Política Nacional

Projeto do Senado inspira estudantes para Prêmio De Olho na Educação, no DF

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Alunos de escolas públicas do Distrito Federal vão produzir vídeos baseados no projeto Orçamento Fácil, do Senado. Os melhores trabalhos vão concorrer ao 1º Prêmio De Olho na Educação, concurso organizado pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), do qual o Senado é um dos 15 órgãos públicos parceiros.

Orçamento Fácil é uma uma série de animações que visa explicar a importância do orçamento público e como ele é elaborado no Brasil. O projeto é tocado em conjunto pela Secretaria Agência e Jornal do Senado e a Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle da Casa. O conteúdo da série, que já tem 17 episódios publicados em canal próprio no YouTube e em página na internet, será a base para que os estudantes produzam seus próprios vídeos em uma das atividades do concurso.

— Toda a regulamentação dessa etapa da premiação ainda está em fase de elaboração pela CGDF — diz Daniel Pinto, subchefe de gabinete da Diretoria-Geral do senado.

Daniel apontou mais duas etapas da participação do Senado no De Olho na Educação. Nos dias 28 e 29 de outubro e 11 e 13 de novembro, a Coordenação de Visitação Institucional e de Relacionamento com a Comunidade oferecerá visita guiada a 385 estudantes dos ensinos fundamental e médio. Também em novembro, o Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) disponibilizará um curso sobre a Lei Maria da Penha, na modalidade ensino a distância (EAD), para mais 350 alunos.

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Transparência

— É por meio da atuação nas escolas que se forma a cidadania e se afirma o conhecimento que será aplicado em áreas como saúde, trabalho, equidade de gênero e segurança. Com participação, empatia e respeito para com o próximo, criaremos cidadãos decididos a cuidar da sua comunidade — diz a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

A participação do Senado no concurso também se deu por meio de palestras ministradas por servidores da Casa aos alunos participantes sobre temas como democracia, papel do Legislativo, transparência e responsabilidade e controle social dos órgãos públicos.

— A gente deu uma introdução do que é responsabilidade social e apresentou as ações do Senado nessa linha, baseadas no tripé sustentabilidade, acessibilidade e no programa de equidade de gênero e raça — conta Marcio Tancredi, diretor-executivo de Gestão.

Premiação

O objetivo do 1º Prêmio De Olho na Educação é estimular a participação de alunos, professores e servidores de escolas em ações cidadãs e de controle social para solucionar problemas e promover boas práticas. O projeto estimula atividades de transparência, educação legislativa e fiscal, prevenção à corrupção e temas de fomento ao controle social e formação cidadã.

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Participam do programa alunos dos ensinos fundamental e médio de oito escolas do DF, que formarão equipes para disputar três categorias. Eles terão que cumprir atividades em áreas como cidadania, auditoria cívica e transparência, nas quais somarão pontos.

O resultado final será divulgado em dezembro. As escolas, equipes e professores vencedores receberão prêmios em dinheiro e viagens.

Fonte: Agência Senado

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Desembargador mantém afastamento de ex-presidente da Palmares

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Sérgio Camargo e Bolsonaro arrow-options
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Bolsonaro disse que pretende reconduzir Camargo à presidência da Fundação Palmares

O desembargador Fernando Braga Damasceno negou pedido da União para reconduzir o jornalista Sérgio Camargo à presidência da Fundação Cultural Palmares , entidade de responsável por incentivar atividades culturais de matrizes africanas no Brasil. De acordo com o magistrado, o governo não justificou motivos suficientes que levariam à derrubada da liminar que suspendeu a nomeação de Camargo, decretada pela 18ª Vara Federal de Sobral, no Ceará.

“A União sustenta que a manutenção da decisão agravada causaria ‘grave danos na prestação dos serviços públicos que serão paralisados, face à ausência de um comando de gestão na Fundação'”, aponta Damasceno.

Para o magistrado, no entanto, a alegação não parece “não parece caracterizar o dano qualificado” por não levar a uma “situação de falta de comando” na Fundação Cultural Palmares.

Nesta sexta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro que pretendia reconduzir Camargo à presidência da Fundação Palmares caso o recurso fosse aprovado . A suspensão de Camargo foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta após decisão do juiz Emanuel José Matias Guerra, da 18ª Vara Federal do Ceará.

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Antes de assumir a presidência da Fundação Palmares, em 27 de novembro, Camargo já chegou a publicar em suas redes sociais que há “racismo nutella” no Brasil e que “racismo real” só existe nos Estados Unidos.

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“Racismo real existe nos EUA. A negrada [sic] daqui reclama porque é imbecil e desinformada pela esquerda”, diz uma publicação no Facebook do jornalista, que também já revelou ser contra o Dia da Consciência Negra.

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Em podcast sobre história, Leila Barros interpreta a 1ª senadora do Brasil

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A senadora Leila Barros fez uma participação especial no Arquivo S, podcast do Senado sobre a história do Brasil. No mais novo episódio, que acaba de ir ao ar, Leila interpretou discursos que Eunice Michiles, a primeira senadora do país, fez durante seu mandato, entre 1979 e 1987.

— É uma honra dar voz à primeira mulher a chegar ao Senado — disse Leila, no estúdio da Rádio Senado, após a gravação. — Confesso que só conheci a história de Eunice Michiles agora, ao me preparar para fazer esta participação no podcast. Fiquei fascinada. Eunice foi uma desbravadora, enfrentou obstáculos e preconceitos num ambiente tipicamente masculino. Ela deveria servir de inspiração para todas as mulheres do Brasil.

Para escutar o Arquivo S, basta fazer uma busca em algum aplicativo de podcast ou de streaming de música (como Deezer e Spotify) com as expressões “Arquivo S” e “Senado”. Um episódio novo é levado ao ar todo dia 15.

O episódio do qual Leila participa mostra que, em 1979, os senadores receberam Eunice Michiles com poemas, flores e chocolates e que, por causa dela, o Senado precisou construir às pressas um banheiro feminino nas imediações do Plenário, pois só havia banheiro para os homens. O podcast também revela que, nos oito anos de mandato, os senadores engavetaram todos os projetos de Eunice que concediam direitos às mulheres.

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Num dos discursos encenados por Leila Barros, Eunice denunciou o machismo generalizado no Brasil de 40 anos atrás:

— Como primeira senadora, sinto os olhares de milhões de mulheres na expectativa de que lhes saiba interpretar as reivindicações. O Código Civil nos coloca ao nível do índio, da criança e do débil mental. Somos fruto de uma cultura patriarcal e machista, onde a mulher vive à sombra do homem e rende obediência ao pai, ao marido ou, na falta deste, ao filho mais velho. Em 1979, temos muito a melhorar.

O podcast reconstitui capítulos importantes da história do Brasil a partir dos documentos guardados no Arquivo do Senado. Locutores da Rádio Senado interpretam senadores de diversas épocas, desde os primórdios do Império até os anos mais recentes da República, e jornalistas da Agência Senado explicam cada contexto histórico. 

— O Arquivo S usa uma linguagem mais simples e jovial, o que é importante para atrair os jovens para a história. É por meio do conhecimento da história que nós enxergamos os erros e os acertos do passado, refletimos sobre eles e, assim, podemos decidir como vamos construir o futuro — afirmou Leila.

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Resultado de uma parceria entre a Agência Senado, a Rádio Senado, o Núcleo de Mídias Sociais e o Arquivo do Senado, o podcast deriva do Arquivo S que desde 2014 é mensalmente publicado em forma de reportagens no Portal Senado Notícias e anualmente compilado em livro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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