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Russomanno fala sobre apoio de Bolsonaro nas eleições: “Isso me dá forças”

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Celso Russomanno
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Deputado federal Celso Russomanno, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Republicanos

O deputado federal e candidato à prefeito em São Paulo, Celso Russomanno (Republicanos) , comentou sobre o seu destaque nas intenções de voto e atribuiu a popularidade ao fato de, neste ano, contar com mais estrutura eleitoral e com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem é amigo íntimo há 25 anos. 

“A gente precisa de um pouco de estrutura para disputar a campanha de São Paulo. Eu sou amigo do presidente desde 1995 e conversando ele me disse que estaria comigo na disputa. Isso me dá força. É uma estrutura que eu não tinha nas eleições anteriores”.

O parlamentar afirmou que a eleição da capital paulista pode ser considerada como a mais disputada do país pelo fato da cidade concentrar um orçamento significativo. “Eu quero deixar meu nome na história da cidade de São Paulo”.  

Russomanno já disputou a capital paulista duas vezes, em 2012 e 2016 e não chegou a ir para o 2º turno nas disputas. Em 2020, Russomanno aparece como o candidato que tem maior intenção de voto. Bruno Covas (PSDB) ocupa o segundo lugar e Guilherme Boulos (PSOL) que está em terceiro.

Ao ser questionado sobre as críticas que fez aos superministérios do governo de Bolsonaro, Russomanno negou ter feito qualquer menção a respeito. “Acho que Bolsonaro tem tentado de todas as formas acertar. Acredito na boa intenção dele”, esclareceu.

Plano Diretor

O Plano Diretor de São Paulo entrará no processo de reestruturação em 2021 e Celso Russomanno afirmou que o problema do adensamento populacional que costuma ser apontado como uma das crises da capital não mantém relação com o adensamento de prédios.

“Sapopemba é o bairro mais adensado da cidade de São Paulo e não tem um prédio. Foi espalhada para o lado, com construções uma ao lado da outra, com moradias de baixa renda”, afirmou.

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Para o candidato, os Planos Diretores sempre foram pensados de forma imediatista, sem olhar para o futuro, e que o reflexo seria o crescimento desordenado da cidade.

“Exige-se daqueles que querem construir prédio uma contrapartida ou outorga caríssima. E, aí, você tem uma cidade abandonada, um centro abandonado, que todos sempre em eleições dizem que vão fazer e nada é feito”, explicou.
O candidato pelo Republicanos afirmou que é o centro de São Paulo tem sido ocupado por moradores de rua e que é dever do poder público olhar para essa população e oferecer moradias.

Russomanno também esclareceu uma fala que apontava que os moradores de rua eram mais resistentes ao novo coronavírus por falta de banho. Ele disse que o que na verdade o que houve foi uma relação proporcional entre o número de mortos pela Covid-19 e o número de moradores de rua, em comparação com as mortes que ocorreram na classe média.

Medidor de internet

Russomanno prometeu um serviço gratuito de medição da recepção da internet para todos os lares e negócios de São Paulo. Atualmente só é possível saber quanto de internet sai das operadoras e não quando chega nas residências. A ação seria um recurso utilizado para dar mais transparência e garantir o direito do consumidor.

“Nós vamos fazer um medidor de internet na cidade de São Paulo. O existente ele é um medidor que mede a saída, mas não a chegada na casa da gente. O que temos com isso é a reclamação de péssima qualidade. O que mais irrita o consumidor é ficar tentando acessar e a bolinha [das abas] rodando sem retorno. Precisamos da medição na chegada da casa das pessoas”.

Escolha dos subprefeitos

Os subprefeitos de São Paulo serão escolhidos conforme a capacidade técnica e devem, obrigatoriamente, morar no bairro em que farão a gestão, segundo Russomanno. Essa seria uma forma de aproximar o poder público da população.

“Tem que ser quem está no bairro. Mudou do bairro? Perde a condição de subprefeito. Nós vamos ter espaço político para isso, mas serão escolhas técnicas e de qualidade. Esse subprefeito vai saber. Vai acontecer como acontece no interior. Se não funcionam, as pessoas batem na porta do prefeito”.

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Cidade tecnológica

Na visão de Russomanno, a teleconsulta abre portas para que o cidadão possa fazer a consulta de casa. O candidato fala em ir até a UBS caso a internet não seja boa, na companhia de um enfermeiro ou médico clínico. O candidato fala sobre a utilização de uma senha para entrar no histórico, que seria distinto do prontuário.

O histórico teria a saúde bucal, psicológica ou pediátrica. No histórico, cirurgias e alergias estariam disponíveis. E na companhia ele faria a prescrição. A receita seria mandada para a farmácia da UBS ou uma outra farmácia de São Paulo. Por meio da senha, a receita seria impressa e o medicamento disponibilizado.

“No meu plano de governo a gente aponta todos os processos pras pessoas interagirem e viverem uma cidade digital e com uma qualidade de vida”.

Auxílio paulista

Celso Russomanno declarou que foi o primeiro que falou sobre a criação do auxílio paulistano para complementar o auxílio emergencial. “Ando nas ruas e periferias, vejo a dificuldade que as pessoas têm”.

O recurso para criar esse novo fundo viria da negociação da dívida de São Paulo com o governo federal. “Essa dívida pode ser negociada diretamente com  governo, e já aconteceu na cidade do Rio de janeiro. Pagamos uma taxa de juros absurda, até porque o governo federal não precisa ter lucro quando empresa dinheiro para os municípios. Sou contrário ao aumento de impostos”.

Cracolândia e GCM

Para resolver a questão da Cracolândia , Russomanno diz que é preciso um trabalho integrado das polícias Militar e Civil, além da Guarda Civil Municipal (GCM). Ao mesmo tempo, o candidato afirma que é preciso se basear no tripé da “verdade, coragem e coração” para que o trabalho seja efetivo.

“Verdade para saber que o trabalho não vai terminar. Coragem para tomar as medidas necessárias e coração porque não podemos esquecer que estamos lidando com seres humanos”, afirmou Celso Russomanno .

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POLÍTICA NACIONAL

“Quer que eu baixe na canetada?”, diz Bolsonaro sobre diminuir preço do arroz

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro manifestou irritação sobre possibilidade de tabelar preço

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou irritado com um apoiador que pediu a ele que diminuísse o preço do arroz durante uma agenda em Cruzeiro, no Distrito Federal, neste domingo (25).

“Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”, disse o homem que abordou o presidente enquanto ele se prepararava para subir em sua moto.

“Tu quer que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas você vai comprar lá na Venezuela”, respondeu Bolsonaro.

O homem saiu sem dizer nada. “Fala, e vai embora”, comentou o presidente diante dos demais apoiadores, seguranças e jornalistas que estavam no local.

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Durante a manhã de hoje, o presidente passeou de moto pelo DF com os ministros da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, e da Casa Civil, general Walter Braga Neto.

No interior do mercado, Bolsonaro foi ovacionado por apoiadores e ouviu palavras em sua defesa. Na saída do local, porém, foi recepcionado com gritos de “fora Bolsonaro”.

Pressionada pela alta de preços dos alimentos e das passagens aéreas, a prévia da inflação oficial brasileira registrou em outubro sua maior alta desde 1995. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15) acelerou para 0,94% no mês, após alta de 0,45% em setembro.

No ano, a inflação acumulada é de 2,31%. No acumulado de 12 meses até outubro, o índice também acelerou para alta de 3,52%, vindo de 2,65% em setembro.

O grupo de alimentação e bebidas subiu 2,24% na prévia da inflação de outubro, alta puxada pelos alimentos consumidos em domicílio (2,95%). Entre os alimentos, os principais destaques foram óleo de soja (22,34%), arroz (18,48%), tomate (14,25%), leite longa vida (4,26%) e carnes (4,83%).

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