POLÍTICA NACIONAL

Projeto sobre conscientização sobre câncer de cólon e reto passa na CAS

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta terça-feira (3) um projeto de lei que estabelece o mês de março como o Mês de Conscientização sobre o Câncer de Cólon e Reto: o PL 5.024/2019, que teve origem na Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senadora Zenaide Maia (Pros-RN), com uma emenda. O projeto segue agora para análise do Plenário do Senado. 

O texto prevê que, durante esse mês, sejam realizadas campanhas educativas e informativas para educar a população sobre a doença e sua prevenção. Relatora da matéria, Zenaide retirou da proposta um artigo que previa que caberia ao gestor federal do Sistema Único de Saúde (SUS) promover eventos e atividades para divulgação, de forma integrada com estados e municípios, do câncer de cólon e reto e das formas de prevenção dessa enfermidade. 

A relatora destacou que a conscientização da sociedade é o modo mais eficaz de combater a incidência da doença. Segundo ela, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou que, em 2020, houve 17.760 novos casos de câncer colorretal em homens (7,9% do total de novos casos de câncer) e 16.590 novos casos em mulheres (7,4% do total). Ela ressaltou que, para os homens, o câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum de câncer; no caso das mulheres, é o segundo tipo mais comum. Zenaide também observou que, em relação à mortalidade, o câncer colorretal é a terceira causa de morte por câncer para homens e mulheres, sendo responsável por 8% e 9,3%, respectivamente, dos óbitos por neoplasias de forma geral.

A senadora destaca ainda que, de acordo com o Inca, as estratégias para a detecção precoce do câncer são o diagnóstico precoce (abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas iniciais da doença) e o rastreamento (aplicação de exame numa população assintomática, aparentemente saudável, com o objetivo de identificar lesões sugestivas de câncer, e encaminhamento dos pacientes com resultados alterados para investigação diagnóstica e tratamento).

“Essas informações referendam a importância de estabelecermos um mês de conscientização da doença, tendo em vista os seguintes fatos: o câncer colorretal tem alta incidência e elevada letalidade no Brasil, seus fatores de risco e sua prevenção demandam que a população seja conscientizada sobre a necessidade de fazer mudanças de hábitos alimentares e de estilo de vida e, por fim, o sucesso do tratamento depende de um rastreamento efetivo e da detecção precoce das lesões neoplásicas”, afirmou Zenaide.

Estágios

Também foi aprovado na CAS um projeto de lei que trata da seleção de estagiários: segundo o texto do PLS 453/2018, o processo seletivo terá como um de seus critérios o desempenho acadêmico do estudante (“especialmente no caso de estágio não obrigatório”). Esse texto também prevê que a condição social e familiar será um dos critérios na seleção para estágios não obrigatórios.

A autora da proposição, senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), argumentou que os critérios de seleção de estagiários ainda privilegiam as classes sociais com maior poder aquisitivo, que têm acesso a melhores condições de ensino, em detrimento da expansão de oportunidades para os estudantes mais pobres.

Com o mesmo raciocínio, o relator da matéria, senador Fabiano Contarato (Rede-ES), recomendou sua aprovação com o objetivo de expandir as políticas de ações afirmativas. Ele argumenta isso irá contribuir para uma “maior valorização dos estudos e o reconhecimento do esforço próprio, sanando, assim, situações de desigualdade que são prejudiciais para o desenvolvimento da sociedade como um todo”.

Esse projeto segue para análise da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Carlos Bolsonaro seria “beneficiário final” em esquema de rachadinha, aponta MP

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Carlos Bolsonaro seria
Reprodução/Redes Sociais

Carlos Bolsonaro seria “beneficiário final” de esquema de rachadinha, aponta MP

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou indícios de que o  vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) seria o “beneficiário final” de uma possível “organização criminosa” em seu gabinete parlamentar. A prática, chamada de ‘rachadinha’, consiste em desviar parte dos salários dos servidores públicos que integravam o gabinete do parlamentar. As informações são do jornal Estado de S.Paulo.

De acordo com os promotores, “pelos elementos de provas colhidos já é possível vislumbrar indícios da existência de uma organização criminosa caracterizada pela permanência e estabilidade, formada desde o ano de 2001 por diversos assessores nomeados pelo Parlamentar”.

O ano citado refere-se ao primeiro ano do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Dois anos e meio após o início de seu mandato, Carlos comprou um imóvel por R$ 150 mil em dinheiro vivo. Os desvios em seu gabinete, porém, teriam ocorrido com a ajuda de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa de Jair Bolsonaro, que trabalhou como chefe de gabinete para Carlos até 2008. Segundo o MP, Ana ocupava posição de destaque, cargos de confiança e relevante acumulo de patrimônio.

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“Tanto a aquisição de imóveis por pagamento ‘em moeda corrente’ quanto a aquisição de bens por preços subestimados sugerem que Ana Cristina Siqueira Valle se utilizasse de dinheiro em espécie em suas operações imobiliárias, de modo que haverá de se aferir a possibilidade de que a remuneração da Câmara Municipal destinada a seus parentes tenha sido clandestinamente repassada em seu favor”, alegam promotores que investigam o caso.


Em meio as investigações, sete parentes de Ana Cristina, além da própria, tiveram seus sigilos quebrados. O presidente Jair Bolsonaro, porém, não é alvo das apurações dos promotores.

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