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“Vale do Anhangabaú vai ser a nova Avenida Paulista”, diz Bruno Covas

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Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Bruno Covas, prefeito de São Paulo e candidato à reeleição


O prefeito Bruno Covas (PSDB)  assumiu a prefeitura de São Paulo em 2018 após o seu caompanheiro de chapa João Doria (PSDB) abandonar o mandato para concorrer ao governo do estado. Em entrevista ao iG  com os elegíveis deste ano, na manhã desta terça-feira (13), Covas defendeu o seu trabalho à frente da Prefeitura e diz ter gerido bem a crise do novo coronavírus.


“A gente tem que tomar as decisões. Em nenhum momento me furtei da minha responsabilidade. Defendo todas as medidas que adotamos. O rodízio foi importante para reduzir uma tendência de aumento dos casos. Isso foi fundamental para que a cidade começasse a reabrir em junho”, diz Covas, em defesa da aplicação do rodízio de placas de carros durante a pandemia da Covid-19 , que acabou gerando superlotação dos ônibus e metrôs da cidade.

Segundo inquérito sorológico produzido pela prefeitura de São Paulo e apresentado por Covas durante a entrevista, o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Sars-cov-2) foi o mesmo entre os usuários de transporte público  e entre aqueles que utilizam veículos particulares para se locomover. O prefeito aponta que houve redução no número de usuário de trens e ônibus durante a pandemia, mesmo assim as aglomerações não deixaram de acontecer.

“Revertemos a tendência de aumento na semana do rodízio. Foi uma decisão difícil mas que melhorou.  É muito fácil ser engenheiro de obra pronta. Dar palpite naquilo que já aconteceu. A população em sua maioria aprovou a gestão da crise sanitária na cidade de São Paulo. Tomamos todas as medidas necessária, não tivemos medo de enfrentar a crise e os números estão aí”, disse.

Vale do Anhangabaú

O projeto de revitalização do Vale do Anhangabaú , executado pela gestão Covas, tem sido alvo de críticas nas redes sociais. Até o momento estima-se que os custos totais estejam na casa dos R$ 93,8 milhões, com entrega prevista para o fim do ano. Covas defende as obras realizadas pela sua gestão e diz que a região será um novo polo de eventos e geração de renda para a cidade de São Paulo.

“É mentira que houve alagamento no Vale do Anhangabaú. É espalhar fake news. Tivemos uma atitude corajosa de revitalizar o centro . Em um momento de retomada da economia, são obras como essa que atraem recursos”, argumenta.

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O prefeito ainda relembrou que não foi o responsável por idealizar o projeto, apenas pela execução. “Esse não foi um processo dessa gestão. Veio da gestão anterior que fez um concurso. Nós só demos continuidade. São recursos que só podem ser usados para a realização de obras”, disse.

“Pessoas pegam fotos da obra pela metade e comparam com o que estava antes do início da obra. Nós vamos ter mais árvores do que antes. Vai ser a nova avenida paulista da cidade de São Paulo”, afirmou.

Plano Diretor

Em 2021, o prefeito eleito terá a oportunidade de elaborar o novo plano diretor da cidade, com vigência de 10 ano. Caso eleito, Bruno Covas pretende descentralizar as áreas empresariais da cidade para aproximar as pessoas dos empregos.

“Temos a oportunidade de resolver o problema que é a distância da casa das pessoas para o trabalho . Vai ser uma grande oportunidade da gente rever essa regra que expulsou as pessoas do centro para a periferia da cidade. Será uma grande oportunidade para dar mais qualidade para a vida do morador de São Paulo”, diz.

“A legislação não ajuda a ter um política de incentivo fiscal . É preciso criar uma legislação única para aproximar a pessoa da casa ao trabalho”, disse Covas, propondo unificar as leis de incentivo para que empresas se instalem nas regiões periféricas.

O prefeito também propõe a concessão de terminais de ônibus e piscinões para a construção de “lajes” nesses locais, que possam ser utilizadas como polos de trabalho.

Orçamento e impostos

A gestão Bruno Covas encaminhou para a Câmara Municipal de São Paulo um orçamento menor do que o de 2020 alegando problemas econômicos gerados pela crise da Covid-19. Em 2021, São Paulo terá R $ 67 bilhões de orçamento contra os R$ 69 bilhões deste ano. Covas pretende prorizar três áreas com os recursos públicos disponíveis.

“O orçamento do ano que vem é menor do que o de 2020. É de 67 bilhões. Apesar da redução temos um incremento nas três áreas essenciais para o pós pandemia: saúde, educação e geração de renda. Essas secretarias terão incremento”, disse.

Na área da arrecadação, Covas disse que “com o fim da pandemia podemos pensar em médio e longo prazo para diminuir a carga tributária “. O prefeito não se responsabilizou pela alta carga tributária da cidade de São Paulo apontada por internautas durante a live.

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“Não sou responsável pela carga tributária daqui. Em 4 anos não aprovamos nenhuma legislação de aumento da carga tributária”, falou.

Cracolândia

O prefeito Bruno Covas defendeu a política de repressão na região da Cracolândia adota no início do governo Dório, quando ainda era vice-prefeito, e que acabou espalhando os usuários pelo centro da cidade. Ele ainda criticou o programa “Braços Abertos” da gestão petista que concedia bolsas aos usuários por serviços de varrição, além de hospedagem em hotéis sociais, dizendo se tratar de uma “bolsa crack”.

“A intervenção feita pelo governo do estado foi necessária para que a gente retomasse a ação do poder público naquela região. A prefeitura não conseguia nem entrar com caminhão para fazer a zeladoria”, diz.

Segundo Covas, a situação na Cracolândia é melhor do que a que receberam em 2017, mas ainda falta muito a ser feito. Ele diz ter reduzido o fluxo de pessoas na região de 4 mil para cerca de 1200. A gestão da Cracolândia por Covas é alvo de crítica de todos os candidatos em 2020.

Transporte Público

Covas relembrou a ação de renovação de contratos com as concessionárias de ônibus pelos próximos 20 anos e a redução de subsídios em 2020, por conta da pandemia. O prefeito diz ter renovado quase 50% da frota de ônibus da cidade nos 4 anos de gestão tornando-os menos poluentes e mais acessíveis.

Ele comentou a proposta de criar um meio de transporte fluvial no extremo sul da cidade, que visa utilizar as represas para reduzir em uma hora o tempo de transporte dos moradores de Cocaia e Pedreira para chegar às vias de acesso à região central. O investimento é de R$ 100 milhões de reais.

Subprefeituras e volta às aulas

Bruno Covas decretou o retorno às aulas presenciais no dia 7 de outubro para realização de atividades extracurriculares. No entanto, apenas uma das quase 4 mil escolas abriu. 

“Os pais têm todo o direito de se preocuparem com a saúde dos filhos Nós tornamos facultativo o retorno às aulas. Tivemos o retorno apenas de atividades extracurriculares. Os conselhos das escolas têm decidido caso a caso. Não falta infraestrutura para a retomada”, disse.

Quanto as subprefeituras, Covas disse que “os subprefeitos são escolhidos dentro de critérios técnicos e políticos. Eles são avaliados constantemente. Quem cumpre as metas do prefeito e das secretarias continua”.

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POLÍTICA NACIONAL

Deputado federal do RJ usa atestado médico para não usar máscara em aeroporto

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O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) usa atestado médico para não usar máscara
Reprodução / Facebook

O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) usa atestado médico para não usar máscara

O deputado federal Daniel Silveira (PSL) usou um atestado médico na noite da última segunda (26) para não ter que  usar máscara dentro do aeroporto, quando rumava para Brasília. 

Veja a declaração do deputado:



Ainda segundo o deputado, a razão do atestado se dá pois ele sente dores de cabeça “devido ao aumento de CO2 no sangue”.

O responsável por expedir a licença médica que autoriza o uso público sem máscara foi o médico Sergio Marcussi .

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Em publicação na conta que tem no Twitter, que foi suspenso na tarde desta terça (27), ele afirmou que na segunda fez 20 atestados, e completou dizendo “vamos disseminando”.

Em outros posts, ele cita a proteção facial, recomendada pela OMS e pela Fiocruz como ” cabresto “, e diz que o atestado “é a solução para você se livrar da focinheira”.

Vale lembrar que desde Julho, quando o Presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei, é obrigatório o uso de máscaras de proteção individual em espaços públicos e privados durante a pandemia.

O médico se aproveitou de um artigo da lei sancionada pelo presidente que dispensa o uso da máscara por pessoas diagnosticadas com autismo ou com algum tipo de deficiência :

“Será dispensada no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, conforme declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital, bem como no caso de crianças com menos de 3 (três) anos de idade”, diz o artigo 7 da lei.

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A Fiocruz reforça o uso das máscaras para evitar a propagação da Covid-19:

“A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ressalta que a recomendação de uso de máscaras caseiras em larga escala tem como base a proteção coletiva, uma vez que muitas pessoas podem estar infectadas e serem assintomáticas. Ou seja, poderiam estar transmitindo a doença sem saberem que estão com o vírus”, afirma em nota publicada em Abril.

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