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Privilegiada mulher do Secretário de Segurança Pública do DF é nomeada na Câmara Legislativa DF triplicando salário

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nomeou a mulher do Secretário de Segurança Pública do DF, Andersn Torres(foto),  para trabalhar como assessora do setor do Cerimonial. Com o novo cargo, o salário dela será quase triplicado.

Flávia Sampaio Torres é funcionária de carreira do Banco do Brasil e tinha a função de assistente operacional júnior, com salário de R$ 4,2 mil. Agora na Câmara, o salário dela vai para R$ 12,2 mil.

Flávia Sampaio Torres disse que a nomeação dela “seguiu todos os trâmites legais previstos” e que “não há nenhuma irregularidade ou ilegalidade no processo”. A nomeação da esposa do secretário foi publicada numa edição extra do Diário da Câmara, do último dia 15. Pode não haver ilegalidade, mas há, sim, imoralidade.

O ato foi assinado pelo presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB). Procurada, a assessoria da Câmara Legislativa do Distrito Federal disse que “a servidora é funcionária pública capacitada e de carreira”.”Ela vai desempenhar suas funções no setor de cerimonial da Casa, que está com carência de servidores”, informou a CLDF.

O Legislativo disse ainda estar se organizando para a volta aos trabalhos presenciais, de acordo com as recomendações das autoridades sanitárias. A reportagem havia perguntado sobre as funções de Flávia Sampaio, enquanto assessora do cerimonial, em um momento em que as atividades parlamentares presenciais estão reduzidas, por causa da pandemia do coronavírus.

Na avaliação do cientista político André Rosa, nomeações desse tipo deveriam ser evitadas. “A indicação de parentes e familiares para cargos de confiança estabelece uma relação de reciprocidade de relação pessoal no imaginário dos cidadãos e dos eleitores, o que não tem nada a ver com ética na política”, disse ele.

Otavio Ventureli(de Brasilia)

 

 

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Mais um caso: Por erro do Hospital São Luis em Cáceres MT e sem funeral, idoso é sepultado no lugar de paciente suspeita de Covid-19

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A família da idosa Alaíde Rosa de Aquino, de 81 anos(foto), que morreu supostamente por Covid-19, nesta terça (26), em Cáceres MT, registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar, ao tomar conhecimento de que um outro idoso havia sido enterrado no lugar dela, para surpresa e revolta de seus filhos e netos.

A idosa, que morava em São José dos Quatro Marcos(MT, estava internada no Hospital São Luiz, em Cáceres, e, depois que ela morreu, de acordo com a neta dela, Patrícia Ribeiro de Aquino, 30, o hospital encaminhou à funerária o corpo trocado.

A troca ocorreu no contexto da pandemia, que impede velório e sepultamento coletivos, para evitar contágio, sendo assim, a princípio, ninguém percebeu o erro.

Patrícia diz que estão todos muito abalados, das duas famílias, com a morte e com a troca de corpos. Ela relata que, no sábado (23), dona Alaíde passou mal, com a pneumonia que já vinha tratando em casa.

A ambulância a levou para Cáceres(MT). Na segunda (25), ela teve uma parada cardíaca e o quadro de saúde dela agravou ainda mais. Ontem, 10h30, não resistiu a uma segunda parada cardíaca e morreu. “A pressão estava caindo muito, o coraçãozinho dela não aguentou”, lamenta a neta.

A família diz não ter obtido informações prévias de que a idosa tinha sido contaminada pelo coronavírus e contesta este diagnóstico. Mesmo assim teriam colhido amostras para exame e o resultado só sai em 5 dias.

Na certidão de óbito, a causa consta como síndrome respiratória aguda grave, com suspeita de Covid-19. Médicos explicaram que isso era necessário por questão de protocolo e, por isso, não teria como fazer as honras funerária tradicionais.

“Quando a funerária foi buscar o corpo (de Alaíde), para enterrar, liberaram o corpo de outro idoso e não da minha avó, mãe do meu pai, que também é cardíaco e está muito abalado com tudo isso”, detalha Patrícia.

A família do idoso enterrado no lugar de Alaíde, identificado como Adélio João de Souza, também registrou boletim de ocorrência, informando que ele sofreu infarto dia 20 e ontem, às 14h, faleceu. O filho dele, quando foi assinar papeladas de liberação do corpo, teve a surpresa. Seu pai já estava enterrado, sem velório, no lugar de dona Alaíde.

 

Otavio Ventureli(com rdnews.)

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Por 74 votos favoráveis nenhum contrário e uma abstenção Senado aprova projeto de lei para prorrogação de pagamento de dívidas rurais

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Os senadores aprovaram nesta terça-feira (26), por 74 votos favoráveis, nenhum contrário e uma abstenção, um projeto de lei que prorrogada pelo período de 12 meses o prazo para o pagamento das dívidas rurais.

A medida, de autoria do senador Mecias de Jesus(foto), usou como base a pandemia causada pelo novo coronavírus para prorrogar as operações de crédito nas modalidades de comercialização, custeio e investimento.

Para que seja implementada a mudança, o projeto ainda precisa ser apreciado pela Câmara dos Deputados. Se for alterado, volta para ao Senado antes de ser encaminhado para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Pela proposta, serão beneficiadas as operações formalizadas por contrato, individual, grupal ou coletivo no âmbito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e da reforma agrária.

Segundo o autor da proposta, a pandemia tem resultado em uma pressão aos pequenos agricultores e seus familiares com relação às dívidas adquiridas.

A prorrogação valerá para as transações que tenham vencimento entre os dias 1º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2020.

Procurado pela reportagem, o Banco do Brasil não quis se manifestar sobre a quantidade de créditos que poderiam ser beneficiados pela medida nem o impacto financeiro.
O banco afirmou que irá aguardar o término da tramitação do projeto para emitir um posicionamento.

Em seu parecer, o relator, Zequinha Marinho (PSC-PA), chegou a incluir os grandes agricultores, o que segundo, resultaria em “90% das dívidas rurais do país seriam beneficiados pela medida”.

A alteração, contudo, foi criticada pelos parlamentares, que pediram a retomada do texto original tratando apenas dos pequenos agricultores e agricultores familiares. Ao final da discussão, foram acrescentados os agricultores beneficiados pela reforma agrária.

“Ouvimos as lideranças e vamos fazer esse ajuste, prevendo que se aplique exclusivamente no âmbito da agricultura familiar, não atende ao médio e grande produtor”, disse o relator. “A presente medida é fundamental para socorrer os pequenos produtores rurais neste crítico momento social, econômico e político”, completou o autor da proposta.

Em seu parecer, o relator analisou 26 emendas apresentadas à proposta, das quais acolheu nove. O senador chegou a receber sugestões feitas pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura), que pediu uma melhora no prazo de reembolso das parcelas prorrogadas para até um ano após o vencimento original.

Depois de conversa com os líderes, Marinho manteve o texto original pelo período de 12 meses para a prorrogação.
“O prazo de um ano protege e facilita a vida da parte mais fraca que é o agricultor familiar”, disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

De acordo com a proposta, os saldos devedores das operações prorrogadas serão apurados com base nos encargos contratuais, excluídos quaisquer bônus, sem o cômputo de multa, mora, quaisquer outros encargos por inadimplemento ou honorários advocatícios.

A prorrogação das operações de crédito rural previstas pelo projeto não implicará em restrição bancária nem qualquer limitação para concessão de novos financiamentos para a safra 2020/2021.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) defendeu o texto final, abrangendo os agricultores familiares.

“Eu quero dizer que o governo, por entendimento com o relator e o senador Messias de Jesus sempre esteve aberto em construir o entendimento ao agricultor familiar”.

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