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Porque os tomates estão tão caros em Mato Grosso?

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Quem nunca pensou naquela salada de tomate, mas lá no supermercado encontra o quilo da fruta mais caro que a carne de frango.

Rico em potássio, o tomate é bem vindo em qualquer refeição, mas com tanta demanda e uma queda na oferta, o produto está 71% mais caro, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

Mas a inflação, ao contrário do primeiro trimestre de 2018 que subiu 45%,  não tem relação com o governo federal. Desta vez, o problema é direto da fonte.  

Desde o começo do ano, houve aumento de pragas e doenças nas plantações de tomate. A reportagem do G1, divulgada neste domingo (21), ouviu dois importantes produtores de Tangará da Serra.

Com 2 mil pés de tomates em dois barracões atacados por lagartas, João Sedane viu a produção cair de 600 caixas de tomates  para apenas 100. Com isso, ele precisou aumentar o venda do quilo para oito reais. “No ano passado gastei R$ 5 mil para construir e fazer a plantação em um barracão, mas ainda não vendi nenhuma caixa de tomate para pagá-lo, a praga comeu tudo”, lamentou.

Enquanto João lida com as lagartas, o concorrente, no mesmo município, enfrenta uma anomalia. Os nematoides atacaram a plantação do produtor Jair Júnior, protegida com estufa.  A baixa oferta colocou o preço da caixa de 20 quilos de tomate por R$ 100.

Mas pra quem viu oportunidade de negócio, o técnico da EMPAER (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), Leonardo Dias, explica que o manejo do tomate é delicado.

 É necessário estudar o manejo e construir estufas. “O cuidado precisa ser intenso em todo o período. Todos os dias, tem que olhar a plantação para identificar pragas e conseguir combatê-la desde o início”.   O técnico continua: “A adubação tem que ser frequente, assim como a irrigação, para que no final do ciclo, haja uma boa produção”.

Bom negócio e mais tomates.

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Governo atualiza programação orçamentária

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A Presidência da República editou o Decreto Nº 10.385 atualizando a programação orçamentária do ano de 2020. Esta atualização envolve os gastos que o Executivo pretende realizar ao longo do ano.

Entre outras determinações, o decreto determina, entre outras coisas, o cronograma mensal de pagamento entre junho de 2020 e dezembro de 2020 relativo às dotações da Lei Orçamentária de 2020 e os restos a pagar das maioria das fontes de receita, excetuando, entre outras, a participação da União na capital de empresas, emendas impositivas individuais, emendas impositivas de bancada, emendas de comissão e emendas de relator. 

O decreto determina o pagamento, entre outros órgãos, da Presidência da República, de ministérios como o da Agricultura, da Economia, da Educação, da Defesa e da Saúde; agências como a Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação; da Advocacia-Geral da União e da Controladoria-Geral da União.

O novo decreto atualiza o anterior, N° 10.249, de 19 de fevereiro de 2020, que havia definido os dispêndios do ano por órgãos no total e a cada mês, bem como as emendas individuais, de bancada e de comissão.

 

Edição: Fábio Massalli

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Projeto que suspende reajuste de planos de saúde e remédios será votado na terça

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votação virtual do senado
Leopoldo Silva / Agência Senado

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) é o autor do projeto de lei

Foi adiada para terça-feira (2) a votação do projeto de lei que suspende o reajuste de preços de medicamentos, planos de saúde e seguros privados por 120 dias. O PL 1.542/2020, do senador Eduardo Braga (MDB-AM), recebeu 46 emendas de senadores, nove delas protocoladas nesta quinta-feira (28).

Vários senadores e líderes pediram o adiamento da votação, argumentando que o tema é complexo e que foram apresentadas muitas emendas ao texto. Essa solicitação teve o apoio do autor do projeto, Eduardo Braga, e do relator da matéria, senador Confúcio Moura (MDB-RO).

Confúcio Moura já havia elaborado seu relatório, mas novas emendas foram apresentadas depois disso. Assim, o relator disse que vai redigir novo relatório, aproveitando as sugestões das novas emendas e propondo um texto substitutivo para ser votado na semana que vem.

De acordo com o autor do projeto, o Poder Executivo enviou ao Congresso no final de março uma medida provisória (a MP 933/2020) suspendendo por 60 dias o reajuste de preços dos medicamentos. Os novos valores começariam a valer em 1º de abril e ficariam suspensos, portanto, até 1º de junho.

Segundo Eduardo Braga, é imprescindível aumentar o período da suspensão dos reajustes e estendê-la aos  planos e seguros privados de assistência à saúde. 

Braga afirma na justificativa da proposta que é importante evitar aumento de preços em um momento em que os efeitos econômicos causados pela crise do novo coronavírus (Sars-CoV-2) têm provocado uma perda significativa da renda das famílias pela necessidade de isolamento social, que faz com que os cidadãos percam seus empregos ou tenham seus salários reduzidos.

Leia ainda:  Auxílio virou empréstimo? Saiba quem precisará devolver os R$ 600 em 2021

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