POLÍTICA NACIONAL

Oposição busca assinaturas para CPI na Câmara sobre responsabilidade do governo na pandemia

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Deputado Renildo Calheiros discursa no Plenário da Câmara
Calheiros: “O Brasil não pode continuar como está”

Após a criação pelo Senado Federal da chamada CPI da Covid, líderes de partidos da oposição decidiram intensificar esforços para a constituição de outra comissão parlamentar de inquérito, desta vez na Câmara, para investigar a responsabilidade do governo federal no enfrentamento da pandemia.

A informação foi prestada pelo líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE). Ele disse que a decisão foi tomada após reunião com presidentes de vários partidos de oposição e líderes das agremiações.

“Aqui na Câmara, nós, líderes partidários, assumimos o compromisso de nos debruçarmos para completar 171 assinaturas para que a Câmara dos Deputados também cumpra o seu papel e realize uma investigação sobre a responsabilidade do governo no enfrentamento da Covid”, disse Calheiros, referindo-se ao número mínimo de assinaturas exigidas para a criação de uma CPI. “É necessário que se dê ampla divulgação à negligência, descaso e orientações erradas feitas pelo Ministério da Saúde e pelo próprio governo federal”, completou.

Conforme Renildo Calheiros, os líderes da oposição resolveram ainda intensificar a mobilização e a articulação com movimentos da sociedade civil e a participação na tribuna da Câmara para denunciar esses fatos. “Decidimos elaborar nota contundente a ser entregue ao presidente da Câmara mostrando que o Brasil não aceita ser governado dessa maneira, não vamos esperar que todos morram para tomar uma atitude”, acrescentou.

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“Estamos convencidos de que o Brasil não pode continuar como está. A pandemia já vitimou mais de 350 mil pessoas, o País bate recorde após recorde em números de mortos, e o presidente continua insensível com disputas laterais em vez de mobilizar o País para enfrentar a pandemia”, criticou.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Deputado Vitor Hugo discursa no Plenário da Câmara
Vitor Hugo: governo tem trabalhado para “salvar vidas e preservar empregos”

Visão do governo
O líder do PSL, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), no entanto, acredita que a ação da oposição “é mais uma que não vai dar em nada”.

“Não vejo nada demais nesse movimento de oposição, é uma reunião para tratar dos seus esforços, porque até o presente momento eles nada fizeram nesta legislatura, neste governo, não contribuíram em nada nas discussões, pelo contrário, apresentaram pedidos de impeachment desconexos da realidade, que não têm qualquer viabilidade jurídica ou política e têm feito discursos vazios no Plenário da Câmara dos Deputados”, avaliou.

“O nosso governo, o governo Bolsonaro, tem feito grandes trabalhos para salvar vidas e preservar empregos dos brasileiros”, disse ainda. Entre essas ações, o deputado citou o pagamento do auxílio emergencial, a ajuda a estados e municípios, a ajuda a empregados e empresas – propostas aprovadas pelo Congresso Nacional. Além disso, Vitor Hugo mencionou a busca por vacinas pelo governo.

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“Mais de 500 milhões de vacinas já [foram] contratadas para imunizar a população. Somos o quinto país do mundo em números absolutos que mais vacinou e o nono país em número relativos por 100 mil habitantes, e isso mostra todo o esforço do governo”, afirmou.

Segundo o World In Data, plataforma que monitora as vacinações contra Covid no mundo desenvolvida pela Universidade de Oxford, o Brasil aparece em quinto lugar no ranking global de total de doses aplicadas. Porém, ao se levar em conta o número de doses administradas a cada 100 pessoas, o País cai para a posição 67 no ranking.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Natalia Doederlein

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POLÍTICA NACIONAL

Senadores lamentam 500 mil mortes por covid-19, CPI divulga nota

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O Brasil alcançou neste sábado (19) a triste marca de 500 mil vítimas de covid-19. O número foi divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa, a partir das informações das secretarias de saúde dos estados. Foram 500.022 mortes desde o início da pandemia e 17,8 milhões de casos confirmados. Senadores integrantes da CPI da Pandemia divulgaram nota lamentando a estatística.

“Asseguramos que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem”, diz a nota de pesar.

Assinam o comunicado os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Rogério Carvalho (PT-SE), Eliziane Gama (Cidadania-MA).

Redes sociais

Pelo Twitter, outros senadores também se manifestaram. Para o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), essa foi a notícia que ninguém queria ler. “A vacina para a população precisa chegar ainda mais rapidamente e os cuidados não devem ser cessados”, pediu.

Weverton (PDT-MA) comparou o número com o sumiço de uma cidade inteira de médio porte. “Uma tragédia nacional, que poderia ter sido evitada”, afirmou.

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Médica, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também ressaltou que a tragédia poderia ter sido evitada: “mortes que poderiam ter sido evitadas se houvesse coordenação nacional no combate ao vírus; se o governo não tivesse negado a ciência, não tivesse atrasado a compra de vacinas; se estimulasse o uso de máscaras, se não tivesse provocado aglomerações”.

O senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB) reforçou a importância da ciência no combate à pandemia. “Que a dor das famílias e a indignação de todos nós sirvam para que o Brasil não continue com os equívocos cometidos até agora”, tuitou. “E que a ciência seja definitivamente, a base das ações contra esse mal em nosso país.”

Também médico, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) lamentou o Brasil ser segundo país em número de mortes. “Apenas os EUA registram mais óbitos, com uma diferença: lá, os casos decaem, atrelados a um índice de 50% das pessoas com a 2ª dose. No Brasil só 12% estão completamente protegidos.”

Os senadores Simone Tebet (MDB-MS), Cid Gomes (PDT-CE), Izalci Lucas (PSDB-DF), Jean Paul Prates (PT-RN) Lucas Barreto (PSD-AM), Jaques Wagner (PT-BA), Paulo Rocha (PT-PA) e Kajuru (Podemos-GO) também prestaram solidariedade às famílias das vítimas. 

Veja a íntegra da nota de parte dos integrantes da CPI da Pandemia a seguir:

Nota Pública da Maioria dos Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito da PANDEMIA.

Nessa data dolorosamente trágica, quando o Brasil contabiliza 500 mil mortes, desejamos transmitir nossos mais profundos sentimentos ao País.Temos consciência que nenhuma palavra é suficiente para consolar e superar a dor das perdas de nossas famílias. São 500 mil sonhos interrompidos, 500 mil vidas ceifadas precocemente, 500 mil planos, desejos e projetos. Meio milhão de vidas que poderiam ter sido poupadas, com bom-senso, escolhas acertadas e respeito à ciência.

Asseguramos  que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem. Eles se eternizam e, antes  da justiça Divina, eles se encontrarão com a justiça dos homens.

Omar Aziz
Presidente CPI
Randolfe Rodrigues 
Vice Presidente 
Renan Calheiros 
Relator
Tasso Jereissati
Otto Alencar
Eduardo Braga
Humberto Costa
Alessandro Vieira
Rogério Carvalho
Eliziane Gama

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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