POLÍTICA NACIONAL

Mourão recusa comentar declaração de Bolsonaro de que precisa que aturá-lo

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Vice-presidente da República Hamilton Mourão
Foto: Romério Cunha

Vice-presidente da República Hamilton Mourão

Nesta terça-feira, 27, o vice-presidente de República, o general Hamilton Mourão (PRTB), se recusou a comentar a declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre ele. Na noite da última segunda, 26, o chefe do Executivo disse que Mourão “atrapalha um pouco, mas tem que aturar”.

“Sem comentários”, disse o general em entrevista à CNN Brasil, por vídeo conferência. Atualmente, Mourão está no Peru e vai participar da posse do presidente socialista eleito, Pedro Castillo. 

Na noite anterior, Bolsonaro disse, em entrevista à Rádio Arapuan, da Paraíba, que que o cargo de vice é muito importante e que ele pode ajudar na candidatura à presidência, governo ou prefeitura, mas que Mourão, com um independência grande, atrapalhava um pouco seus planos.

“O Mourão faz o seu trabalho, tem uma independência muito grande. Por vezes aí, atrapalha um pouco a gente, mas o vice é igual cunhado, né. Você casa e tem que aturar o cunhado do teu lado. Você não pode mandar o cunhado embora. Então, estamos com Mourão, sem grandes problemas, mas o cargo dele é muito importante para agregar. Dele, não, o cargo de vice é muito importante para angariar simpatias, quer seja para candidatura à Presidência, governador ou prefeito”, disse Bolsonaro.

Em dois anos e meio de governo, Mourão e Bolsonaro se afastaram. O general chegou a dizer, em outra ocasião, que “sente falta” de se reunir com o presidente. Mas, no início deste mês, Bolsonaro já fazia falas críticas a Mourão, como quando disse que “vice bom é aquele que não aparece”.

– Com informações do portal Metrópoles.

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POLÍTICA NACIONAL

RJ: PSL busca filiar família Garotinho e filho do ex-governador Sérgio Cabral

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RJ: PSL busca filiar família Garotinho e filho do ex-governador Sérgio Cabral
Reprodução/Flickr

RJ: PSL busca filiar família Garotinho e filho do ex-governador Sérgio Cabral

Com a expectativa de formar a legenda com o fundo eleitoral mais robusto e a maior bancada na Câmara dos Deputados, o partido que surgirá da cada vez mais  provável fusão entre DEM e PSL projeta movimentações que devem alterar a “cara” da sigla pelos estados. No Rio, por exemplo, conhecido por abrigar a família Maia há décadas — Rodrigo, ex-presidente da Câmara, foi expulso recentemente por atritos de outra natureza —, o DEM deve sofrer uma debandada que incluirá o vereador Cesar Maia e outros aliados. Na outra ponta, o comando estadual do novo partido quer atrair o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, em uma configuração que deve incluir também a família Garotinho.

Presidente do diretório local do PSL e futuro chefe no Rio da legenda pós-fusão, o prefeito de Belford Roxo, Waguinho, já se reuniu separadamente com os nomes que pretende atrair e agora deseja um encontro com todos juntos: o ex-governador Anthony Garotinho, Marco Antônio Cabral e Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, compõem a trinca mais conhecida.

O objetivo da conversa é aparar as arestas dos grupos que foram adversários políticos e hoje têm, em comum, o desafio de reconquistar o espaço perdido após os resultados das urnas em 2018.

A tendência, por outro lado, é que a ascensão de Waguinho e do grupo do PSL provoque uma saída em massa no lado do DEM, abarcando alas distintas no partido — a estimativa é que ao menos dez parlamentares, entre deputados e vereadores, se desfiliem.

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Deixar o DEM já era um desejo de aliados da família Maia desde a expulsão do deputado federal licenciado, hoje secretário de Projetos e Ações do governo de João Doria (PSDB) em São Paulo. No entanto, eles precisavam se manter na sigla até o período da janela, que acontece no primeiro semestre do ano que vem, para não perderem os mandatos.

Com a fusão, porém, os parlamentares podem alegar mudança estrutural na sigla e não serem punidos por infidelidade partidária — ontem, ao Globo, Cesar Maia indicou que a união vai fornecer o argumento jurídico de que precisava para buscar outro partido.

O destino da maioria dos que deixarão o DEM já está definido: o PSD, do ex-ministro Gilberto Kassab, presidido no Rio pelo prefeito Eduardo Paes, aliado de longa data de Rodrigo Maia. A presidente da Riotur, Daniela Maia, filha de Cesar, já seguiu este rumo.

O secretário de Fazenda, Pedro Paulo, a deputada federal Laura Carneiro e o vereador Carlo Caiado, presidente da Câmara Municipal, são outros nomes aguardados, além do próprio Rodrigo Maia. As trocas devem fazer com que o número de vereadores do DEM no Rio passe dos atuais sete para apenas um. Já na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), as previsões indicam que quatro dos cinco deputados permaneçam filiados.

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Na crise anterior, que motivou a saída do ex-chefe da Câmara após uma briga com o presidente do partido, ACM Neto, o comando no Rio já havia deixado as mãos de Cesar Maia e passado para o deputado federal Sóstenes Cavalcante, integrante da bancada evangélica e aliado do presidente Jair Bolsonaro.

A nova turbulência, no entanto, deve fazer com que Sóstenes também seja atingido — ele e Waguinho vivem uma relação conflituosa. A tendência é que o deputado e seu grupo, que inclui o deputado estadual Samuel Malafaia, sigam para a legenda que Bolsonaro escolher — depois de muitas idas e vindas, o PTB voltou a surgir no páreo como uma forte possibilidade.


Eleição presidencial

No cenário nacional, o quadro partidário também deve sofrer alterações. Talvez na de maior impacto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), está em vias de trocar a legenda pelo PSD, que deseja tê-lo como um nome que possa concorrer ao posto de terceira via na corrida presidencial do ano que vem. Ainda que tenha votado a favor da fusão, em reunião da Executiva Nacional na semana passada, ele já afirmou a aliados que, em 2022, deseja estar em uma legenda com uma postura mais distante do governo federal.

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