POLÍTICA NACIONAL

Pesquisa com presidentes de partidos mostra que maioria é contra voto impresso

Publicados

em


source
Pesquisa com presidentes de partidos mostra que maioria é contra voto impresso
Reprodução / YouTube

Pesquisa com presidentes de partidos mostra que maioria é contra voto impresso

Em meio ao debate sobre reforma eleitoral e política na Câmara, presidentes de 18 partidos ouvidos em uma pesquisa qualitativa do Instituto Ideia se declararam contrários a regras adicionais para aumentar a transparência nas siglas, tendem a rejeitar o voto impresso e se dividem quando o tema é o distritão, sistema no qual os deputados mais votados nos estados são eleitos, sem que as legendas tenham peso, como é hoje no modelo proporcional.

A análise foi feita a partir de entrevistas com os dirigentes nacionais das legendas a pedido da campanha “Freio na Reforma: Política se reforma com democracia”, lançada pelo ITS Rio, Transparência Partidária e Pacto pela Democracia com o objetivo de ampliar a participação social na proposta em tramitação na Câmara. Por ser uma pesquisa qualitativa, os resultados são anônimos e não são estatisticamente representativos, como em pesquisas quantitativas.

Entre os presidentes de partido entrevistados, 14 se mostraram contra a aprovação do voto impresso, uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro. Dos favoráveis, três são alinhados às pautas do governo, enquanto um não é alinhado com o Palácio do Planalto. Os presidentes de siglas defensores da urna eletrônica afirmaram que é o melhor método de votação no Brasil por ser “ágil, segura e um exemplo de modernidade para o mundo”.

Leia Também:  Após ida a ONU, Eduardo Bolsonaro testa positivo para Covid-19

O argumento também passa pela avaliação de que a discussão de voto impresso é ultrapassada e uma tentativa de tumultuar o processo eleitoral. Os favoráveis à mudança no sistema de votação, por outro lado, argumentam que melhoraria a lisura do processo por meio de auditoria.

“No caso do voto impresso o que se vê é um paralelismo com a Presidência da República. Essa é uma pauta do presidente. Já o distritão é visto como uma pauta dos partidos”, afirma o diretor do ITS Rio, Fabro Steibel.

Você viu?

Articulação decisiva

Em relação ao distritão, há menos consenso: dez lideranças ouvidas são contra, e oito são a favor. Dos que apoiam o sistema, cinco são alinhados ao governo Bolsonaro. Entre os dez contrários à proposta, cinco são de partidos que apoiam a agenda do governo federal e cinco são contrários.

Os favoráveis ao distritão defenderam que o sistema é mais transparente ao eleitorado, além de gerar menos custos e ter implementação mais prática. Já os contrários destacaram que o modelo distorce a representatividade, diminui o poder dos partidos menores e o transfere aos partidos fisiológicos, representando um ataque à democracia.

Fabro Steibel, do ITS Rio, avalia que os dirigentes de partidos serão decisivos na aprovação da reforma. Ele destaca o impacto que as mudanças em discussão podem ter e critica a falta de transparência e velocidade da discussão no Congresso.

Leia Também:  CCJ aprova PEC que mantém nacionalidade do brasileiro que obtém outra nacionalidade

“Não é uma reforma comum. É a maior reforma desde a Constituinte. São anos de debate legislativo sobre o tema sendo tocados às escuras e às pressas, com uma lógica do Parlamento fechado. Só que a gente tem uma oposição muito forte da opinião pública. O fundão (fundo eleitoral, cujo valor foi aumentado recentemente pelo Congresso) talvez seja o melhor exemplo. Essa reforma vai colocar a população contra o Congresso”, diz Steibel.

A pesquisa destaca que, embora defendam menos burocracia, os presidentes das siglas apoiam o patamar já existente de transparência e representatividade dentro das legendas. Os entrevistados afirmam, por exemplo, ser favoráveis à diversidade no âmbito político-partidário, mas condicionam sua promoção à destinação de mais recursos às siglas. Em relação ao tema da inelegibilidade, há consenso de que condenações devem acontecer só depois do trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso, e que os partidos devem ter mais controle sobre a Justiça Eleitoral.

“De modo geral, os partidos querem mais recursos públicos. No entanto, menos controle e menos transparência, ou ao menos não querem ampliação dos mecanismos de transparência”, acrescenta o diretor do Transparência Partidária, Marcelo Issa.

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

DEM-PSL: deputados federais planejam motim contra rumos da fusão

Publicados

em


source
O prefeito de Belford Roxo, Waguinho Carneiro
Reprodução/Instagram

O prefeito de Belford Roxo, Waguinho Carneiro

O presidente estadual do DEM, Sóstenes Cavalcante, não é o único a se insurgir contra a possibilidade de o novo partido, fruto da fusão com o PSL, vir a ser comandado, no Rio, pelo prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho.

Os 12 deputados federais do PSL também estão germinando uma rebelião contra os rumos da fusão em território fluminense. Os insurgentes estão prestes a bater o martelo: se Waguinho ficar com a presidência do diretório estadual — como vem sendo cogitado — eles saem.

Proposta

Sóstenes tem o apoio da maioria para ficar no posto, mas uma terceira via também pode ser negociada. Os nomes na mesa são Juninho do Pneu, pelo DEM, ou Delegado Antônio Furtado, pelo PSL.

Sargento Gurgel (PSL), que já capitaneou o diretório, quer manter distância do cargo. “No tempo em que passei na presidência, sofri muito desgaste e não valeu a pena. Agora quero cuidar da minha reeleição”, declarou.

Leia Também:  Para Zenaide, corte de recursos no Ipen poderá prejudicar pessoas em tratamento de saúde

A turma do presidente

Com ou sem a presidência de Waguinho (PSL), porém, o futuro DEM-PSL já nascerá dividido. Quase metade da bancada federal do partido que elegeu Jair Bolsonaro em 2018 só quer permanecer na nova legenda se o candidato a presidente for, de novo, o capitão.

Helio Lopes, Márcio Labre, Carlos Jordy, Chris Tonietto e Daniel Silveira já deixaram essa posição bem clara. Acontece que os caciques Luciano Bivar (PSL) e ACM Neto (DEM) já bateram o martelo: o conglomerado terá a sua própria opção à Presidência da República. O que não falta é pré-candidato: Rodrigo Pacheco ou Luiz Henrique Mandetta, pelo DEM, e José Luiz Datena, pelo PSL, são algumas das opções.

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA