POLÍTICA NACIONAL

Senadores lamentam morte de Elza Soares

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A cantora Elza Soares morreu nesta quinta-feira (20), aos 91anos, na cidade do Rio de Janeiro. O perfil oficial da cantora no Instagram informou que ela morreu em sua casa, de causas naturais. Vários senadores lamentaram a morte da artista em suas redes sociais, destacando seu engajamento nas causas sociais, grande talento e sua trajetória artística.

Romário (PL-RJ) lamentou o fato de o país ter perdido a voz da “mulher do fim do mundo”, em referência ao título de um dos CDs gravados pela cantora. A morte de Elza Soares é, segundo o senador, uma “imensa tristeza para o Brasil”. “Com ela, se vai uma das vozes mais emocionantes do nosso país”, registrou. Jaques Wagner (PT-BA) disse que “o Brasil perde hoje uma grande artista e cidadã”. Ele se declarou um fã de Elza Soares, “cuja história e voz sempre foram manifestações de força e resistência”. Segundo o senador, a vida e o legado da cantora jamais serão esquecidos. Jaques Wagner ainda completou: “Viva Elza hoje e sempre!”

Para Paulo Rocha (PT-PA), que também se declarou um fã da cantora, a voz de Elza Soares será “eterna”. Ele manifestou “sinceros sentimentos aos familiares, amigos e fãs” e definiu a intérprete como um dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos. Izalci Lucas (PSDB-DF) disse que a voz forte da cantora surgiu do meio do povo e cantou a igualdade por muitos anos. “Obrigado! Vá em paz, Elza”, registrou o senador. José Aníbal (PSDB-SP) relembrou as entrevistas de Elza Soares, que “eram um aprendizado sobre a vida”. Ele elogiou a coragem, a sabedoria e as posições libertárias da “cantora extraordinária” e também destacou sua permanente denúncia e sua ação antirracismo.

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Alvaro Dias (Podemos-PR) manifestou seu “pesar e solidariedade à família, amigos e fãs da inesquecível cantora Elza Soares”. Segundo Rogério Carvalho (PT-SE), a cantora marcou época e se tornou símbolo de muitas lutas sociais. “O país perde uma filha apaixonada por esta Nação e indignada com as injustiças do mundo”. Ele também expressou seus “sentimentos e solidariedade para todos os amigos, familiares e ao povo brasileiro”.

Na opinião de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Elza Soares leva consigo uma parte da nossa história e “uma parte imensa da cultura e da construção do nosso povo”. Randolfe afirmou que “foi através dela que brasileiros e brasileiras cantaram, dançaram, resistiram”. Segundo do senador, “é triste, dói, mas no final das contas, ela ficará aqui, em nós”. Humberto Costa (PT-PE) também manifestou solidariedade à família, aos amigos e fãs de Elza Soares, a quem definiu como “mulher guerreira e engajada, uma das maiores cantoras da história do nosso país, com reconhecimento mundial”. “Que perda enorme para o Brasil”, lamentou Humberto.

Voz

Zenaide Maia (Pros-RN) lembrou que Elza Soares foi eleita “A voz do milênio”, em 1999, em uma votação da rádio britânica BBC. A senadora lamentou a morte da “Mulher do Fim do Mundo”, que com sua voz marcante foi emissora de inúmeros clássicos musicais, emocionando e despertando o Brasil e o mundo com canções que pautavam o amor e a alegria. Zenaide também destacou a luta da cantora contra o racismo, a violência contra a mulher e todo o tipo de preconceito.

De acordo com Jean Paul Prates (PT-RN), Elza Soares “foi resistência, quebrou padrões e barreiras com seu talento genuíno e tão tocante”. Ele disse que sua voz agora ecoa para toda a eternidade no rol das grandes artistas da música popular brasileira. “Que nossos corações se confortem em suas canções e em sua luta”, completou o senador. Wellington Fagundes (PL-MT) também lamentou a morte da cantora. Porém, disse o senador, sua voz rouca e potente vai ecoar por toda a eternidade.

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Para Alessandro Vieira (Podemos-SE), hoje o Brasil ficou menor, mais triste e menos inovador. “Elza Soares foi uma força da natureza que presenteou os brasileiros com arte e superação. Que descanse em paz”, disse o senador. Paulo Paim (PT-RS) reverenciou “a sua vida, a sua arte e o seu talento”. O senador disse que “sua voz encantava a todos nós”. Na visão de Paim, Elza soares era “uma mulher de horizontes e de um cantar universal, defendendo seu povo contra o racismo e as injustiças”. Ele ainda registrou seus “sinceros sentimentos aos familiares, amigos e colegas da música”.

Vida

Elza Soares nasceu em 23 de junho de 1930, no Rio de Janeiro. Começou a fazer sucesso na música ainda na década de 1950, em programas de rádio. Gravou dezenas de discos, ficou famosa com sua interpretação intensa, gutural, com uma voz que manteve sua força por toda a carreira. Seu último disco foi lançado no ano passado.

Ela cantou o Hino Nacional na abertura dos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio. Era considerada uma das maiores e mais versáteis intérpretes brasileiras, transitando entre o samba e a música eletrônica. Elza foi casada com o jogador Garrincha, que morreu também em um dia 20 de janeiro, no ano de 1983, aos 49 anos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão inclui Zilda Arns no ‘Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria’

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A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta quinta-feira (19) a inclusão do nome da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O PL 1.560/2021, apresentado pela senadora Zenaide Maia (Pros-RN), teve parecer favorável da senadora Leila Barros (PDT-DF) e segue agora para análise da Câmara dos Deputados, se não houver solicitação para análise em Plenário. 

Para Leila, o reconhecimento “é justo e meritório”, já que Zilda foi referência nacional e internacional no desempenho de ações humanitárias e em defesa da vida, como as desenvolvidas por meio das Pastorais da Criança e do Idoso, ambas criadas pela médica. 

— A partir de intenso trabalho social, que mobilizou centenas de milhares de voluntários, conta-se hoje em milhões o número de crianças brasileiras e estrangeiras que foram resgatadas de condições subumanas de existência, e para as quais se garantiu um desenvolvimento sadio e condizente com os preceitos de cidadania. À frente da Pastoral do Idoso, Zilda Arns propunha uma existência digna, feliz, integralmente amparada para as pessoas idosas menos favorecidas — observou Leila. 

Zenaide Maia disse que a inclusão do nome de Zilda Arns no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria é motivo de orgulho ao país. Pois, segundo ela, a médica teve papel fundamental na missão de reduzir a desnutrição no país. 

— Salvou muitas vidas infantis e também tinha a Pastoral do Idoso. E não é um passado distante esse em que a gente tinha a desnutrição ocupando a maioria dos leitos infantis públicos deste país com crianças com marasmo e kwashiorkor [formas graves de desnutrição] — lembrou a senadora. 

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O senador Flávio Arns (Podemos-PR), que é sobrinho de Zilda, descreveu a iniciativa como oportunidade de resgatar referências de boas pessoas que realizaram “bons trabalhos” inspirando positivamente a população e o desenvolvimento de ações humanitárias no país, por meio do trabalho voluntário. 

—  A Pastoral da Criança foi fundada por ela há 39 anos e se expandiu como metodologia para outros países também. Hoje ainda, no Brasil, acompanha perto de 1 milhão de crianças em bolsões de necessidades, de pobreza, de comunidades vulneráveis — disse.

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria registra o nome e homenageia os brasileiros ou grupos de brasileiros que tenham oferecido a vida em defesa e na construção do país com excepcional dedicação e heroísmo. O livro está guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Trajetória 

Zilda Arns Neumann nasceu em Forquilhinha, Santa Catarina. Mesmo contra a vontade do pai, estudou medicina na Universidade Federal do Paraná e especializou-se em pediatria, saúde pública e sanitária. Começou a vida profissional no Hospital Pediátrico em Curitiba.

Em 1983, formulou um plano para diminuir a mortalidade infantil com o uso do soro caseiro. A partir daí, criou-se a Pastoral da Criança. No início, era só um grupo de voluntários do Paraná, na pequena cidade de Florestópolis. Zilda Arns esteve à frente da entidade por 25 anos, atendendo a população de 20 países da América Latina, Ásia e África. Ela também foi responsável pela fundação e coordenação da Pastoral do Idoso.

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Prêmio Nobel

O senador Esperidião Amin (PP-SC) lembrou ainda que a médica foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz de 2006 e que recebeu incontáveis honrarias, no Brasil e no exterior. 

A luta de Zilda Arns em defesa dos mais pobres e necessitados continuou até sua morte, ocorrida durante o trágico terremoto que assolou o Haiti, no início do ano de 2010. Naquele momento, ela fazia uma palestra com o objetivo de estender as ações da Pastoral Internacional da Criança às populações da América Central e do Caribe.

O presidente da CE, Marcelo Castro (MDB-PI), disse que Zilda dedicou toda a sua vida “em fazer o bem”. Já o Senador Paulo Paim (PT-RS) classificou a missionária como “heroína da humanidade”. 

— A causa nobre da Pastoral da Criança é um bem eterno que todos nós brasileiros iremos sempre reverenciar — ressaltou Marcelo Castro. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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