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    Projeto cria política nacional para uso público de milhas de passagens aéreas

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    O Projeto de Lei 6483/25, do deputado Lucas Abrahao (Rede-AP), cria a Política Nacional de Milhas Públicas (PNMP). A proposta destina o saldo de milhas e pontos gerados por passagens aéreas pagas com recursos públicos ao custeio de passagens para atletas, estudantes e pesquisadores. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

    Pelo texto, as milhas pertencerão ao ente federativo que fez a despesa. Elas serão controladas em plataforma digital pública, com base única de dados, auditoria e rastreabilidade. Cada ente ficará responsável pela gestão e pela destinação das milhas acumuladas em sua conta.

    O projeto proíbe o uso dessas milhas por pessoa física ou jurídica que não seja o ente responsável pelo pagamento. As companhias aéreas e os programas de fidelidade deverão transferir automaticamente as milhas para a conta pública.

    Em caso de descumprimento, o texto prevê advertência, multa e suspensão temporária de operação no sistema público de fidelidade. O agente também poderá responder civil e penalmente, inclusive por apropriação indevida de bens públicos ou ato de improbidade administrativa.

    Destinação social
    De acordo com o texto, as milhas acumuladas terão destinação social exclusiva. Elas deverão ser convertidas em passagens para quatro grupos:

    • jovens atletas em competições reconhecidas por federações esportivas oficiais;
    • estudantes e atletas do ensino superior em competições universitárias, estágios, congressos e eventos científicos;
    • jovens pesquisadores e bolsistas de iniciação científica, extensão, mestrado ou doutorado;
    • participantes de programas de desporto escolar e estudantil reconhecidos pelo Ministério do Esporte.

    O texto proíbe a conversão das milhas em dinheiro ou em benefício individual, comercial ou promocional.

    Na justificativa, Lucas Abrahao afirma que hoje essas milhas “acabam sendo apropriadas individualmente ou desperdiçadas, sem retorno à coletividade”. Segundo ele, a proposta busca transformar esse saldo em instrumento de inclusão. O deputado também diz que a medida pretende apoiar a mobilidade acadêmica, científica e esportiva, sobretudo em regiões mais distantes dos grandes centros.

    Próximos passos
    O projeto tramita em regime de urgência e poderá ser votado pelo Plenário.

    Da Redação – RL

    Fonte: Câmara dos Deputados

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