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Pré-Olímpico: Brasil derrota Bolívia e avança a quadrangular final

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A seleção brasileira sub-23 derrotou a Bolívia por 5 a 3 na noite de ontem (28) e assegurou classificação, com uma rodada de antecedência, para o quadrangular final do Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano, na cidade de Armênia (Colômbia). Invicto, o Brasil, atual campeão olímpico, segue na liderança do Grupo B, com nove pontos, seis a mais que o próximo adversário, o Paraguai, que ocupa a terceira posição na chave. Já a Bolívia está em último lugar no grupo, sem chances de avançar de fase.

Amanhã (30), os brasileiros, comandados pelo técnico André Jardine,  cumprem tabela contra os paraguaios, que ainda lutam pela classificação. A última partida da quinta rodada será no estádio Centenário da Armênia, às 22h30 (horário de Brasília). Apenas os dois primeiros colocados em cada  chave avançam ao quadrangular, última fase do torneio.

Quem também assegurou vaga antecipada para o quandragular final foi a Argentina, após ganhar do Equador por 1 a 0 da última segunda-feira (27). O Equador é o lanterna do grupo A, sem ponto algum. Os hermanos lideram a chave com nove pontos, três a mais que a Colômbia, segunda colocada. Também com três pontos, está o Chile, em terceiro lugar. Hoje (29) à noite, colombianos e chilenos duelam pela classificação a partir das 20h, no estádio Centenário.

A última fase do Pré-Olímpico Sul Americano será disputada nos dia 3, 6 e 9 de fevereiro, na cidade de Bucaramanga (Colômbia).

Brasil 5 X 3 Bolívia

Mal começou a partida e logo aos dois minutos Paulinho avançou pela esquerda e cruzou bonito para Antony abrir o placar no estádio Centenário. Aos 15 minutos, Reinier, de calcanhar, deu o passe para Matheus Cunha, impedido, fazer mais um, na saída do goleiro. Apesar da posição irregular – não há consulta de Árbitro de Vídeo (VAR) no Pré-Olímpico – o juiz validou o gol. Quatro minutos depois, a Bolívia diminuiu o placar com gol de Àbrego. E aos 38 minutos, o Brasil chegou ao terceiro gol, com Guga que contou com assitência de Matheus Henrique. O Brasil já vencia por 3 a 1.

No segundo tempo, aos 15 minutos, Antony disparou pela direita e tocou na entrada da área para Reinier fazer o quarto gol do Brasil, com um chute cruzado.  A partir daí, as falhas de atenção da defesa brasileira facilitaram a vida dos bolivianos. Eles diminuíram o placar aos 25 minutos, com Ábregom – o segundo gol dele no jogo –  e aos 33 minutos, com Reyes. O placar anotava 4 a 3 para o Brasil.  Em busca do empate, a Bolívia foi com tudo para o ataque,  mas a noite era mesmo verde e amarela: aos 49 minutos, Pepê recebeu de Caio Henrique e sacramentou a vitória dos brasileiros por 5 a 3, e também a classificação para a fase final do Pré-Olímpico.

Edição: Guilherme Neto
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Rumo à Olimpíada, ídolo crê em medalha inédita no tênis de mesa

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No masculino, são cinco atletas entre os 100 melhores do mundo, sendo um deles (Hugo Calderano) no top-10. No feminino, uma jogadora (Bruna Takahashi) está, pela primeira vez, entre as 50 do planeta. O tênis de mesa brasileiro vive a melhor fase desde a chegada ao país, em 1905, trazido por turistas ingleses. O bom momento será colocado à  prova na Olimpíada de Tóquio, no Japão, e a possibilidade de uma medalha inédita é real. Ao menos é o que avalia um dos maiores nomes da história do esporte no Brasil.

Com a experiência de seis participações olímpicas como atleta e uma como treinador, o ex-mesatenista Hugo Hoyama acredita que Calderano, hoje o sétimo do mundo entre os homens, é candidato ao pódio. Aposta também que a seleção masculina, número sete do mundo por equipes, pode surpreender.

“Ter um atleta como ele (Calderano) faz com que os outros o acompanhem. Eles sabem que, tendo-o ali, a chance existe. Motiva mais. No último Mundial (por equipes, em 2018, na Suécia), o Brasil ficou em quinto. Quem sabe, pegando uma chave boa, (a equipe) possa brigar por um pódio”, disse Hoyama à Agência Brasil, em atividade do programa Sesc Verão, na unidade da Avenida Paulista, em São Paulo. “E o Hugo é um cara para esse tipo de torneio. É acostumado a finais importantes e não sente pressão”, completou sobre o “xará” – que nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016 repetiu sua campanha de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996, parando nas oitavas de final.

O tênis de mesa brasileiro estará completo no Japão, já que as seleções masculina e feminina – comandada por Hugo – venceram o Pré-Olímpico disputado em outubro do ano passado em Lima, no Peru. Cada equipe terá três atletas, sendo os dois melhores do país pelo ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês) e um indicado por critério técnico. Dos três de cada naipe, dois competirão na chave individual: o número um e uma escolha do treinador.

Entre os homens, Calderano e Gustavo Tsuboi (40º) seriam hoje os confirmados na seleção. Vitor Ishiy (56º) fez parte do trio titular no Pré-Olímpico, enquanto Eric Jouti (88º) foi o terceiro elemento do time medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos, também disputados em Lima. Entre eles, há ainda Thiago Monteiro (69º), que acumula participações nos Jogos de 2004 (Atenas, na Grécia) e 2008 (Pequim, na China).

Já no feminino, pelo ranking de fevereiro, a equipe teria Bruna Takahashi (45ª) e Jéssica Yamada (150ª). Caroline Kumahara (152ª), atual número 3 do país, foi quem integrou o grupo brasileiro nos dois torneios. Hoyama deve anunciar, no início de abril, a equipe que levará para sua segunda Olimpíada como técnico. “Não é que é mais fácil ser jogador, mas, quando se é técnico, é preciso cuidar das três atletas, das adversárias, estudar mais. Mas, é legal. Como disputei na mesa, na motivação, na preparação posso ajudar bastante. Na parte tática também. Estou ali, principalmente, para ajudar as meninas a alcançar um sucesso”, afirmou.

“Chegar a Tóquio e conquistar uma vitória (nas disputas individuais) sobre uma top-50, top-30 ou top-20 já seria um grande resultado. Em termos de equipe, também. Pelo ranking, entre as seleções que estarão lá, nossa posição não é muito boa (25ª do mundo). E então, pode ser como no Rio e, na primeira rodada, pegar a China (1ª). Mas, não temos que esperar a sorte. Temos de nos preparar para qualquer adversário”, completou.

Do provável trio que representará a seleção feminina no Japão, a que vive melhor momento é a mais jovem delas, que caminha para a primeira participação olímpica. Não significa, porém, que Bruna Takahashi, de 19 anos, e que ganhou 29 posições no ranking nos últimos sete meses, seja inexperiente. “Para estar bem no ranking, é preciso participar dos campeonatos internacionais, ganhar jogos e ter boas colocações. É por isso que ela subiu bem. É uma menina aguerrida, joga com sangue nos olhos e vai para cima desde o primeiro saque. Lógico, a gente trabalha a paciência e a concentração dela, mas é algo que vem com a experiência”, disse o técnico.

Otimismo pós-Tóquio

Mas, e após Tóquio? A perspectiva é de uma disputa mais acirrada na seleção comandada por Hoyama. No Pré-Olímpico, por exemplo, a “número 4” do time foi Laura Watanabe, 15 anos. Já no Mundial por equipes deste ano, marcado para o período de 22 a 29 de março na Coreia do Sul, está prevista a participação de Giulia Takahashi (irmã de Bruna), 14 anos, como quarto nome. As duas costumam jogar juntas em torneios internacionais na base e, na temporada passada, chegaram a ser vice-campeãs sul-americanas entre os adultos.

“No ano passado, houve uma seletiva nacional e meninas novas chegaram às finais. Tenho certeza que, após Tóquio, duas ou três dessas atletas terão chance de lutar por vagas no próximo ciclo olímpico”, afirmou Hoyama, que vê as novas gerações em condições de se inspirar no bom momento da safra atual.

“Vejo que os jogadores de hoje têm situação melhor que na minha época. Hoje, você tem o Bolsa Atleta, os clubes investindo mais. São épocas. Pouca gente sabe, mas não é fácil o atleta se manter no alto nível. Sem, por exemplo, um patrocinador de raquete e borracha. Uma raquete boa custa entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Cada borracha sai de R$ 300 a R$ 350. Um jogador de alto nível troca de borracha toda semana. Como a maioria joga estilo clássico (utiliza os dois lados da raquete), são R$ 600, R$ 700 por semana em borracha. Os atletas da seleção (principal) já conseguem viver do esporte. E isso é legal. Mostra aos mais novos que há chances caso queiram seguir esse caminho”.

Edição: Graça Adjuto

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Paralimpíadas 2020: coronavírus cancela evento da bocha antecipada

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O Centro de Treinamento (CT) Paralímpico de São Paulo recebe até amanhã (23) a 2ª fase de treinamento da Seleção Brasileira de Bocha Adaptada. Entre os convocados, estão oito membros da comissão técnica, 12 atletas e seis assistentes esportivos. A previsão inicial era que todos eles seguissem na segunda-feira (24) para Tóquio, para o evento-teste. Mas a crise do Covid-19 (novo coronavírus) mudou tudo.

A BISFed (entidade internacional da modalidade) informou que a Federação Japonesa (JPSA – Japan Para Sport Association) decidiu cancelá-lo. “Viemos para cá com tudo pronto para a ida a Tóquio. Bem tensos por causa da situação da saúda na China e no Oriente. O cancelamento só nos foi passado aqui mesmo no CT em São Paulo. Mas acabou sendo bom. Ninguém sabe a real dimensão que essa epidemia pode atingir. Pelo lado esportivo, a nossa ida a Tóquio ia ser muito proveitosa para o preparo da equipe quanto ao fuso horário, tempo de viagem e clima”, comentou Bianca Bargas, staff da atleta Natali de Faria (classe BC2).

“A gente já esperava alguma ação. Mas não tão perto da viagem. Quando a gente acaba uma missão, que foi a primeira etapa de treinos em janeiro, já começamos a trabalhar na próxima. Até a nossa convocação para essa etapa foi visando ao evento-teste “, afirmou Moisés Fabrício, coordenador da modalidade. “Do evento-teste só participariam os campeões continentais. Assim, nós iríamos com uma equipe mais “enxuta”, com oito atletas, três calheiros e três assistentes técnicos”, disse o dirigente.

Piso

Wagner Lima, comandante da equipe da classe BC 3 (atletas com paralisia cerebral ou não cerebral, ou de origem degenerativa), reconhece que o cuidado com a saúde dos integrantes das seleções é importante, mas mostra uma preocupação também com o lado técnico das disputas. “Não vai mudar muito o nosso cronograma de preparação. Mas seria interessante irmos até lá, principalmente para conhecermos mais o piso. Em São Paulo, treinamos no piso utilizado na “Rio 2016″. Tudo indica que o modelo será o mesmo lá em Tóquio. Mas, lá em Lima, nos Jogos Parapan-americanos, o piso foi mais rápido e tivemos um pouco de dificuldade de adaptação. Demorou um pouco até chegarmos aos 100%”, lembrou.

Próximas competições e vagas 

Antes dos Jogos Paralímpicos (previstos para o período de 29 de agosto a 5 de setembro), a seleção tem dois eventos que ainda contarão para o ranking internacional e para a definição dos participantes dos Jogos de Tóquio. De 23 a 30 de abril, será o BISFed 2020 Laval World Open, no Canadá. Entre 13 e 20 de julho, haverá o BISFed 2020 Póvoa World Open, em Portugal.

Ainda dependendo da confirmação oficial, a chegada da deleção brasileira para a aclimatação na cidade de Hamamatsu (Japão) está prevista para ocorrer entre os dias 4 e 5 de agosto. Até o momento, o Brasil já tem confirmadas nove vagas para os jogos. A classificação é para o país e não nominal. Os atletas que representarão o Brasil em Tóquio ainda serão definidos e convocados.

Surto do novo coronavírus

O coronavírus já infectou mais de 75 mil pessoas na China e mais de 1.000 em mais 25 países, incluindo o Japão. Na quinta-feira (20), duas pessoas de 80 anos, contaminadas em um navio de cruzeiro em quarentena, morreram.

 

Edição: Graça Adjuto

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