POLÍTICA NACIONAL

Senadores lamentam morte de Dom Pedro Casaldáliga, bispo de São Félix do Araguaia (MT)

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Senadores lamentaram a morte do bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), Dom Pedro Casaldáliga, que faleceu no sábado (8) aos 92 anos em decorrência de infecção no pulmão. O religioso ficou conhecido por sua ação política e pelo trabalho em defesa de direitos dos povos indígenas e o combate à violência dos conflitos agrários.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou, pelas redes sociais, que Casaldáliga foi um dos maiores defensores dos direitos humanos do país.

“Defensor da vida, vida de camponeses, ribeirinhos, quilombolas e indígenas, lembro de sua luta na desocupação do território indígena de Marãiwatsédé, no Nordeste de Mato Grosso. Casaldáliga cumpriu sua missão e deixa um grande legado, não só para o Mato Grosso, mas para todo o país. Descanse em paz!!”

Para o senador Jean Paul Prates (PT-RN), todos que lutam por democracia, justiça social e direitos humanos ficaram desolados com a notícia.

“Que a sua militância nos inspire a seguir lutando por um mundo sem opressões, injustiças e nem exploração. Perdemos não só o ‘bispo do povo’, mas também uma figura humana e política incrível. Minha solidariedade à família, aos amigos e a todos os seus admiradores.”

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Já o líder da Minoria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que “quem passa por este mundo como Dom Pedro Casaldáliga passou, fica para sempre”.

“Obrigado pela teologia da libertação que propagou, pelo amor, pela solidariedade. Me honra muito ter vivido a época que o senhor viveu por aqui”, escreveu Randolfe no Twitter.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), Dom Pedro Casaldáliga foi um admirável brasileiro defensor dos direitos humanos, dos povos indígenas, dos pobres e do trabalho digno. 

“Seu legado de vida estará sempre com todos nós que acreditamos na democracia e na liberdade, em um Brasil mais justo e solidário”, disse ele.

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também demonstrou pesar pelas redes sociais:

“Uma das figuras mais importantes da história do Brasil na defesa das causas sociais, dos direitos humanos, da Amazônia, dos indígenas e dos povos tradicionais. Dom Pedro Casaldáliga nos deixou, mas o seu legado continua, na resistência a toda forma de opressão”, disse ela.

Os senadores Humberto Costa (PT-PE), Carlos Fávaro (PSD-MT), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jaques Wagner (PT-BA) também lamentaram a morte do bispo.

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“Dom Pedro Casaldáliga era uma importante referência para todos nós que lutávamos contra a ditadura e por justiça social. Um exemplo de coragem e dedicação ao nosso povo. Uma perda irreparável”, afirmou Humberto pelo Twitter.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Frente parlamentar e municípios criticam corte em verbas federais do programa Criança Feliz

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Divulgação
Reunião virtual da Frente Parlamentar da Primeira Infância
Frente Parlamentar da Primeira Infância promoveu reunião virtual nesta sexta-feira

Deputados da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância e o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, criticaram nesta sexta-feira (18) o corte de até R$ 200 milhões no programa Criança Feliz, do governo federal.

O programa atende gestantes e crianças de até 3 anos de idade de famílias de baixa renda, que recebem a visita semanal de profissionais capacitados para orientar sobre assuntos como saúde, alimentação e higiene. Também são atendidas crianças com deficiência de até 6 anos de idade que estejam inscritas nos programas sociais do governo.

O corte de recursos foi debatido em reunião virtual organizada pela presidente da frente parlamentar, deputada Leandre (PV-PR). A reunião também teve a participação de representantes dos ministérios da Economia e da Cidadania, de integrantes da CNM e das deputadas Carmen Zanotto (Cidadania-SC), Daniela do Waguinho (MDB-RJ) e Paula Belmonte (Cidadania-DF).

“Foi o próprio governo que, no PPA 2020-2023, colocou a primeira infância como prioridade. Além do mais, sancionou a Lei do Biênio da Primeira Infância (2020 e 2021) e aderiu ao Pacto Nacional pela Primeira Infância junto ao Conselho Nacional de Justiça. Tudo isso não pode ficar apenas no campo das intenções”, afirmou Leandre.

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“Eu entendo o contexto da pandemia, mas o governo, na necessidade de encontrar recursos para usar em algumas áreas, não pode tirar o dinheiro justamente da primeira infância. Isso geraria um impacto muito grande no futuro, como repetência nas escolas e baixa profissionalização. E também impacto no sistema socioeducativo”, completou.

O presidente da CNM afirmou que este é um exemplo claro da necessidade de transformar programas de governo em políticas públicas que sejam despesas discricionárias. “Quando vira lei, vira obrigação. E oferece segurança para o gestor municipal ou estadual para aderir aos programas”, disse Aroldi.

Os estados e os municípios precisam aderir ao Criança Feliz para efetivar a sua implementação. Em cada cidade, as ações são desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar que inclui profissionais como pedagogos e assistentes sociais. Até o momento, já ocorreu a adesão de mais de 2.623 municípios ao programa, que é considerado uma ação complementar ao Bolsa Família.

“É oportuna a manifestação da CNM, em nome dos municípios, em especial daqueles que hoje têm o programa. Isso tem uma força muito grande. Na prática, são eles que vão tomar a decisão de manter ou não o programa. E essa decisão tem custo: social, político e tantos outros”, disse Leandre.

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Reunião com ministro
A Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância já encaminhou ofício ao Ministério da Cidadania, que coordena o programa Criança Feliz, manifestando preocupação com os cortes. A CNM também se comprometeu em oficiar ambos os ministérios, da Cidadania e da Economia, sobre o tema. Para a próxima semana, está prevista uma reunião com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

O programa Criança Feliz recebeu, no ano passado, o principal prêmio do mundo na área de inovação para a educação, o Wise Awards 2019, durante a Cúpula Mundial de Inovação para a Educação, no Catar.

Da Redação
Com informações da assessoria de imprensa da deputada Leandre
Edição – Pierre Triboli

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