Política Nacional

“Queiroz não agiu sem o conhecimento de seus superiores hierárquicos”, diz MP

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Fabrício Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro durante seu trabalho na Alerj

O Ministério Público do Rio aponta, na investigação sobre a “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que o ex-assessor Fabrício Queiroz não agiu sem o conhecimento de seus superiores hierárquicos ao recolher parte dos salários de outros funcionários.

Leia também: Bolsonaro insinua armação de Witzel em operação contra Flávio e ex-assessores

A afirmação é feita ao menos duas vezes no documento que os promotores encaminharam à Justiça para pedir a operação de busca e apreensão, realizada ontem. O MP cita uma troca de mensagens entre Queiroz e uma ex-assessora apontada como fantasma, Danielle Nóbrega, como prova.

“Fabrício Queiroz não agiu sem o conhecimento de seus superiores hierárquicos como alegou sua defesa nos autos do Procedimento Investigatório Criminal, pois o próprio revelou para Danielle Mendonça que retinha contracheques para prestar contas a terceiros sobre os salários recebidos pelos ‘funcionários fantasmas’ e os percentuais retornados (‘rachadinhas’) à organização criminosa”, diz o documento. 

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Política Nacional

Olavo de Carvalho recebe alta hospitalar após crise respiratória

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O “guru” do presidente Jair Bolsonaro , o escritor Olavo de Carvalho , recebeu alta, neste sábado (22), após ter sido internado em um hospital por conta de uma crise respiratória.

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A informação foi divulgada em seu perfil nas redes sociais.


De acordo com Olavo, a crise respiratória foi em decorrência de uma cirurgia realizada em 2018 de retirada de um tumor de nascença em suas costas. Olavo afirmou que, agora, foi internado no hospital por dois dias.



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Política Nacional

Blocos de rua e desfiles esquentam a já antiga relação política e carnaval

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Reprodução/ Instagram @thiago_nego_braz

Bloco de Belo Horizonte protesta contra governador do Estado

O clima político presente nos desfiles de escola de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo também esteve presente nos cortejos e nas fantasias dos blocos de rua de duas capitais brasileiras neste sábado (22) de carnaval.

Em Belo Horizonte, o Então, Brilha levou milhares de foliões em cinco horas de cortejo na manhã do primeiro dia oficial de carnaval no clima de crítica ao governador de Minas, Romeu Zema e à Polícia Militar.

Uma exigência feita pelo Corpo de Bombeiros às vesperas da folia, referente aos trios elétricos, impediu que alguns blocos da capital mineira desfilassem neste ano. O Juventude Bronzeada, um dos blocos mais tradicionais da cidade, cancelou o seu cortejo.   

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Da política também saiu a solução do problema. Ao menos dez blocos do carnaval belo-horizontino que teriam seus desfiles cancelados desfilaram com carros cedidos pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE). Entre eles, o bloco Fúnebre, que desfilou na noite de sexta-feira (21).

“O que a Polícia Militar e o governo Zema tentaram fazer contra o Carnaval de BH é um atentado contra a cultura, o turismo e a economia mineira”, afirmou em sua conta do Facebook o organizador do Volta Belchior e representante da Santa Tereza Independente Liga (SI LIGA).


A imagem ilustra o trio elétrico da CUT, já posicionado na Praça da Bandeira para ser usado pelo Bloco Fúnebre, na última sexta-feira.

Fantasias

Os foliões também usaram suas fantasias para demonstras suas posições políticas com a participante do Então, Brilha que homenageou a vereadora Marielle Franco .

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Ainda não superei o @entao_brilha_ gente! ? Coisa mais linda! ?

Uma publicação compartilhada por Natália Alvarenga (@nahalvarenga) em 4 de Mar, 2019 às 6:32 PST


No Bloco Volta, Belchior além de se divertir, foliões mostravam suas críticas ao governo federal.

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#foramilicianos #carnaval #voltabelchior

Uma publicação compartilhada por Alexandre Amaro (@alexandreamaro_) em 22 de Fev, 2020 às 10:36 PST


No Rio de Janeiro, o desfile do Prata Preta também trouxe fantasias ironizado a fala do ministro Paulo Guedes sobre domésticas indo para a Disney.

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Ei Guedes vai tomar no cu!!! #pratapreta

Uma publicação compartilhada por Nádia Pereira de Carvalho (@nadiaperere) em 22 de Fev, 2020 às 9:07 PST


Nas avenidas

O tom de crítica do Carnaval 2020 começou nos sambódromos do Rio de Janeiro e São Paulo já nos primeiros desfiles do ano.

A Escola Acadêmicos de Vigário Geral que participou em 2020 da Série A carioca, divisão de acesso do Carnaval do Rio, abriu seu desfile da com uma alegoria que retrata o palhaço Bozo com a faixa presidencia l e fazendo o gesto de “arminha” com as mãos.

Vigário Geral abre desfile no Rio com Bolsonaro de “Bozo” e fazendo arminha

A Vigârio Geral levou à avenida o enredo “O Conto do Vigário”, de Alexandre Costa, Lino Salles, Marcus do Val e Rodrigo Almeida, sobre as mentiras contadas por políticos no País.

Já na cidade de  em São Paulo, a atual campeã Mancha Verde entrou na avenida com o samba-enredo “Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!”, criticando a relação entre política e religião.

Uma das alas foi toda dedicada à frase “meninos vestem azul, meninas vestem rosa” da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves

No desfile da Mancha, a frase de Paulo Guedes sobre as domésticas também foi lembrada. Em um dos carros alegóricos uma foliã estava com um uniforme de doméstica, um passaporte e orelhas de Mickey, símbolo da Disney.

Relação antiga

O carnaval brasileiro sempre foi um espaço de debate político. O Prata Preta é um bloco de historiadores que desfila há 15 anos nas ruas do Rio de Janeiro e sempre abordou temas políticos.

“O Prata Preta é um bloco político , que carrega resistência, e feito por pessoas que pautam a luta por igualdade de direitos. O momento que a gente tá vivendo hoje no carnaval do Rio de Janeiro, em termos de repressão, nos preocupou ao longo do ano, mas estamos aqui para brincar, pular e curtir com alegria. Todo mundo se respeita”, afirma Kiev Medeiros, porta-estandarte e diretora do Prata Preta.

No Facebook, o organizador do bloco Volta, Belchior també relaciona a política ao carnaval em Belo Horizonte quem vem crescendo anualmente após tomar as ruas da cidade há cerca de dez anos.

“O Carnaval de BH renasceu político e rebelde e para sempre assim será. Agora é hora de pular a folia, se divertir e lutar. Mas após o período carnavalesco, temos que nos organizar para exigir a aprovação de uma Lei do Carnaval, pois só ela pode institucionalizar a festa para não ficarmos dependentes dos humores de pessoas inescrupulosas como as que tentaram acabar com o evento”, diz Kerison na rede social.

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