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Doria não vai ao 1º debate das prévias do PSDB: “Regras não foram discutidas”

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João Doria e Eduardo Leite
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João Doria e Eduardo Leite

O governador João Doria informou nesta sexta-feira que não vai participar do primeiro debate das prévias que escolherão o candidato do PSDB à Presidência da República em 2022. Marcado para a próxima terça-feira, o evento está sendo organizado pelos jornais O GLOBO e Valor e será transmitido em tempo real pelos sites e redes sociais dos dois veículos. Na carta em que comunica sua ausência, o governador alega que o PSDB não dialogou previamente com os candidatos sobre as regras e que “o formato não permitiu o entendimento entre todos”.

Como previsto nas regras acertadas com o partido, e assinadas pela direção do PSDB e pelos demais pré-candidatos, mesmo sem a presença de Doria o debate está mantido entre os outros participantes das prévias:  o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

A realização do evento foi anunciada publicamente pelo GLOBO e pelo  PSDB no dia 3 de setembro e desde o início da organização o partido havia informado que todos os pré-candidatos — na época o senador Tasso Jereissati também estava na disputa – haviam se comprometido a participar com as regras que fossem estabelecidas pelos jornais. Na última sexta-feira, o GLOBO e VALOR enviaram formalmente ao partido um documento com todas as regras detalhadas. Ontem, no início da tarde, foi realizada uma reunião com representantes dos partidos e de assessores dos três pré-candidatos para esclarecimentos e pequenos ajustes.

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A única divergência apresentada durante a reunião desta quinta-feira foi em relação à duração do evento: as campanhas de Doria e Virgílio preferiam que ele tivesse uma hora e meia, enquanto Leite e a direção nacional do PSDB apoiavam a proposta original, de cerca de duas horas de duração. O GLOBO e o VALOR se dispuseram a analisar qualquer pedido de alteração nas regras, desde que fosse pleiteado de forma consensual pelos tucanos. Nesta sexta-feira, no entanto, Doria informou que não irá ao debate, mas, na nota, não explica de qual regra estabelecida ele discorda.

Pelas regras acertadas, o debate teria a perguntas entre os pré-candidatos com tema livre e perguntas de colunistas do GLOBO e do VALOR . O modelo de debates com perguntas livres entre candidatos e de perguntas de jornalistas para candidatos é consagrado e usado há décadas em disputas majoritárias no Brasil e no mundo, e inclusive se tornou marca dos debates de prévias dos partidos norte-americanos.

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O PSDB ainda não se pronunciou. O presidente do PSDB, Bruno Araújo, apenas lamentou a ausência de Doria: “O Globo cumpre seu compromisso Institucional de promover o debate de ideias que contribui com o processo democrático brasileiro. As prévias promovidas pelo PSDB são o maior evento da nossa história democrática na escolha de um pré-candidato a Presidente. Lamento, mas respeito a decisão do Governador João Dória. Na terça (19) termos a oportunidade de conhecer melhor o que pensa dois dos nosso pré-candidatos à Presidência da República”.

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Leia a íntegra da nota

“O governador de São Paulo João Doria não participará do debate do Grupo Globo das prévias do PSDB. Doria sempre defendeu, participou e apoiou debates. No entanto, as regras que definiriam o debate do Grupo Globo não foram discutidas previamente entre as equipes dos candidatos, conforme acordado anteriormente com o partido. O formato não permitiu o entendimento entre todos. O que seria razoável e necessário, especialmente em se tratando de prévias entre candidatos do mesmo partido. Não há inimigos.

Esclarecemos que o Grupo Globo não tem qualquer responsabilidade na imposição de regras. Mas faltou ao próprio PSDB o cuidado em dialogar previamente com todos os candidatos sobre as regras desse debate. Os debates devem valorizar a oportunidade de cada candidato oferecer sua visão para o Brasil em temas como educação, saúde, emprego, meio ambiente, proteção social, crescimento econômico e outros campos da gestão pública.

Doria, que sempre participou de debates em disputas eleitorais, reafirma a importância desses encontros na construção da democracia. E se compromete a participar de debates durante as prévias, desde que as regras sejam definidas conjuntamente e não unilateralmente.”

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Bolsonaro divulga agenda com compromisso uma hora após depoimento à PF

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Presidente Jair Bolsonaro (PL) divulga agenda com compromisso uma hora após depoimento à PF
Isac Nóbrega/PR

Presidente Jair Bolsonaro (PL) divulga agenda com compromisso uma hora após depoimento à PF

Horas depois de o  ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar que o presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília nesta sexta-feira (28), o presidente publicou sua agenda com apenas dois compromissos públicos, um deles uma hora depois do horário previsto por Moraes.

O ministro determinou que o presidente Jair Bolsonaro compareça pessoalmente à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal na sexta-feira, às 14h, para prestar depoimento sobre suspeita de vazamento de documentos sigilosos de uma investigação da PF.

Na agenda pública de Bolsonaro, divulgada no final da noite desta quinta-feira, a Presidência incluiu dois compromissos públicos: uma solenidade às 9h no Palácio do Planalto e despachos com o Subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência, Pedro Cesar Sousa, às 15h. Segundo a Presidência, a agenda com Pedro Cesar Sousa ocorrerá no Palácio da Alvorada.

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Bolsonaro não é obrigado a incluir na sua agenda o depoimento à Polícia Federal, por não se tratar de um evento de caráter público, mas pessoal. A duração da oitiva de Bolsonaro, que consta como investigado no inquérito do Supremo Tribunal Federal, não tem previsão de duração mas é comum que durem mais do que 1 hora. Em novembro do ano passado, o presidente já prestou um depoimento à PF, no Palácio do Planalto. Na ocasião, respondeu a 13 perguntas dos investigadores.

Dessa vez, entretanto, Bolsonaro tem buscado adiar o depoimento. A decisão de Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira, foi em resposta a um pedido da Advocacia-Geral da União para que Bolsonaro não comparecesse ao depoimento, cujo prazo venceria nesta sexta-feira.

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O presidente, entretanto, apresentou nesta quinta-feira, um pedido de dispensa do depoimento. Por isso, Moraes negou o pedido e determinou o comparecimento pessoal à PF para o depoimento.


Como é investigado, Bolsonaro pode decidir se manter em silêncio durante o depoimento.

Mesmo com a determinação do ministro do STF, há a possibilidade de que o presidente não compareça à Polícia Federal. Juristas ouvidos pelo Globo explicam que, por ser investigado, e não testemunha, Bolsonaro não é obrigado a depor — prestar depoimento como investigado é um ato de defesa e, portanto, a pessoa se defende se quiser.

“Mas como existe uma ordem judicial para que Bolsonaro vá, caso ele não compareça estará, sim, descumprindo uma ordem judicial”, pondera Thiago Bottino, professor da FGV Direito Rio.

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