POLÍTICA NACIONAL

Luxemburgo fala pela 1ª vez após ser trocado pelo PSB: “Traidores”

Publicados

em

Vanderlei Luxemburgo desiste de concorrer ao Senado
Reprodução/Instagram

Vanderlei Luxemburgo desiste de concorrer ao Senado

Nesta sexta-feira (5), o técnico Vanderlei Luxemburgo se manifestou pela primeira vez após ter  sua candidatura ao Senado negada pelo PSB. O técnico de futebol foi substituído pelo ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha. Em um primeiro momento, ele cogitou entrar na Justiça, no entanto, voltou atrás e garantiu que não concorrerá a nenhum cargo neste ano.

“Num primeiro momento, ao ser apunhalado pelas costas, ameacei processar o partido. Vocês sabem como é ter um sonho roubado das mãos? Mas, a essa altura, não vou atropelar a candidatura de companheiros com quem firmei compromissos e que já têm trabalho desenvolvido. Eu desejo aos companheiros do PSB o melhor: que mantenham os ideiais de trabalhar pelo povo do Tocantins”, explicou em postagem feita em seu perfil do Instagram.

“Informo que não irei concorrer a qualquer cargo nessas eleições. Para mim é impensável permanecer aliançado com traidores. Continuarei investindo no Tocantins e trabalhando por esse estado que escolhi para viver. Saio desse processo com a certeza de que construí aliados, amigos e acima de tudo um projeto que já entrou pra história”, acrescentou.

Luxemburgo vinha trabalhando desde o começo do ano para viabilizar sua candidatura ao Senado pelo Tocantis. Ele se filiou ao PSB em março deste ano e estava viajando pelo estado para formar alianças.

Apesar de ser conhecido nacionalmente, sua posição na última pesquisa do Instituto Real Time Big Data, ocupando a quarta posição com 11%. Professora Dorinha (União Brasil) tem 20%, seguida por Kátia Abreu (PP) e o ex-governador Mauro Carlesse (Agir 36), ambos com 13%.

Confira na íntegra o texto escrito por Luxemburgo:

“CARTA ABERTA AO POVO TOCANTINENSE

Caros amigos e amigas,

A maioria de vocês me conhece pela minha atuação como técnico de futebol, mas me permitam hoje contar um pouco da minha relação com esse estado que eu tanto amo.

Há 18 anos, vim ao Tocantins pela primeira vez. O encanto pelo seu povo e pela sua cultura foi imediato. Decidi investir e morar aqui com minha família, e de alguma forma contribuir com meu conhecimento a esta terra tão rica e cheia de oportunidades. Com a decisão de morar em Palmas, construí uma relação com a cidade e decidi contribuir de uma nova forma – através da política.

Uma das minhas grandes vontades é colaborar para tornar o Tocantins um ambiente propício ao empreendedorismo, e um estado que valorize a sua juventude, fortalecendo os jovens através do esporte e educação.

Recebi o convite para me filiar ao PSB e com a autorreforma do partido enxerguei um grupo que se preocupa com as mesmas questões que eu, e que foi capaz de olhar pra si e fazer as mudanças necessárias. Quando ingressei no partido, ouvi que eu podia “ser candidato ao que quisesse”, mas encontramos de forma coletiva o Senado como a alternativa, e como eu poderia contribuir com o partido e com o nosso estado.

Vale reforçar que a candidatura ao Senado teve o aval da presidência estadual, através de Carlos Amastha, e da nacional do partido, através de Carlos Siqueira, e com isso, passei a caminhar pelo Tocantins. Construí alianças e desenhei um projeto pautado pela renovação e inovação, e fui muito bem recebido por onde passei.

Nesses seis meses de caminhada, em nenhum momento eu fui convidado pelo PSB Tocantins para discutir qualquer mudança nas chapas majoritária ou proporcional. Eu confesso a vocês que não sei em que momento a minha candidatura ao Senado começou a ser descartada.

Estive em Brasília diversas vezes, com os presidentes nacional e estadual e tudo parecia certo para esse projeto que se tornou uma alternativa para a renovação da política tocantinense.

Quando a mudança começou a ser cogitada, não houve diálogo, houve pressão. Durante as últimas semanas fui instigado a declinar da candidatura, mudar para deputado federal e inclusive, abrir mão do fundo eleitoral. Não fui convidado a participar dos diálogos e fui isolado pela presidência. Como complemento à postura ditatorial, vimos a mudança de delegados nas últimas horas e o impedimento do uso da fala para defender a candidatura na convenção, num processo completamente antidemocratico.

Deixo bem claro a todos que não tenho apego ao cargo de senador. Não haveria nenhum problema em ser candidato a outra vaga, como deputado federal, por exemplo, caso houvesse uma construção coletiva para tal. A política se faz em conjunto e as atitudes do presidente do PSB Tocantins mancham a história do Partido Socialista Brasileiro com uma postura ditatorial e rasteira.

Num primeiro momento, ao ser apunhalado pelas costas, ameacei processar o partido. Vocês sabem como é ter um sonho roubado das mãos? Mas, a essa altura, não vou atropelar a candidatura de companheiros com quem firmei compromissos e que já têm trabalho desenvolvido. Eu desejo aos companheiros do PSB o melhor: que mantenham os ideiais de trabalhar pelo povo do Tocantins.

Por fim, informo que não irei concorrer a qualquer cargo nessas eleições. Para mim é impensável permanecer aliançado com traidores. Continuarei investindo no Tocantins e trabalhando por esse estado que escolhi para viver. Saio desse processo com a certeza de que construí aliados, amigos e acima de tudo um projeto que já entrou pra história.”


Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Leia Também:  Causa própria: Senador de Mato Grosso defende leis mais brandas para o marco temporal em debate no STF
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro promete manter zerados impostos federais de combustíveis

Publicados

em

Candidato à reeleição pelo PL, o presidente Jair Bolsonaro prometeu manter no próximo ano a isenção de impostos federais sobre a gasolina, o álcool, o diesel e o gás de cozinha.

Em encontro com prefeitos, no início da noite de hoje (17), em Brasília, Bolsonaro afirmou ter conversado sobre o assunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Hoje tive mais uma conversa com parte da equipe econômica do [ministro da Economia] Paulo Guedes sobre o PLOA [Projeto de Lei Orçamentária Anual], o nosso orçamento para o ano que vem. Garantimos continuar no ano que vem com zero imposto federal na gasolina, no diesel, no álcool e no gás de cozinha”, disse Bolsonaro durante o encontro.

Um projeto de lei complementar, aprovado no Congresso em junho zerou, até 31 de dezembro de 2022, as alíquotas de Cide-Combustíveis e a tributação de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a gasolina. O diesel e o gás de cozinha já têm esses tributos zerados. Segundo a promessa do presidente, essas alíquotas continuariam zeradas em 2023.

Leia Também:  Márcio França é vaiado em evento na USP

Servidores e Auxílio Brasil

Bolsonaro falou para uma plateia de prefeitos no auditório de um hotel de Brasília. Também estiveram presentes o senador Eduardo Gomes (PL-TO), atualmente licenciado do cargo, e a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), que foi ministra da Secretaria de Governo. Em seu discurso, o candidato à reeleição prometeu conceder reajuste aos servidores públicos em 2023, mas não definiu um percentual.

O candidato à reeleição também disse que vai avaliar com sua equipe econômica a possibilidade de manter o valor de R$ 600 do Auxílio Brasil. Atualmente, esse valor tem vigência garantida até 31 dezembro. Depois, volta aos R$ 400 originais. Bolsonaro disse que avaliará a possibilidade “dentro da responsabilidade” para evitar inflação.

“Conversei com o ministro Paulo Guedes, também dentro da responsabilidade, vamos nos socorrer do parlamento para a gente tornar definitivo esse valor de R$ 600 a partir de 2023. Tenho certeza que o parlamento vai se fazer presente. Repito, com responsabilidade. Se a gente fizer sem responsabilidade, o dólar vai lá para cima, a inflação também”. 

Leia Também:  CTFC pode votar reembolso de frete por atraso na entrega de produtos

Depois do evento, falando a jornalistas, Bolsonaro indicou que deve enviar, após as eleições, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso para tornar o valor do Auxílio Brasil de R$ 600 definitivo.

O valor original Auxílio Brasil é R$ 400, mas o Congresso Nacional aprovou uma PEC, promulgada no dia 14 de julho, que aumenta o benefício em R$ 200 até o fim do ano, além de conceder um auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros, um benefício para taxistas, duplicar o valor do vale-gás e reforçar o programa Alimenta Brasil, entre outros benefícios. A criação dos benefícios foi possível com a criação de um estado de emergência até o fim do ano.

Amanhã (18) Bolsonaro visita o Parque Tecnológico em São José dos Campos (SP), onde terá uma serie de eventos. Ele visita o Cemaden (centro monitoramento desastres naturais órgão governo Federal), e participa de um evento sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo no Brasil.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI