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CPI da Covid: “cloroquina não funciona”, diz Natalia Pasternak; veja vídeo

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Pasternak na CPI da Covid
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Pasternak na CPI da Covid


Natalia Pasternak afirmou, à Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid-19 , nesta sexta-feira (11), que a cloroquina usada no “tratamento precoce”, indicada pelo presidente Jair Bolsonaro, não tem eficácia no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

A doutora em microbiologia explicou que o fármaco foi testado em diferentes organismos, e que a cloroquina “não funciona em camundongos, não funciona em macacos e já sabemos que não funciona em humanos”.


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Ao ser questionada pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre o uso de medicamentos para prevenir o contágio da Sars-CoV-2, Natalia explicou que o a ineficácia do tratamento é comprovada pelo método científico, pautada em testes, e que a única maneira de combater a Covid-19 é através da vacina. “Não é surpresa que a gente não tenha remédio para Covid-19, surpresa é que a gente ainda não tenha vacina no Brasil em quantidade suficiente”, reiterou.




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POLÍTICA NACIONAL

Projeto torna obrigatório incluir dados sobre eficácia e procedência em embalagem de genéricos

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Breves comunicações. Dep. Glaustin da Fokus (PSC - GO)
Glaustin da Fokus: a medida vai dificultar a venda de remédios falsos

O Projeto de Lei 1935/21 torna obrigatória a impressão de um código de resposta rápida (QR Code, na sigla em inglês) nas embalagens de medicamentos genéricos a fim de que o consumidor tenha acesso a informações sobre eficácia e procedência desses produtos. O texto tramita na Câmara dos Deputados e altera o Código de Defesa do Consumidor.

Segundo a proposta, o QR Code deverá revelar, por exemplo, dados dos testes de equivalência farmacêutica, que mostram a eficiência do genérico em comparação com o medicamento de referência. O consumidor também deverá ter acesso a dados do perfil de dissolução e dos lotes de matéria-prima dos princípios ativos usados na fabricação do medicamento genérico.

Autor da proposta, o deputado Glaustin da Fokus (PSC-GO) lembra que a Lei 9.787/90 e a Resolução 31/10 definiram diversos critérios para que os medicamentos genéricos mantivessem o mesmo padrão de qualidade dos medicamentos de referência. O deputado, entretanto, argumenta que a falta de comprometimento de alguns laboratórios, associada a uma fiscalização insuficiente, tem tornado perigoso o consumo de genéricos.

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“Tanto que vários testes particulares realizados e divulgados pela imprensa demonstraram que inúmeros laboratórios, bem como uma quantidade razoável de remédios, não guardavam compatibilidade com as exigências estabelecidas”, diz o parlamentar.

Ele acredita que as informações mostradas por meio do Código QR poderão auxiliar os consumidores no momento da compra e também contribuir para dificultar a disseminação de remédios falsificados no mercado.

Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza 

Edição – Pierre Triboli

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