Momento Educação

Redações do Enem serão corrigidas por 5,1 mil avaliadores

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Neste ano, 5.168 avaliadores serão responsáveis pela correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As provas foram feitas domingo passado (3), por 3,9 milhões de estudantes de todo o país.

A nota do Enem deverá ser divulgada em janeiro, em data ainda a ser definida. Depois disso é que os candidatos terão acesso ao espelho da redação, com detalhes da correção, em data ainda não definida. A consultua serve apenas para fins pedagógicos. O candidato não pode interpor recurso.

O processo de seleção é feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), integrante do consórcio aplicador do Enem, sob a supervisão do Inep. Para ser avaliador é preciso ter diploma em letras, língua portuguesa ou linguística, além de preencher diversos outros requisitos. O candidato não pode estar inscrito no Enem 2019, nem ter parente em primeiro grau – pai, mãe, filho ou cônjuge – participando do exame, mesmo que na condição de treineiro, que fazem a prova apenas para testar os conhecimentos.

Processo de seleção

Os avaliadores estão agora passando por uma capacitação a distância de 93 horas, com nove módulos. Durante o curso, o candidato deve resolver questões sobre as competências do Enem em um determinado tempo, e, se tirar zero, será eliminado da seleção.

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O exercício final é composto por 30 redações, que devem ser avaliadas em três horas. As redações já têm uma nota de referência, e, se houver grande discrepância entre a nota atribuída e a nota de referência, o candidato a avaliador recebe nota zero.

Ainda este mês, os candidatos com melhor desempenho serão selecionados para participar da capacitação presencial nos polos regionais, com duração de 16 horas. Neste ano, são 16 polos de avaliação no país, com a atuação de 272 supervisores.

Os avaliadores devem entregar, nesta ocasião, termo de sigilo impresso e assinado. Após o curso, os corretores fazem ainda um pré-teste com 50 redações. Eles devem atribuir notas para as cinco competências avaliadas no Enem. Essa fase é obrigatória e eliminatória.

Correção

Apenas depois de aprovados em todo esse processo, os corretores receberão as redações do Enem 2019. Serão até 200 redações por dia, com o compromisso de avaliar mais de 150 textos a cada três dias. Os corretores continuam sendo avaliados nesta etapa. A cada 50 redações, eles recebem duas já avaliadas por uma equipe de especialistas. Essas redações servirão para analisar o desempenho do corretor.

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O tema da redação este ano foi Democratização do acesso ao cinema no Brasil. Os textos são avaliados em cinco competências, cada uma delas, valendo 200 pontos. A nota máxima da redação é mil. 

Cada redação será corrigida por duas pessoas. A nota final do estudante será a média aritmética das duas notas. Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passará por um terceiro avaliador.

Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação será avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante. 

 

Edição: Aline Leal

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Momento Educação

Capes deve liberar R$ 7 milhões para pesquisas na Amazônia Legal

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lança nesta quarta-feira (20) quatro iniciativas para o desenvolvimento da pós-graduação nos estados da Amazônia Legal, que corresponde a 59% do território brasileiro e engloba a totalidade de oito estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), além de parte do Maranhão.

Os anúncios vão ser feitos durante o Encontro Capes com a Amazônia Legal, que vai ocorrer de hoje até o dia 23 deste mês na Universidade Federal do Amazonas.

Segundo a Capes, a primeira medida será a assinatura de um acordo para aumentar a fixação de pesquisadores na região, reduzir as diferenças regionais no sistema nacional de pós-graduação e ampliar o apoio ao desenvolvimento científico.

Outra iniciativa prevê a liberação da segunda parcela de R$ 3,5 milhões do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia (Procad Amazônia), destinada ao apoio a projetos de pesquisa conjuntos que construam redes de cooperação acadêmica.

Mais R$ 3,5 milhões irão para a formação de enfermeiros, no segundo edital da parceria com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Conforme a Capes, no primeiro edital, lançado em 2016, foram formados 140 alunos em 16 programas de mestrado.

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A quarta medida será a concessão de 50 bolsas de pesquisa (25 de mestrado e 25 de doutorado) para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Edição: Kleber Sampaio

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Momento Educação

Institutos federais receberão R$ 60 milhões para usinas fotovoltaicas

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O Ministério da Educação (MEC) liberou R$ 60 milhões para compra e instalação de 852 usinas fotovoltaicas, que usam a radiação gerada pelo sol para produzir energia, em 38 institutos federais, dois centros de educação tecnológica e no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Segundo o MEC, o objetivo é gerar economia de energia elétrica. A previsão é que sejam poupados R$ 17,7 milhões por ano. Cada placa solar deverá ser usada por pelo menos 25 anos.

Conforme o MEC, cada placa solar deve gerar em média 30,3 MWh/ano de energia ao ano, o que corresponde a uma redução de R$ 20,8 mil nas contas de luz de cada instituição. O valor vai variar de acordo com tarifa da concessionária de energia de cada estado. Cada placa solar tem, em média, vida útil superior a 25 anos.

Em nota, o MEC afirma que o que for economizado poderá ser destinado para ensino, pesquisa e extensão dos campi. “Somente em 2018, as instituições gastaram R$ 168 milhões com energia elétrica.”

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A estimativa é que, com as novas usinas, mais de 5 mil toneladas do gás poluente dióxido de carbono deixem de ser emitidas para a atmosfera.

Título alterado às 19h23 para adequação de informação

Edição: Nádia Franco

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