POLÍTICA NACIONAL

“Meus pais sempre se amaram”: filha defende Flordelis e chama irmãos de ingratos

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Filha adotiva defendeu a parlamentar durante depoimento nesta semana
Câmara dos Deputados

Filha adotiva defendeu a parlamentar durante depoimento nesta semana

Os deputados do Conselho de Ética e de Decoro Parlamentar da Câmara ouviram nesta última quinta-feira (6) o depoimento de Érika Dias, filha adotiva da  deputada Flordelis (PSD-RJ), convidada a depor como testemunha de defesa da mãe, que é acusada de ser a mandante do assassinato o marido, o pastor Anderson Carmo, morto a tiros em junho de 2019, em Niterói.

Érika afirmou que Flordelis tinha uma boa relação com o pastor e disse não ter conhecimento sobre o plano de assassiná-lo ou sobre as denúncias de abuso feitas por suas irmãs. Ela negou ainda que tenham ocorrido desavenças ou tratamento diferenciado entre os irmãos e se queixou das ações policiais e do tratamento da mídia e das redes sociais em relação ao caso.

Sem violência

“Meus pais sempre se amaram. Nunca presenciei nenhum tipo de violência ou desrespeito. Meu pai sempre amou minha mãe, e minha mãe sempre amou meu pai. Nunca vi briga dos meus pais chegar às vias de fato. Foram discussões de casal”, declarou Érika.

A filha também afirmou que a deputada é uma pessoa muito humilde, “nunca foi de ter luxos ou de gastou além da conta”. Além disso, afirmou que quem comprava as roupas para a mãe era Anderson. Sobre a relação com Flordelis, ressaltou que ambas ficaram mais próximas após a prisão dos irmãos : “eu era uma filha um pouco distante por trabalhar muito, e estudar todo fim de semana”.

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Plano de assassinato

Érika  disse não ter tido conhecimento sobre um plano de seus irmãos para matar o pastor e também afirmou desconhecer uma tentativa anterior de envenenamento. “Ele tinha problema estomacal e chegou a emagrecer muito. Não gostava de ir ao médico”, disse.

A depoente insinuou que os irmãos que depuseram contra sua mãe estão trabalhando na Prefeitura de São Gonçalo por indicação do filho adotivo da deputada, Misael , que era vereador no município. “Acho uma ingratidão. Na minha opinião como civil, já condenaram ela.”

Ao revelar que já trabalhou como secretária da igreja dos pais, declarou que todas as doações e ofertas iam direto para conta bancária e não eram guardadas em um cofre. Ainda segundo ela, o pastor Anderson não andava com uma mochila com dinheiro da igreja. Em uma das versões sobre o crime, esse dinheiro teria sido roubado para pagar pelo assassinato do pastor.

Críticas ao trabalho da polícia e da imprensa

Érika denunciou as ações da polícia em sua casa por apreenderem aparelhos sem mandado: “teve um policial que quase me prendeu por desacato. Um dos policiais meteu a mão dentro da minha mochila e pegou meu tablet bem na semana de prova na faculdade. Não apresentou mandado. Eu me senti muito desrespeitada como cidadã, como pessoa. Arrombaram a porta. Parecia casa de bandido. Pago meus impostos, quero ser tratada com respeito”.

A testemunha também lamentou o tratamento da mídia e relatou que um blogueiro chegou a entrar em sua casa sem se identificar. Segundo ela, o homem tirou fotos, interrogou as crianças e entrou no quarto de Flordelis .: “Eles fazem acusações, querem publicar matérias tendenciosas. Estão ganhando seguidores às custas da minha família e às custas do caso”.

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POLÍTICA NACIONAL

Senadores lamentam 500 mil mortes por covid-19, CPI divulga nota

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O Brasil alcançou neste sábado (19) a triste marca de 500 mil vítimas de covid-19. O número foi divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa, a partir das informações das secretarias de saúde dos estados. Foram 500.022 mortes desde o início da pandemia e 17,8 milhões de casos confirmados. Senadores integrantes da CPI da Pandemia divulgaram nota lamentando a estatística.

“Asseguramos que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem”, diz a nota de pesar.

Assinam o comunicado os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Rogério Carvalho (PT-SE), Eliziane Gama (Cidadania-MA).

Redes sociais

Pelo Twitter, outros senadores também se manifestaram. Para o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), essa foi a notícia que ninguém queria ler. “A vacina para a população precisa chegar ainda mais rapidamente e os cuidados não devem ser cessados”, pediu.

Weverton (PDT-MA) comparou o número com o sumiço de uma cidade inteira de médio porte. “Uma tragédia nacional, que poderia ter sido evitada”, afirmou.

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Médica, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também ressaltou que a tragédia poderia ter sido evitada: “mortes que poderiam ter sido evitadas se houvesse coordenação nacional no combate ao vírus; se o governo não tivesse negado a ciência, não tivesse atrasado a compra de vacinas; se estimulasse o uso de máscaras, se não tivesse provocado aglomerações”.

O senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB) reforçou a importância da ciência no combate à pandemia. “Que a dor das famílias e a indignação de todos nós sirvam para que o Brasil não continue com os equívocos cometidos até agora”, tuitou. “E que a ciência seja definitivamente, a base das ações contra esse mal em nosso país.”

Também médico, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) lamentou o Brasil ser segundo país em número de mortes. “Apenas os EUA registram mais óbitos, com uma diferença: lá, os casos decaem, atrelados a um índice de 50% das pessoas com a 2ª dose. No Brasil só 12% estão completamente protegidos.”

Os senadores Simone Tebet (MDB-MS), Cid Gomes (PDT-CE), Izalci Lucas (PSDB-DF), Jean Paul Prates (PT-RN) Lucas Barreto (PSD-AM), Jaques Wagner (PT-BA), Paulo Rocha (PT-PA) e Kajuru (Podemos-GO) também prestaram solidariedade às famílias das vítimas. 

Veja a íntegra da nota de parte dos integrantes da CPI da Pandemia a seguir:

Nota Pública da Maioria dos Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito da PANDEMIA.

Nessa data dolorosamente trágica, quando o Brasil contabiliza 500 mil mortes, desejamos transmitir nossos mais profundos sentimentos ao País.Temos consciência que nenhuma palavra é suficiente para consolar e superar a dor das perdas de nossas famílias. São 500 mil sonhos interrompidos, 500 mil vidas ceifadas precocemente, 500 mil planos, desejos e projetos. Meio milhão de vidas que poderiam ter sido poupadas, com bom-senso, escolhas acertadas e respeito à ciência.

Asseguramos  que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem. Eles se eternizam e, antes  da justiça Divina, eles se encontrarão com a justiça dos homens.

Omar Aziz
Presidente CPI
Randolfe Rodrigues 
Vice Presidente 
Renan Calheiros 
Relator
Tasso Jereissati
Otto Alencar
Eduardo Braga
Humberto Costa
Alessandro Vieira
Rogério Carvalho
Eliziane Gama

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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