POLÍTICA NACIONAL

Projeto exige exame toxicológico de agentes envolvidos com prevenção e repressão às drogas

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para votação de propostas. Dep. Guilherme Derrite (PP - SP)
Guilherme Derrite: “as atividades preventivas e repressivas não combinam com a hipótese de o agente estar sob o efeito de drogas”

O Projeto de Lei 4038/20 obriga agentes públicos do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) a se submeterem a exames clínicos periódicos para a detecção de substâncias psicotrópicas proibidas no organismo. O texto, que tramita na Câmara dos Deputados, também exige exame toxicológico negativo de quem pretende assumir cargo público no Sisnad.

Autor do projeto, que altera a Lei de Drogas, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) afirma que o objetivo é estimular a resistência da população ao uso de drogas ao longo de toda a vida. “Queremos prevenir que jovens brasileiros, sobretudo aqueles que almejam a um cargo público, envolvam-se com drogas ilícitas”, disse.

No caso de servidores que já atuam na prevenção e na repressão ao uso e ao tráfico ilícito de substâncias entorpecentes, o texto determina que, em caso de resultado positivo no exame toxicológico, ele seja encaminhado para tratamento até a a total recuperação.

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“Por óbvio, as atividades preventivas e repressivas, e até mesmo as curativas, não combinam com a hipótese de o agente estar sob o efeito de drogas, dado que sua missão principal é proteger e ajudar a sociedade”, completa.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon

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POLÍTICA NACIONAL

FHC evita comparar Lula e Bolsonaro e diz estar disposto à união pela democracia

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FHC
Divulgação

Em entrevista, FHC comentou a conjuntura política brasileira.

Durante sua participação na edição do Roda Viva desta segunda-feira (28), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) evitou comparar o ex-presidente Lula (PT) com Jair Bolsonaro (sem partido). Além disso, o ex-mandatário disse estar disposto à união pela democracia.

Lula e Bolsonaro 

Ao ser perguntado sobre comparações as comparações entre Lula e Bolsonaro, FHC disse que não compara os dois líderes, citando que eles têm “temperamentos” diferentes e que ambos os políticos simbolizam coisas diferentes. 

“O Lula simboliza a inclusão de grupos e de trabalhadores que não estavam na vida social integradas e na vida política”, disse FHC, que continuou:” O Bolsonaro não precisou trazer ninguém. Ele me parece que pertence mais ao grupo que tem mais restrições do que o Lula. O Lula é mais maleável. Mas eu não to comparando um ao outro”, afirmou o ex-presidente.

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União pela democracia

Logo depois, o presidente de honra do PSDB disse que, se for para fortalecer a democracia, ele não tem restrições em se aliar a outros políticos, partidos ou movimentos.

“Eu não to aqui fazendo previsão de que vamos precisar de uma frente única, ampla democrática. Tomara que não. Mas, se for, contem comigo. Não tenho nenhum problema em me juntar com quem quer que seja com um propósito que seja um propósito institucional para melhorar o Brasil, e não um propósito pessoal”, disse FHC.

Autocrítica do PSDB

O ex-presidente disse ainda que, na sua visão, o PSDB deveria passar por um período de reflexão e autocrítica. “Não dá mais para o PSDB fechar os olhos. Não vou personalizar, algumas são injustas outras são justas. Você não pode tapar o sol com a peneira”, argumentou o ex-presidente, que continuou: “No fundo, eu acho que de tempos em tempos, convém um balanço do que eles (partidos) fizeram”. 

FHC também explicou que, na sua visão, os partidos políticos brasileiros têm seus pilares e forças em suas lideranças. “Os partidos nascem e morrem. Eu espero que o PSDB não morra. Quando que eles não morrem, no caso brasileiro? Quando eles tem liderança. Enquanto houver vozes capazes de falar pelos partidos, eles seguem”, concluiu. 

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O programa

O ex-presidente foi o convidado da edição especial de 34 anos do programa. Participaram do programa os ex-apresentadores Heródoto Barbeiro, Rodolpho Gamberini, Matinas Suzuki, Daniela Lima e Paulo Markun, que participou remotamente de Portugal.

Além de ter sido presidente do Brasil entre 1995 e 2002, FHC é sociólogo e cientista política e foi ministro da Fazenda e das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco.

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