo e em uma nota de repúdio à visita de Pompeo.

O senador apontou que agora que Roraima conseguiu “pacificar” a situação migratória da Venezuela, os Estados Unidos trazem transtorno para a região ao usar o estado de palanque para a campanha eleitoral do presidente Donald Trump. Telmário pede no requerimento que o chanceler brasileiro explique a visita de Mike Pompeo.

Na hora do pico da crise migratória, os Estados Unidos não ajudaram. Agora que resolvemos, chega o “seu” Pompeo e oferece uma migalha de 30 milhões de dólares. E de lá detona dizendo que vai derrubar o [presidente da Venezuela Nicolás] Maduro. O Brasil não é colônia dos Estados Unidos. Isso fere a nossa soberania — criticou Telmário.

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Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) afirmou que as preocupações de Telmário são legítimas, mas apontou, antes da decisão por converter o requerimento em um convite, que existiam outros meios de discutir a visita de Pompeo a Roraima.

Precisamos ter nossos representantes posicionados para que a gente possa defender os nossos mercados e os empregos para milhares de brasileiros. As preocupações do senador Telmário podem ser amparadas por esta comissão. Existem outros remédios, outros caminhos para que possamos aprofundar e debater essa questão da relação do Brasil com a Venezuela e com os Estados Unidos.

A visita de Mike Pompeo, segundo o líder do governo, foi apenas a etapa de um périplo mais amplo pela América do Sul.

A passagem teve por objetivo reafirmar a parceria estratégica entre os dois países — apontou Bezerra.

Para o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), as palavras do secretário estadunidense não tiveram o apoio do governo brasileiro.

Em nenhum momento, no meu entender, teve o apoio do governo brasileiro. Ele reverberou as palavras por decisão pessoal, o que não pode se transformar em um grande conflito diplomático — apontou.

Mecias de Jesus (Republicanos-RR) também criticou a visita e apontou que o povo de Roraima não concorda com as palavras do secretário estadunidense.

— Parece um recado claro para o mundo e à Venezuela. Eles querem um palanque. O povo de Roraima não concorda com Pompeo — afirmou criticou o senador.

Autor de um pedido de “moção de censura” à visita de Pompeo, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que o governo brasileiro permitiu o uso do solo nacional para que os Estados Unidos ameaçassem um país vizinho.

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— Ele fez questão de ir bem pertinho, na fronteira do Brasil com a Venezuela, e usar o solo nacional para bravatas. Não somos nem concessão, nem base militar dos Estados Unidos no Brasil — criticou.

Humberto Costa (PT-PE) defendeu a transformação de convite em convocação, o que obrigaria a vinda do chanceler.

Eu preferiria que votássemos a convocação. O fato de ele ter aceitado o convite não quer dizer que ele irá comparecer. Acho importante que esse cidadão compareça porque ele está levando o Brasil a uma posição de pária, de vergonha para a nossa população em razão da condução que ele dá à política de relações exteriores — apontou.

O presidente da CRE, Nelsinho Trad (PSD-MS) destacou que o chanceler sempre tem atendido aos convites da comissão.

Para Antonio Anastasia (PSD-MG), a visita de Pompeo não foi “feliz”, mas ele disse não acreditar que a suspensão das sabatinas fossem a solução mais adequada.

Não há nenhuma simpatia de minha parte ao regime venezuelano. O que não podemos concordar é exatamente com a palavra pública do secretário de Estado que dá a entender a queda de um governo do país vizinho. Acho que de fato o que houve na melhor das hipóteses um infelicidade absoluta.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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