POLÍTICA NACIONAL

Girão defende aumento de punição para crimes contra a administração pública

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Em pronunciamento nesta quarta-feira (2), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) pediu que a sociedade se mobilize e pressione o Senado a votar rapidamente o projeto que duplica a pena de quem praticar crimes contra a administração pública durante a pandemia. O PL 1.485/2020 foi aprovado na terça-feira (1º) pela Câmara dos Deputados.

Girão aproveitou para defender um projeto dele que vai no mesmo sentido da proposta aprovada pelos deputados. Trata-se do PL 1.871/2020, que classifica como hediondos os crimes praticados contra a administração pública durante o estado de calamidade pública.

É como a gente diz no Nordeste: além da queda, o coice. No momento de fragilidade em que vive o povo brasileiro, preocupado com o emprego, com saúde pública, bilhões e bilhões de reais sendo enviados para os estados e municípios. O que está sendo feito com esse dinheiro? Quem desvia numa situação dessa faz algo extremamente covarde, extremamente desunamo e merece punição dobrada e que esse crime seja elevado à categoria de hediondo. Isso é o mínimo — disse.

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O senador ressaltou que a rapidez na análise dessas propostas é importante para evitar a impunidade. Como a lei penal não retroage, esses projetos somente poderão ser usados para responsabilizar quem praticou crime contra a administração pública após a entrada em vigência, explicou Girão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

FHC diz ser contra reeleição para presidência no Congresso

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FHC
Reprodução/Facebook

Ex-presidente participou do Roda Viva na última segunda-feira (28).

Durante sua participação na edição do Roda Viva da última segunda-feira (28), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ser contrário à reeleição de políticos para a presidência da Câmara dos Deputado e do Senado. Ele também comentou a presença de militares no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Congresso, FHC elogiou a dupla, mas disse ser contra a possibilidade. “Ambos são pessoas respeitáveis. Mas isso não justifica. Não é a questão pessoal, mas sim constitucional”, afirmou o ex-presidente. 

Outro argumento utilizado pelo presidente de honra do PSDB foi o de que a possibilidade de reeleição dificultaria uma renovação na casa, o que é visto com maus olhos pelo ex-presidente. “Não acho conveniente. E tem muita gente boa. É melhor ter alguma renovação”, afirmou FHC, que completou dizendo que os políticos “são todos independentes e devem escolher com independência”.

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Militares no governo

Durante o programa, FHC também comentou a presença massiça de militares no governo Bolsonaro. Além de dizer que não tem “sentimento de raiva” pelos militares, o ex-presidente ponderou que o excesso de militares poderá ser um problema para a própria classe. 

Além disso, FHC também disse que não vê uma relação obrigatória entre a presença de militares e o autoritarismo do governo. “Não acho que, necessariamente, o governo vai ser autoritário (por ter militares em sua composição)”, explicou o ex-presidente, que continuo dizendo que a classe sofrerá consequências de seu apoio a Bolsonaro.  “Queiram ou não queiram, vão pagar um preço pelos erros e acertos do governo”, finalizou.

O programa

O ex-presidente foi o convidado da edição especial de 34 anos do programa. Participaram do programa os ex-apresentadores Heródoto Barbeiro, Rodolpho Gamberini, Matinas Suzuki, Daniela Lima e Paulo Markun, que participou remotamente de Portugal.

Além de ter sido presidente do Brasil entre 1995 e 2002, FHC é sociólogo e cientista política e foi ministro da Fazenda e das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco.

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