POLÍTICA NACIONAL

Deputados analisam problemas enfrentados pela Cinemateca Brasileira

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Clara Angeleas/MinC
Cultura - cinema - Cinemateca Brasileira
A Cinemateca fica em São Paulo e tem salas de cinema, biblioteca e um amplo jardim aberto à visitação

A crise na Cinemateca Brasileira é o tema da live organizada pelos vice-líderes da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), da Oposição, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), e do PT, deputado Paulo Texeira (SP). O evento acontecerá nesta quinta-feira (30), a partir das 10 horas e será transmitido pela internet.

A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação e difusão da produção audiovisual brasileira. Criada em 1940, foi incorporada à Secretaria do Audiovisual do antigo Ministério da Cultura em 2003.

Atualmente, a Cinemateca tem o maior acervo da América do Sul, formado por cerca de 250 mil rolos de filmes e mais de um milhão de documentos relacionados ao cinema, como fotos, roteiros, cartazes e livros, entre outros.

Os parlamentares, no entanto, alertam que a situação da instituição é preocupante, porque o governo não fez os repasses financeiros relativos a 2019, nem ao primeiro semestre de 2020.

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Eles reclamam ainda que, após o governo por ter rompido o contrato com a organização social que fazia a gestão do acervo, a Cinemateca está desprovida de zeladoria e conservação. Além disso, os funcionários estão sem receber salários desde março.

Debatedores
Foram convidados para participar do debate virtual:

– o presidente da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (que administra a Cinemateca), Francisco Campera;
– o superintendente da Cinemateca, Roberto Barbeiro;
– a funcionária da Cinemateca Gabriela Sousa;
– o coordenador do Movimento SOS Cinemateca, Roberto Gervitz;
– a presidente da Sociedade dos Amigos da Cinemateca, Maria Dora Mourão;
– a presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual de São Paulo, Simoni Barrionuevo;
– a produtora cinematográfica Debora Ivanov;
– a diretora da Mostra de Cinema de SP, Renata Almeida;
– a representante da Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo (SPCINE) Lais Bodanzky;
– a assessora jurídica do Grupo de Trabalho SOS Cinemateca, Renata Esteves;
– o vereador da Câmara Municipal de São Paulo, Gilberto Natalini; e
– o deputado estadual de São Paulo, Carlos Giannazi.

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A reunião será realizada no plenário 4 e transmitida pelo portal e-Democracia.

Da Redação – ND

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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro diz que não apoia candidato, mas faz repasses que beneficiam Crivella

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Jair Bolsonaro e Marcelo Crivella
Foto: Reprodução/Internet

Jair Bolsonaro e Marcelo Crivella

Em junho, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não pretendia apoiar nenhum candidato a prefeito nas eleições municipais marcadas para ocorrer neste ano. Na ocasião, Bolsonaro, disse que tinha “muito trabalho” em Brasília e não quer se “meter” em política.

“Não pretendo apoiar prefeito em lugar nenhum. Não pretendo, deixar bem claro. Não tenho partido, para exatamente me meter em política esse ano. Tenho muito trabalho aqui em Brasília para estar entrando em eleições municipais”, disse ele, na saída do Palácio da Alvorada.

Mas, apesar da afirmação, o presidente faz repasses de recursos federais para beneficiar Crivella com a injeção de dinheiro em obras no Rio durante a campanha eleitoral.

Crivella anunciou em suas redes sociais que o governo federal liberará R$ 105 milhões para o asfaltamento da avenida Brasil, principal via expressa da cidade, em setembro, início da campanha eleitoral. O trecho reformado será entre Santa Cruz e Deodoro, todo o percurso do corredor na zona oeste. Região mais populosa da cidade, a zona oeste é considerada um reduto eleitoral do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), principal adversário de Crivella na disputa.

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O presidente Jair Bolsonaro e um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), participaram ao lado do prefeito do Rio da inauguração de uma escola cívico-militar no bairro do Rocha, na Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira. O evento ocorreu no último dia permitido pela Justiça Eleitoral para que candidatos participem de inaugurações de obras públicas.

Candidato à reeleição, Crivella busca o apoio de Bolsonaro e conseguiu atrair para seu partido, o Republicanos, tanto Carlos – também candidato a novo mandato, na Câmara Municipal -, quanto o senador Flávio Bolsonaro, que não compareceu ao evento desta sexta.

O evento

Na abertura da solenidade, o secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, aliado da família Bolsonaro, saudou a presença de Carlos e disse que o vereador, embora não costume participar de eventos públicos, “faz um trabalho importante no back-office, nos orientando e fiscalizando”.

O evento é considerado por aliados de Crivella como uma oportunidade para registro de fotos e vídeos do prefeito ao lado da família Bolsonaro, que poderão ser usados na propaganda eleitoral. 

Antes do pronunciamento de Bolsonaro, Crivella entregou ao presidente a medalha Zenóbio da Costa, oferecida pela Guarda Municipal do Rio.

Também participaram do evento os ministros Milton Ribeiro (Educação), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), deputados estaduais e federais bolsonaristas e o vereador de São João de Meriti Charlles Batista (Republicanos), pré-candidato à prefeitura naquele município.

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Apenas um dos três edifícios que formam a Escola Cívico-Militar General Abreu já está pronto. Outros dois prédios anexos nos fundos da unidade ainda estão em fase inicial de construção. Cada edifício tem capacidade para cerca de 500 alunos, segundo a prefeitura. Diferentemente do que ocorre em escolas militares, na escola cívico-militar a gestão é dividida entre militares e a rede municipal de ensino.

Antes da chegada de Bolsonaro e de Crivella, um sistema de som próximo ao local da solenidade entoou o funk “Proibidão do Bolsonaro”, criado nas eleições de 2018 por MC Reaça, morto no ano passado. A letra contém frases pejorativas dirigidas a adversários políticos de Bolsonaro.

Durante o evento, um homem em local não identificado, usando um microfone, chamou Crivella de “judas” quando o prefeito subiu ao palanque para discursar. O homem também gritou que “a praia é do povo”. Crivella esperou a manifestação terminar para seguir seu discurso, e retomou dizendo que “é o preço que se paga” por ser gestor.

– O presidente levou uma facada na barriga para o povo não levar uma facada nas costas. Também é o preço que se paga – disse Crivella.

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