POLÍTICA NACIONAL

Governo foi “usado” para tentar anular investigação sobre “rachadinha”

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Reprodução: iG Minas Gerais

Senador Flavio Bolsonaro


A defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) “usou” o Gabinete de Segurança Institucional e outros órgãos do governo federal – com autorização do pai, o presidente Jair Bolsonaro  – atrás de evidências que pudessem dar um fim à apuração sobre o esquema das “rachadinhas” .


O uso do GSI foi confirmado pelos próprios advogados de Flávio, que afirmaram se tratar de “suspeitas de irregularidades das informações” nos relatórios redigidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Esse órgão federal – que deu início à investigação sobre o senador – recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunica às autoridades competentes para instauração de procedimentos

O acionamento dessa estrutura governamental foi revelada pela revista Época nesta sexta-feira (23) e confirmada pelos advogados. Ainda de acordo com a publicação, o presidente também estave envolvido no procedimento, contatando o secretário da Receita, José Barroso Tostes Neto, para auxiliar na apuração em favor do filho.

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“A defesa do senador Bolsonaro esclarece que levou ao conhecimento do GSI as suspeitas de irregularidades das informações constantes dos Relatórios de Investigação Fiscal lavradas em seu nome, já que diferiam, em muito, das características, do conteúdo e da forma dos mesmos relatórios elaborados em outros casos, ressaltando-se, ainda, que os relatórios anteriores do mesmo órgão não apontavam qualquer indício de atividade atípica por parte do senador”, escreveu a defesa de Flavio em nota oficial.

Os advogados também afirmaram que “o fato foi levado diretamente ao GSI por ter sido praticado contra membro da família do senhor presidente da República”.

Porém, o levantamento do Coaf foi produzido antes de Jair Bolsonaro ter sido eleito. O documento foi divulgado em janeiro de 2018, citando as transações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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POLÍTICA NACIONAL

‘Não adianta você querer impor algo nacional’, diz Mourão sobre lockdown

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Vice-presidente Hamilton Mourão
Alan Santos/PR

Vice-presidente Hamilton Mourão

Nesta terça-feira (02), o vice-presidente, Hamilton Mourão , declarou que ‘não adianta querer impor’ medidas nacionais para conter a circulação de pessoas e reduzir a disseminação do novo coronavírus . Para ele, o correto seria agilizar as campanhas de vacinação e realizar campanhas de conscientização da população. As informações foram apuradas pelo G1.

Mourão fez esse comentário quando foi questionado sobre a carta feita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) em que lá, sugeriram que medidas urgentes devem ser criadas para impedir o colapso das redes públicas e privadas de saúde , diante ao aumento de casos da covid-19. Na lista de sugestões, está um toque de recolher entre as 20h até as 06h da manhã.

“Cada população tem sua característica, se você analisar o país são cinco países diferentes em um só, o Norte é uma coisa, Nordeste é outra, etc e tal. Então, não adianta você querer impor algo nacional. E aí como é que você vai fazer isso para valer? A imposição? Nós não somos ditadura. Ditadura é fácil, sai dando bangornada em todo mundo”, declarou ele em entrevista no Palácio do Planalto nesta terça (2).

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Para o vice-presidente, o povo brasileiro está “cansado” de medidas restritivas e que eles não gostam de ficar presos em suas casas, preferem sair à rua. Mourão vê como solução para a redução de casos da covid-19 a rápida vacinação e um acolhimento maior da população em relação ao momento crítico da pandemia.

“Acho que tem que haver uma campanha em todos os níveis de conscientização da população. Acho também que tinham que ter alguma atitude em relação ao transporte urbano, acho que nenhum gestor se preocupou muito com isso aí. É por aí. E conseguir acelerar as vacinas. Acelerando as vacinas a coisa anda de forma boa”, disse.

A carta que foi enviada pelo Conass foi entregue na segunda-feira (1º). No documento, consta que o Brasil vive em seu pior momento na pandemia e compartilhou medidas que deveriam ser postas em prática no país. Na carta, eles falam que:

– Brasil vive pior momento da pandemia, com patamares altos em todas as regiões;

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– Falta condução nacional unificada e coerente da reação à pandemia;

– É preciso proibir eventos presenciais, inclusive atividades religiosas;

– É preciso suspender aulas presenciais em todo o país;

– É preciso adotar toque de recolher nacional; fechar bares e praias;

– É preciso ampliar testagem e acompanhamento dos infectados;

– Deve-se criar um Plano Nacional de Comunicação para esclarecer a população da gravidade da situação.

Atualmente, o Brasil vive um momento crítico com a proliferação do novo coronavírus. Foram 255,8 mil óbitos. A media móvel de mortes nos últimos sete dias são de 1.223, quinto recorde batido nos últimos seis dias.

De acordo com os dados da vacinação, cerca de 6,7 milhões de pessoas que receberam a primeira dose (3,2% da população brasileira). E a 2º dose foi aplicada em aproximadamente 2 milhões de pessoas, correspondendo a 0,95% da população do país.

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