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Qual o momento de usar laxantes? Entenda como o medicamento funciona

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Quem sofre de problemas intestinais com certeza já se deparou com uma dúvida: qual o momento de recorrer aos laxantes e quando eles podem fazer mal? O medicamento, que promete acelerar o trânsito intestinal, traz um alívio quase imediato para os sintomas da prisão de ventre, mas também pode representar danos sérios a longo prazo. 

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Laxantes: uso frequente pode gerar sintomas piores do que a constipação

De acordo com a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, recorrer ao laxante  pode ser muito prejudicial ao intestino e ocasionar danos nas terminações nervosas. “Em um primeiro momento, o intestino só irá funcionar a base dessa substância. Com o uso frequente, porém, surgem problemas nas terminações nervosas intestinais e o órgão começa a não funcionar como antes, necessitando de doses mais altas”, reforça.

Há vários tipos de laxantes disponíveis no mercado brasileiro. Eles variam de acordo com o modo de ação. O laxantes osmóticos atuam mantendo o conteúdo fecal mais úmido. Os emolientes são oleosos e atuam amolecendo as fezes, o que facilita a movimentação e a eliminação pelo reto. Já os laxantes catárticos aumentam o trânsito intestinal. 

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Por interferir diretamente na mucosa do intestino, a última categoria é a mais utilizada e também a que merece mais atenção, pois pode causar inflamações no órgão, entre outros problemas após o uso prolongado.

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Os laxantes, todavia, não são proibidos em situações pontuais em que o desconforto torna-se incapacitante, mas é importante estar atento à dosagem: embora seja comum, a automedicação nunca é indicada e apenas um profissional de saúde pode analisar cada caso. 

Independentemente da gravidade do caso, a profissional ainda destaca a importância de uma mudança de hábitos permanente que fará toda a diferença e te ajudará em casos de prisão de ventre .

“Antes de partir para o uso do laxante é preciso realizar uma mudança de hábitos na alimentação, manter-se hidratado, consumir probióticos e inserir atividade física na rotina”, diz.

Dicas caseiras que pode ajudar seu intestino

De acordo com Silvia Ribeiro, “uma dica é tentar estratégias caseiras como sucos laxativos com frequência e tentar educar o intestino para funcionar em um mesmo momento diariamente”, diz. Entre as opções que podem ser inseridas na alimentação, estão alimentos estimulantes e ricos em fibras. Veja algumas dicas de alimentos que devem entrar na sua rotina: 

  • Aveia
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Ideal no café da manhã, a aveia talvez seja a opção mais conhecida entre os cereais ricos em fibras. E se o senso comum diz que ela pode ajudar o intestino preso, não está errado. O indicado, para pessoas com constipação, é comer três porções de grãos integrais por dia. 

  • Feijão

O prato mais tradicional dos brasileiros também pode ser um aliado contra a prisão de ventre. O alimento possui uma combinação de fibras solúveis e insolúveis, que diminuem o ressecamento das fezes e aumentam o volume, facilitando a evacuação. 

  • Brócolis

Além de uma excelente fonte de proteínas e vitaminas, o brócolis – velho conhecido da alimentação saudável – também possui fibras essenciais que auxiliam no trânsito intestinal. 

  • Café 

Se você tem vontade de ir ao banheiro logo após aquela primeira xícara de expresso, não é o único. Já existem estudos que apontam o ação do café como estimulante intestinal, ainda que haja fibras em sua composição. 

Fonte: IG SAÚDE

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Incidência de lesões graves na medula aumenta no verão, diz médico

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A incidência de lesões graves na medula (trauma raquimedular) aumenta no verão. O alerta é da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC).

Segundo a SBC, no verão, os acidentes causados pelo mergulho em águas rasas constituem a segunda principal causa das lesões medulares. Fora da estação quente, tais acidentes ocupam a quarta posição.

Entre as vítimas deste tipo de acidente, 90% são jovens, na faixa etária de 10 a 25 anos. “Na totalidade, esses casos são graves. O [resultado] mais frequente é a tetraplegia, em que os pacientes perdem os movimentos do pescoço para baixo. E esse trauma, da lesão medular, por acidente de mergulho, pode vir ainda acompanhado por um traumatismo craniano”, ressaltou o médico André Sugawara, especialista em fisiatria da Rede Lucy Montoro de Reabilitação.

De acordo com o médico, a prevenção é o melhor caminho para evitar um acidente ao mergulhar.

As recomendações principais são: não exagerar no consumo de bebida alcoólica e jamais mergulhar de cabeça. “Não existe profundidade segura. Qualquer mergulho é passível de resultar em um traumatismo na coluna. Entre andando na água e saia andando”, aconselhou Sugawara.

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC Saúde

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Anvisa interdita todas cervejas produzidas pela Backer

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as cervejas produzidas pela Backer cuja data de validade seja igual ou posterior a agosto de 2020. A medida foi anunciada hoje (17) pela autarquia. A decisão foi tomada após os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelarem a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em seis outras marcas de cervejas produzidas pela Backer, além da marca Belorizontina.

Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. Quatro mortes por intoxicação após o consumo da cerveja foram confirmadas. Mais 14 pessoas estão internadas.

Segundo a Anvisa, exames podem mostrar que a fonte de contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não apenas pontual. Considerando que outros lotes de produtos da Backer podem estar comprometidos, a agência decidiu pela medida, em caráter cautelar.

Assim, os lotes de cerveja da empresa Backer com validade igual ou posterior a agosto de 2020 não podem ser entregues ao consumidor. A orientação é para que estas cervejas não sejam consumidas caso já tenham sido adquiridas. Os comerciantes devem retirar o produto das prateleiras. No início da semana, o Ministério da Agricultura havia determinado o recolhimento de todas as cervejas da Backer das prateleiras.

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O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais. O monoetilenoglicol, embora de menor toxicidade, também tem a presença em bebidas vedada por não fazer parte da composição destas.

O monoetilenoglicol é usado para refrigerar a água usada no preparo da cerveja, mas não deve entrar em contato direto com ela. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura investigam como a contaminação ocorreu.

Edição: Fábio Massalli
Fonte: EBC Saúde

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