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Presidente do Banco Central do Brasil, Campos Neto, diz que Instituição tem arsenal para enfrentar a crise causada pelo coronavírus

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O Banco Central (BC) tem um arsenal muito grande para fazer frente a qualquer tipo de crise, afirmou o presidente da instituição, Roberto Campos Neto(foto), nesta segunda-feira (23), ao anunciar medidas de enfrentamento aos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia.

“O arsenal que o Banco Central tem é muito grande pra combater qualquer tipo de crise. O Banco Central está absolutamente tranquilo e o sistema financeiro nacional vai funcionar perfeitamente. Estamos aqui para prover qualquer tipo de incentivo que for necessário”, disse, em entrevista, transmitida pela internet.

Hoje, o BC anunciou redução de depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no Banco Central) e linha de empréstimos a instituições financeiras, com garantia de debêntures (títulos privados). Além disso, foi autorizada a captação de depósito a prazo com garantia especial do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que permite expansão na concessão de crédito em cerca de R$ 200 bilhões, entre outras medidas para liberar recursos na economia.

Campos Neto afirmou que não está descartada nova redução de compulsório e que o BC estuda ainda outra medida, que seria o empréstimo do BC aos bancos, tendo como garantia a carteira de crédito. Segundo ele, o valor pode chegar a R$ 670 bilhões.

Segundo Campos Neto, o conjunto de medidas de liberação de liquidez (recursos disponíveis no mercado) anunciadas até agora pelo BC correspondem a 16,7% (R$ 1,2 trilhão) do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na crise financeira internacional, de 2008, esse percentual foi menor: 3,5% (R$ 117 bilhões) do PIB. Campos Neto classificou as medidas anunciadas até agora como “o maior plano de injeção de liquidez e capital da história do país”.

Corrida por ativos seguros

Campos Neto avaliou que, com a crise, houve uma migração de investimentos de maior risco pra os de menor risco, ou seja, uma “corrida por ativos mais seguros”. “Houve grande saída de dinheiro de mercados emergentes, uma grande saída de todos os ativos de risco no mundo, com grande parte das moedas desvalorizando, principalmente as moedas de países emergentes. E a gente tem então esse fator incerteza que tem dominado o cenário nas últimas semanas. As reações dos mais diversos governos nesse ambiente de incerteza tem indicado esse grau de gravidade e nós entendemos que essas turbulências financeira vão estar conosco durante um tempo”, afirmou.

Campos Neto disse que, enquanto para os consumidores a incerteza os leva a querer estocar comida e álcool em gel, as empresas buscam ter recursos para atravessar a crise. “O mundo empresarial não é muito diferente. As empresas, principalmente as pequenas e médias, têm incerteza de quanto tempo elas vão ter que navegar nessa crise, quanto tempo vão ter que ficar sem receber o dinheiro das atividades do dia a dia. Então, tem uma busca por liquidez. Do mesmo jeito que as pessoas se comportam tentando estocar produtos, no mundo financeiro tem uma procura maior por liquidez. É muito importante entender isso. O Banco Central tem que ter condições para garantir liquidez para ter certeza que vamos atravessar isso sem maiores problemas”, disse Campos Neto.

Ondas

Campos Neto afirmou que a crise veio em “ondas”. “Tivemos primeiro uma grande onda, com efeito mais localizado na Ásia.

Existia um entendimento de que teria problema de oferta. Vários componentes produzidos na Ásia não chegariam às nossas fábricas e poderia atrapalhar a produção de bens. Era um choque de oferta. Existia uma preocupação que isso fosse criar uma ruptura no processo produtivo, que fosse ter alguns impacto na parte de emprego. Mas a economia do Brasil é relativamente fechada, então o efeito disso no Brasil seria pequeno”

Segundo o presidente do BC, a segunda onda é a que veio com o isolamento social no Brasil, impactando “fortemente” o setor de serviços, responsável por 63% do PIB. Segundo ele, esse cenário foi antecipado pelo BC que começou a prover o mercado de liquidez.

De acordo com Campos Neto, a recuperação do setor de serviços é diferente da indústria, por exemplo, que passada a crise, pode aumentar as horas trabalhadas para produzir. “Quando deixa de consumir serviços, é difícil compensar a perda. A indústria pode recuperar o que foi perdido”, disse citando como exemplo, que não se corta o cabelo várias vezes para recuperar os dias em que não foi possível ter acesso ao serviço.

Campos Neto disse ainda que a crise atual é diferente da de 2008. “Foi uma crise de alavancagem financeira. Alavancagem gerou a percepção de que o sistema financeiro tinha problemas. Isso permeou para a economia real. Essa crise agora é totalmente diferente. A gente tem um cenário em que os bancos estão muito menos alavancados no Brasil e no mundo. O sistema financeiro passou por uma reformulação completa. O sistema bancário está muito mais sólido. É uma crise muito mais da economia real”.

Questionado sobre o tempo de duração da crise, Campos Neto afirmou: “é uma incógnita para todo mundo”. “Esse é um tema do Ministério da Saúde. O que eu preciso é ter amplas condições de liquidez e capital para atravessar essa crise, de ter condições estimulativas para que a economia se recupere. As medidas que nós tomamos estão atendendo essas exigências”, afirmou.

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Governador MT Mauro Mendes pede equilíbrio ao Presidente Jair Bolsonaro para lidar com a pandemia de Coronavírus no País

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Mesmo aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na defesa do isolamento vertical, o governador de Mato Grosso Mauro Mendes, destacou  no fim de semana que falta um pouco de equilíbrio ao comandante do Palácio do Planalto para gerenciar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Nesta semana, o presidente já desrespeitou pedido de isolamento do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandeta, e depois de pregar união na TV atacou aos governadores usando uma fake news para culpa-los de desabastecimento.

O governador Mauro Mendes foi o entrevistado de quinta-feira (2) do Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real canal 10.1.

Questionado se o presidente vem errando e agravando o cenário, Mendes disse que não quer polemizar com ninguém e que vai usar toda sua energia para cuidar da questão da saúde em Mato Grosso.

Mas, criticou à postura do presidente de postar um vídeo falso no Twitter dizendo que as medidas de isolamento dos governadores e prefeitos já estavam causando desabastecimento e horas depois da crítica ter sido desmentida pela imprensa que foi ao Ceasa de Belo Horizonte e comprovou o oposto ter apagado o vídeo e a publicação com a crítica aos gestores.

“Meus Deus, ele tem que parar de ficar provocando todo mundo, toda hora ele dá uma cotovelada, toda hora ele solta uma farpa. Ontem ele postou um vídeo que acusava os governadores pelo desabastecimento. Horas depois, ficou provado que esse vídeo era fake news. Meu Deus, um presidente da República não pode postar fake news. Não quero fazer críticas ao presidente, aos prefeitos e nem a ninguém, mas tudo tem um limite!”, observou o governador.

Perfil de enfrentamento

Mauro disse que Bolsonaro chegou à Presidência da República fazendo um grande enfrentamento ao PT ao mesmo tempo um grande enfrentamento à classe política. “Não é fazendo enfrentamentos desnecessários que ele vai governar esse país, é hora de unir, de ter bom senso, chamar as pessoas para colaborar, temos que deixar divergências menores em prol de objetivos maiores”, disse o governador Mauro Mendes.

O governador citou o exemplo local, disse que tem muitas diferenças com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). Porém, garantiu que não fará polêmica com o emedebista neste momento. “O momento é de pensar na população, se tiver que fazer debate, vamos fazer no momento certo”, disse o governador.

Otavio Ventureli(com Assessoria)

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Alerta: Secretaria de Estado de Saúde MT confirma, oficialmente, o primeiro caso de Coronavírus em Chapada dos Guimarães MT

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Secretaria de Estado de Saúde MT, confirma, oficialmente, neste domingo(05) o primeiro caso de coronavírus em Chapada dos Guimarães.

Por conta disso, a prefeita de Chapada dos Guimarães, Thelma de Oliveira(foto), divulgou um áudio  com orientações, direcionadas principalmente aos moradores da zona rural do município. “Com isso, pessoal, nós precisamos fortalecer o nosso isolamento social”, pede a gestora à população.

Ainda no áudio, Thelma conta que de agora em diante a prefeitura irá trabalhar em parceria com a Polícia Militar e Conselho Tutelar para que todos permaneçam em isolamento e que os bares sejam fechados.

“Para que as pessoas entendam que só há uma maneira de coibir esse vírus, é fazendo a limpeza das mãos, usando a máscara. É se protegendo e protegendo a pessoa que está ao seu lado e também, é lógico, fazendo o isolamento social. Precisamos da sua ajuda, da ajuda de cada um. Neste momento é fundamental para que não aconteça mais casos”, ressalta Thelma.

A prefeita informa que na manhã deste domingo(05) se reuniu com os setores da Saúde e da Comunicação para elaborar um comunicado oficial com orientações à população.

Casos em Mato Grosso

De acordo com a Nota Informativa divulgada pela SES neste sábado(04), Mato Grosso tem 60 casos confirmados de coronavírus.

Estes pacientes estão nas seguintes cidades: Cuiabá (37), Rondonópolis (6), Nova Monte Verde (1), Tangará da Serra (4), Sinop (3), Lucas do Rio Verde (1), Nova Mutum (1), Chapada dos Guimarães (1), Campo Novo do Parecis (1), Alta Floresta (1) e Várzea Grande (4).

 

Otavio Ventureli(com Ascom)

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