POLÍTICA NACIONAL

Eleições 2020: último dia para propaganda intrapartidária

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Os pré-candidatos aos cargos de prefeito e de vereador que desejam concorrer nas Eleições Municipais de 2020 têm até esta terça-feira (15) para fazer propaganda interna, em seus respectivos partidos políticos. A propaganda intrapartidária é a oportunidade que os concorrentes têm para apresentar suas plataformas de campanha aos dirigentes e delegados do partido, que escolherão os candidatos à disputa eleitoral de novembro próximo em convenções partidárias.

Regras

O período de pré-candidaturas é regido por regras que precisam ser seguidas à risca, e seu descumprimento pode gerar punição. O pedido de votos aos correligionários é autorizado apenas no ambiente interno do partido.

Segundo a Resolução do TSE 23.610/19, que regulamenta a propaganda eleitoral nas Eleições Municipais de 2020, a propaganda eleitoral intrapartidária pode exibir, por exemplo, faixas e cartazes próximos ao local da convenção e no dia da realização do evento. Já o uso de rádio, televisão e outdoor é terminantemente vedado, podendo caracterizar propaganda eleitoral antecipada.

Registro

Concluída a convenção – cujo prazo final para realização é amanhã – e definidos os candidatos, os partidos políticos e as coligações devem formalizar os pedidos de registro de candidatura até as 8h do dia 26 de setembro pela internet ou até as 19h, da mesma data, presencialmente.

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Karine Melo

Edição: Valéria Aguiar

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POLÍTICA NACIONAL

FHC diz ser contra reeleição para presidência no Congresso

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FHC
Reprodução/Facebook

Ex-presidente participou do Roda Viva na última segunda-feira (28).

Durante sua participação na edição do Roda Viva da última segunda-feira (28), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ser contrário à reeleição de políticos para a presidência da Câmara dos Deputado e do Senado. Ele também comentou a presença de militares no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Congresso, FHC elogiou a dupla, mas disse ser contra a possibilidade. “Ambos são pessoas respeitáveis. Mas isso não justifica. Não é a questão pessoal, mas sim constitucional”, afirmou o ex-presidente. 

Outro argumento utilizado pelo presidente de honra do PSDB foi o de que a possibilidade de reeleição dificultaria uma renovação na casa, o que é visto com maus olhos pelo ex-presidente. “Não acho conveniente. E tem muita gente boa. É melhor ter alguma renovação”, afirmou FHC, que completou dizendo que os políticos “são todos independentes e devem escolher com independência”.

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Militares no governo

Durante o programa, FHC também comentou a presença massiça de militares no governo Bolsonaro. Além de dizer que não tem “sentimento de raiva” pelos militares, o ex-presidente ponderou que o excesso de militares poderá ser um problema para a própria classe. 

Além disso, FHC também disse que não vê uma relação obrigatória entre a presença de militares e o autoritarismo do governo. “Não acho que, necessariamente, o governo vai ser autoritário (por ter militares em sua composição)”, explicou o ex-presidente, que continuo dizendo que a classe sofrerá consequências de seu apoio a Bolsonaro.  “Queiram ou não queiram, vão pagar um preço pelos erros e acertos do governo”, finalizou.

O programa

O ex-presidente foi o convidado da edição especial de 34 anos do programa. Participaram do programa os ex-apresentadores Heródoto Barbeiro, Rodolpho Gamberini, Matinas Suzuki, Daniela Lima e Paulo Markun, que participou remotamente de Portugal.

Além de ter sido presidente do Brasil entre 1995 e 2002, FHC é sociólogo e cientista política e foi ministro da Fazenda e das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco.

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