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Prévia da inflação de novembro fica em 0,14%, menor taxa para o mês em 21 anos

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Prévia da inflação de novembro fica em 0,14%, menor taxa para o período desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,14% em novembro, acima do registrado em outubro (alta de 0,09%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (22).

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Apesar da aceleração, foi o menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa de inflação recuou 0,11%. Em 12 meses, a alta do IPCA-15 desacelerou para 2,67%, afastando-se ainda mais do piso da meta oficial para 2019, de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O cenário de inflação fraca mantém aberto o espaço para o Banco Central reduzir novamente a taxa básica de juros, a Selic , em sua última reunião, em dezembro, como já sinalizou. Hoje, a taxa está em 5% ao ano, o menor valor da história.

A aceleração em novembro foi puxada pelos preços de transportes (0,30%), impactados pelo aumento da gasolina (0,80%) e do etanol (2,53%). Os preços do óleo diesel (0,58%) e do gás veicular (0,10%) também subiram, levando o resultado dos combustíveis a um aumento de 1,07%. Já as passagens aéreas tiveram alta de 4,44%.

Os preços do grupo alimentação e bebidas, por sua vez, apresentaram alta de 0,06% em novembro, após três meses consecutivos de deflação . Somente as carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto percentual no índice geral do mês. Em 12 meses, a alta chega a 7,76%, mais do que o dobro da inflação.

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O grupo habitação apresentou a maior variação negativa (-0,22%) e ajudou a segurar a inflação em novembro, com impacto de -0,04 ponto percentual no índice geral, favorecido principalmente pela queda no preço médio da energia elétrica (-1,51%), impactada pela redução nas tarifas de concessionárias de São Paulo, Brasília e Goiânia.

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Guedes promete “três ou quatro” grandes privatizações em 2020; confira

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José Cruz/Agência Brasil

Em entrevista, Paulo Guedes prometeu três ou quatro grandes privatizações neste ano, mas não disse quais

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste domingo (5), em entrevista à CNN Brasil , que serão feitas “três ou quatro grandes privatizações” nos próximos “30, 60, 90 dias”. Guedes não deu a lista das estatais, mas indicou algumas empresas que podem entrar nos processos de privatização.

Guedes diz que a equipe econômica se concentra em atacar “frontalmente” o desemprego no Brasil e garante que as privatizações podem diminuir a queda de arrecadação do governo neste ano e minimizar os efeitos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). O ministro voltou a defender ainda a criação de um imposto sobre transações digitais , uma espécie de ‘nova CPMF’.

Questionado sobre as empresas que estariam na lista de privatizações , o ministro desconversou. “Vamos esperar um pouquinho. Vocês vão saber já, já”, disse.

Guedes, indicou, porém, que os Correios “seguramente” estariam na lista, e defendeu que as subsidiárias da Caixa Econômica Federal (CEF) façam uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), com valor entre R$ 20 bilhões e R$ 50 bilhões, “bem maior até” que o valor total da privatização da Eletrobras, segundo ele.

O ministro reconheceu que as privatizações não vêm tendo resultado “satisfatório”, mas disse que, nos próximos meses, esse cenário vai mudar e a economia vai iniciar a retomada. Guedes se mostrou tranquilo em relação ao cenário fiscal e previu recuperação gradual ainda neste ano, com o fim da primeira onda da contaminação pelo novo coronavírus. Segundo ele, a reforma tributária também deve ser enviada ao Congresso ainda em 2020.

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BNDES investe em fundo que apoia empresas de médio porte

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou hoje (6), no Rio de Janeiro, que irá, com um aporte de até R$ 300 milhões em fundo de investimento, apoiar empresas de médio porte. A estimativa é que, com a participação de outros investidores institucionais, o fundo apoie os negócios de quatro a seis empresas brasileiras, com potencial de geração de empregos no país. 

O BNDES aprovou a subscrição de até R$ 300 milhões no fundo de investimento em participações Alaof V Brasil. Segundo o banco, o valor efetivamente aplicado está limitado a 25% do total subscrito no fundo. Com apoio indireto de instituições financeiras e agências de desenvolvimento internacionais, o fundo poderá dispor de até R$ 1,2 bilhão para alavancar negócios no Brasil. 

A intenção é, com os recursos, oferecer aportes que podem variar entre  R$ 80 milhões e R$ 300 milhões em cada negócio. Além do dinheiro, a gestora afirma que terá influência sobre as principais decisões operacionais, financeiras e estratégicas das empresas, a fim de gerar mais valor para elas. Diz ainda que buscará implementar níveis internacionais de governança, transparência e responsabilidade socioambiental nas companhias apoiadas.

Empresas de diversos setores

De acordo com o BNDES, o fundo buscará investir principalmente em empresas de médio porte de diferentes setores, como saúde, educação, farmacêutico, consumo e varejo, tecnologia e gestão de resíduos, entre outros. O fundo deverá ter duração de dez anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois. 

O período de investimento poderá durar entre 5 e 7 anos. Após esse tempo, o fundo terá um período dedicado a gerir e eventualmente se desfazer de suas participações, remunerando o BNDES e os demais cotistas. 

O Alaof V Brasil é gerido pela Alaof do Brasil, gestora do grupo ACON Investments no Brasil. Foi um dos quatro fundos de private equity selecionados por meio de chamada multissetorial realizada pelo BNDES em dezembro de 2018.

 

Edição: Kleber Sampaio

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