POLÍTICA NACIONAL

Senado fica iluminado de roxo para conscientizar sobre fibrose cística

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A cúpula do Senado será iluminada na cor roxa na noite deste sábado (5) em alusão ao Mês Nacional de Conscientização sobre a Fibrose Cística, doença hereditária e potencialmente letal causada por um distúrbio nas glândulas exócrinas (que produzem, por exemplo, a saliva, a lágrima e o suor). A iniciativa é da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que defende a necessidade de chamar a atenção da sociedade para esse tipo raro de enfermidade.

— A ideia de iluminar o Congresso é dar visibilidade e despertar o interesse da sociedade para essa doença, que ainda é desconhecida por grande parte da população, o que acaba dificultando a busca pelo diagnóstico e tratamento adequado. Precisamos torná-la mais conhecida, para que o diagnóstico possa ser realizado e o tratamento seja mais eficaz — afirma Gabrilli.

A fibrose cística é incurável e afeta principalmente os pulmões, o pâncreas e o sistema digestivo. Geralmente, causa sintomas como tosse crônica, diarreia e pneumonia. No mundo, são cerca de 70 mil pessoas com essa doença e, conforme a senadora, é uma das doenças raras mais comuns no Brasil.

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Prognóstico

A fibrose cística faz parte do rol de doenças que podem ser identificadas no teste do pezinho em recém-nascido. Segundo dados do Ministério da Saúde, ela apresenta um índice de mortalidade elevado. Porém, nos últimos anos, o prognóstico tem melhorado muito, mostrando índices de 75% de sobrevida até o final da adolescência e de 50% até a terceira década de vida.

Muitas crianças com fibrose cística não apresentam nenhum sinal ou sintoma da doença ao nascimento. Uma de suas características é a concentração de cloreto de sódio no suor, tornando-o mais salgado. Secreções viscosas e espessas e maior suscetibilidade a infecções nas vias aéreas e de infecção crônica por algumas bactérias (entre elas a pseudomonas aeruginosa) também podem acometer a pessoa com a enfermidade.

Não existe prevenção para a fibrose cística, apenas tratamentos para retardar sua evolução e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Em casos graves, pode causar infecções crônicas no pulmão, órgão mais suscetível a sofrer com a ação de bactérias e fungos. Pode, também, prejudicar o bom funcionamento do aparelho digestivo devido à possível insuficiência do pâncreas.

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Tratamento

O tratamento do paciente com fibrose cística consiste em acompanhamento médico regular, dieta, utilização de enzimas pancreáticas, suplementação vitamínica e fisioterapia respiratória. No caso de complicações infec­ciosas, são prescritos antibióticos de amplo espectro. Além das vacinas habituais, as crianças com a doença devem receber também imunização antipneumocócica e anti-hemófilos.

A doença pode se manifestar em todo a população. Não existe variação de incidência em função do sexo, afetando homens e mulheres de maneira igual, numa incidência de cerca de 1 caso em cada grupo de 10 mil indivíduos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Senado: sessão semipresencial sabatina e aprova novos embaixadores

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O primeiro dia de sessões semipresenciais no Senado foi movimentado, mais especificamente na Comissão de Relações Exteriores (CRE). Foram 34 sabatinas ao longo de todo o dia. Estiveram no plenário, além do presidente da comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS), os senadores Fernando Collor (Pros-AL), Espiridião Amin (PP-SC), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Antonio Anastasia (PSD-MG) e Kátia Abreu (PP-TO), dentre outros. Outros senadores participaram por videoconferência.

Os senadores que não estiveram no plenário do colegiado puderam votar nas indicações dos embaixadores em totens instalados na garagem do Senado. Foi feito um esquema drive-thru. O senador parava o carro na garagem, votava no totem logo ao lado, voltava para o carro e ia embora. Os nomes ainda precisam ser aprovados pelo plenário do Senado, o que está previsto para ocorrer ainda esta semana, com o mesmo sistema semipresencial.

Para conseguir sabatinar e votar tantos nomes em um só dia, os embaixadores tiveram tempo de fala limitado a cinco minutos. Nesse tempo, eles puderam falar um pouco sobre os aspectos políticos e de relações internacionais do país para o qual foram indicados e as relações desse país com o Brasil. Nelsinho Trad classificou a sessão como “histórica” assim que a última votação foi realizada.

“Encerrada a histórica reunião. Solicito a presença, desde que observado o distanciamento, para uma foto oficial, que é uma praxe da nossa comissão para os embaixadores aprovados presencialmente”, disse o presidente da comissão.

Foram aprovadas na comissão as indicações de embaixadores para os seguintes países: Trinidad e Tobago, Zâmbia, Filipinas (acumulando com Palau, Micronésia e Ilhas Marshall), Dinamarca (com Lituânia), Países Baixos, Geórgia, Kuwait (com Bahrein), Ucrânia (com Moldávia), Cabo Verde, Irlanda, Myanmar, Iraque, Congo (com República Centro-Africana), Botsuana, Senegal (com Gâmbia), Angola, Benim (com Níger), Costa do Marfim, Burkina Faso, Irã e África do Sul (com Lesoto e Maurício), Israel, Argentina, Chile, Guiné, Timor-Leste, Estônia, Mali, Suriname e Nepal. Também foram aprovadas indicações para representantes do Brasil na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e na Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

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Edição: Liliane Farias

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