Momento Economia

Preços da construção civil sobem 0,19% em outubro

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Os preços da construção civil subiram 0,19% em outubro. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi) teve queda de 0,18 ponto percentual em relação a setembro, quando ficou em 0,43%. No ano, o índice é de 3,69%.

O índice foi divulgado hoje (7), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses, o Sinapi ficou em 3,69%.

O custo nacional do metro quadrado da construção civil subiu de R$ 1.152,87 para R$ 1.155,01, de setembro para outubro deste ano. Deste valor, segundo o IBGE, R$ 605,40 são referentes a materiais e R$ 549,61 à mão de obra.

A maior variação de preços foi registrada no Pará, com 1,95%. A maior queda também foi verificada no Norte do país, em Tocantins, com uma deflação nos preços da construção civil de -0,48%.

Edição: Kleber Sampaio
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Momento Economia

Empresas criam movimento para evitar demissões durante pandemia

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Com as medidas de fechamento de parte das empresas para diminuir a disseminação do novo coronavírus, um grupo de empresários no Brasil divulgou manifesto no qual se comprometem a manter os empregos dos funcionários, ao menos, pelos próximos dois meses. As empresas que assinam o documento divulgado no site “Não demita!” incluem bancos, corretoras, construtoras, lojas de varejo e algumas do setor de saúde. 

“Mantendo nossos quadros ajudaremos a evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social. Se você tem fábricas ou instalações, siga as orientações da OMS [Organização Mundial da Saúde] e do Ministério da Saúde. Crie um ambiente de trabalho em que as pessoas possam comer e trabalhar com distância física, e assim se sintam tão seguros quanto se estivessem em casa”, diz trecho do manifesto.

Para essas empresa, “a primeira responsabilidade social de uma companhia é retribuir à sociedade o que ela proporciona a você – começando pelas pessoas que dedicam suas vidas, todo dia, ao sucesso do seu negócio”.

O manifesto destaca que demitir um funcionário gera um custo imediato, muitas vezes maior que garantir dois meses de salários, afirmando que há linhas de crédito e soluções que estão sendo criadas para ajudar as empresas a atravessar este momento.

Outra orientação diz respeito à ajuda para o restante da população. “Se você tiver força financeira, ajude as pessoas que moram nas nossas comunidades a terem condições de sobrevivência. Essas pessoas também são empreendedoras. São os vendedores de pipoca, de cachorro-quente, as manicures e diversos outros que não têm com quem contar. Elas também ajudam a levar o nosso país para frente, mas neste momento não podem sair de casa para lutar pela sobrevivência”.

Edição: Aline Leal

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Momento Economia

Captação da poupança bate recorde em março em meio a pandemia

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Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus. No mês passado, os investidores depositaram R$ 12,17 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta segunda-feira (6) o Banco Central. Em março do ano passado, a captação líquida – diferença entre depósitos e saques- tinha atingido R$ 1,85 bilhão.

Essa foi a maior captação líquida para meses de março desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula saída líquida de R$ 3,76 bilhões no primeiro trimestre.

A queda expressiva da bolsa de valores e a instabilidade em outros investimentos, como títulos do Tesouro, refletiu-se em maior volume de depósitos na poupança. No mês passado, o Tesouro Direto chegou a ficar alguns dias fora do ar, por causa da turbulência no mercado financeiro.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos no menor nível da história. Com a Selic em 3,75% ao ano, o investimento estava rendendo menos que a inflação. No entanto, a expectativa de que a inflação caia por causa da crise econômica provocada pelo novo coronavírus pode fazer a aplicação terminar o ano com rendimento próximo de zero ou até positivo.

Nos 12 meses terminados em março, a aplicação rendeu 3,64%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 3,67%. O IPCA cheio de março será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima quinta-feira (9).

Para 2020, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 2,72% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula de rendimento, a poupança está rendendo 2,625% em 2020, considerando a redução da Selic para 3,75% ao ano.

Edição: Aline Leal

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