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Rede SUS tem 400 leitos de UTIs com respiradores em MT, mas expectativa é criar mais 600, segundo o Ministério da Saúde

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Diante do avanço do novo coronavírus (Covid-19), o Ministério da Saúde e o Governo de Mato Grosso buscam alternativas para garantir ampliação de leitos em unidades de tratamento intensivo (UTI), e equipamentos essenciais ao tratamento de pacientes que apresentarem quadro clínico grave, como respiradores pulmonares. Foi o que disse o Ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta(na foto, a esquerda, ao lado do Presidente Bolsonaro).

Atualmente, o Estado de Mato Grosso conta mil UTIs públicas e privadas equipadas com estes tipos de aparelhos.

Mas, a expectativa é criar pelo menos 600 novas vagas para atendimento aos pacientes graves da doença, segundo previsão do Ministro Mandetta.

“A princípio, não existe um leito de UTI sem respirador. No Estado, são mais de mil leitos de UTIs. Desses. os disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são em torno de 400 e cerca de 600 estão na rede privada”, informou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, durante coletiva à imprensa.

Os respiradores são equipamentos médicos que ajudam as pessoas a respirar quando o sistema respiratório apresenta dificuldades de funcionar plenamente, como acontece com as pessoas que contraem a Covid-19 e apresentam quadros clínicos graves.

O acesso a esses leitos com respiradores é uma das maiores preocupações das autoridades da saúde que atuam no combate à pandemia.

Tanto que, para não comprometer essas vagas hospitalares, cirurgias eletivas estão sendo suspensas.

Conforme Figueiredo, o Governo viabiliza um incremento substancial desses leitos nas unidades da rede hospitalar que compõem o sistema público e, logicamente, todos devidamente equipados.

“São aproximadamente 600 novos respiradores para serem utilizados não apenas nos novos leitos de UTIs, mas também nas enfermeiras porque existe um trabalho inicial na parte clínica do paciente que quando chega para atendimento é feito nas enfermarias”, disse, destacando que cerca de 3,5% dos pacientes é que vão ser direcionados à UTI.

Entre os investimentos, está a construção de 200 novas vagas no Hospital Metropolitano, que fica em Várzea Grande, com investimento da ordem de R$ 2,5 milhões.

Por outro lado, Figueiredo observou que não dá para prever em quanto tempo um possível colapso possa afetar ou não o sistema público de saúde diante de um aumento no número de casos da doença no Estado.

“Não dá para prever isso. Não é o tempo que vai fazer entrar em colapso. São os números de casos acima da nossa capacidade de atendimento. Esse comportamento não é uniforme em nenhum país. Tem país, por exemplo, que, dentro dele mesmo, sequer teve caso confirmado. Cada país tem mostrado uma característica diferente”, explicou.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, chegou a dizer que, em cerca de 60 dias, o sistema no país entraria em colapso.

Já o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista à CNN Brasil, transmitida na noite de sábado (21), que o ministro, inicialmente, exagerou na reação ao coronavírus, e disse que isso não vai acontecer, apesar do aumento de casos e de mortes em decorrência da doença no país.

 

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Número de casos suspeitos de Coronavírus aumenta em MT segundo a Secretaria de Saúde. Passa de 385 para 556

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O número de casos suspeitos de coronavírus chegou a 556 em Mato Grosso, nesta sexta-feira (27), conforme anúncio da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O número de casos confirmados, no entanto, permanece o mesmo da quinta (26), 11 casos, sendo 8 em Cuiabá, dois em Várzea Grande e um em Nova Monte Verde. Os pacientes têm idade entre 26 a 50 e apenas um, de 45 anos, está internado.

“Cresce de forma bastante significativa o número de casos suspeitos. Tínhamos informados aos senhores no último boletim que os municípios que iam classificar os casos suspeitos, por isso já começa a avolumar o número de casos suspeitos”, disse o secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo(foto), em coletiva de imprensa virtual.

De acordo com a Nota Informativa divulgada pela secretaria, 18 pacientes com suspeita da doença em Cuiabá estão internados em leito de enfermaria e 10 em Unidade de Terapia Intensiva.

No município de Sorriso, 6 suspeitos estão em enfermaria e 1 na UTI. Em Tangará da Serra são 4 suspeitos em enfermaria e 1 na UTI. Em Barra do Garças dois pacientes com suspeita de COVID-19 estão internados em leito de enfermaria.

Ao todo, são 42 pacientes com suspeita da doença internados em 4 municípios. Gilberto informou que neste sábado (28) o Estado deve tomar conhecimento dos resultados feitos nos 12 pacientes internados na UTI.

 

Otavio Ventureli(com Assessoria)

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Propostas de suspensão de cobrança de pedágios em rodovias do País em virtude do Coronavírus não agradam setores do transporte

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Entidades representativas do setor de transportes e infraestrutura reagiram nesta sexta-feira, 27, as propostas que buscam suspender a cobrança de pedágio nas rodovias brasileiras enquanto durar o período de enfrentamento ao novo coronavírus. Já há pelo menos três projetos no Congresso sobre o tema.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi uma que veio a público para repudiar a ideia. Segundo a entidade, a isenção do pagamento não beneficiaria as empresas do setor, já que o valor cobrado pelo pedágio é repassado ao usuário. “Quem cumpre a lei não quer que as cancelas sejam levantadas”, disse o presidente da CNT, Vander Costa, em nota.

Uma posição também enfática veio da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Em documento, a entidade chama medidas como a liberação de pedágios de “atípicas e oportunistas”.

A CNT observa ainda que a regra da cobrança de pedágio no Brasil é fruto de licitações para a construção e manutenção das rodovias. “Suspender cancelas seria quebrar contratos”, afirmou.

Segundo a confederação, a medida seria prejudicial tanto a quem “cumpre a lei” e repassa o custo do pedágio ao cliente, quanto para aqueles que acabam arcando com esse custo.

“Para os primeiros, a isenção temporária será prejudicial, pois retira receita e gera custos de alteração dos sistemas de cobrança. Já para os que não cumprem a legislação e não repassam o valor do tributo para o preço, a medida seria ainda mais danosa, uma vez que a falta de repasse e a consequente fragilidade comercial, aliadas à isenção, acarretariam mais achatamento do valor do frete pago”, afirma a CNT.

 

Otavio Ventureli(com Estadão)

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