POLÍTICA NACIONAL

Fux diz que STF “segue vigilante” após ameaça de Bolsonaro contra restrições

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Luiz Fux, presidente do STF, reagiu a declaração de Bolsonaro sem citar o nome do presidente
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Luiz Fux, presidente do STF, reagiu a declaração de Bolsonaro sem citar o nome do presidente

O ministro Luiz Fux , presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira (5) que a Corte “segue vigilante” para “sempre zelar pelo fortalecimento da democracia”. A declaração de Fux ocorre no mesmo dia que o presidente  Jair Bolsonaro (sem partido) ameaçou derrubar por decretos as medidas restritivas determinadas por governadores para combater a Covid-19 .

“E esse alerta é importante: o Supremo segue vigilante, como sempre esteve, para resguardar a Constituição e o Estado Democrático de Direito”, afirmou o ministro Luiz Fux.

Nesta quarta, Bolsonaro disse que poderia acabar com as restrições nos estados “com poder de força”. “Nas ruas, já se começa a pedir, por parte do governo, que ele baixe um decreto, e, se eu baixar um decreto, vai ser cumprido. Não será contestado por nenhum tribunal, porque ele será cumprido. E o que constaria no corpo desse decreto? Constariam os incisos do artigo 5º da nossa Constituição”, disse o presidente.

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“O Congresso ao qual eu integrei, tenho certeza que estará ao nosso lado. O povo ao qual nós, Executivo e parlamentares, devemos lealdade absoluta, obviamente, estará ao nosso lado. Quem poderá contestar o artigo 5º da Constituição?”, questionou Bolsonaro.

O presidente ainda disse que quer “a liberdade de curso” prevista no artigo 5º. “Queremos a liberdade para poder trabalhar. Queremos o nosso direito de ir e vir. Ninguém pode contestar isso. E se esse decreto eu baixar, repito, será cumprido juntamente com o nosso Parlamento, juntamente com todo o poder de força que nós temos em cada um dos nossos 23 ministros”, afirmou.

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POLÍTICA NACIONAL

Brasil alcança a marca de meio milhão de mortos pela covid-19

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O Brasil tem 5.570 municípios. 49 deles tem mais de 500 mil habitantes. Desde o início da pandemia do coronavírus e a primeira morte no país por covid-19, ainda em março de 2020, 500 mil brasileiros perderam a vida em função dessa doença. O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), apela para que o país entenda que não estamos vivendo uma ficção: “Isso é uma realidade!”.

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