Momento Saúde

Rio quer que iniciativa privada administre hospitais de campanha

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O governo Rio de Janeiro anunciou hoje (29) a intenção de passar para um consórcio privado a administração dos hospitais de campanha do estado. A organização social Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), responsável pela construção e gerência de todos os hospitais, ficaria apenas com o do Maracanã, que está em funcionando. Caberia ao Iabas, no entanto, a responsabilidade de concluir os seis hospitais restantes.

O governador Wilson Witzel informou a decisão a representantes do Iabas em uma reunião que contou com a presença dos secretários estaduais de Saúde, Fernando Ferry, e de Infraestrutura e Obras, Bruno Kazuhiro; e de representantes da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro e do Sindicato dos Hospitais do Rio.

Na próxima segunda-feira (1º), o procurador-geral do estado, Marcelo Lopes, será consultado sobre a melhor maneira jurídica para encaminhar a questão.

“Chamamos o Iabas para que eles cedam as unidades a um grupo de empresários e possamos dar continuidade às operações. É mais eficiente colocar cada hospital sob responsabilidade de um grupo empresarial, porque são pessoas experientes em gestão hospitalar, são empresários do ramo”, informou, em nota, Fernando Ferry.  

1,8 mil leitos

Os hospitais de campanha estaduais foram anunciados no final de março, quando o estado tinha menos de 1 mil casos confirmados de covid-19 e 23 mortes. O plano divulgado era abrir 1,8 mil leitos no estado até o fim de abril, a tempo de atender ao período mais crítico de contaminação pela doença.

Desses leitos, 1,4 mil seriam nas estruturas provisórias para as quais foi contratada a administração da organização social (OS) Iabas. A OS é a responsável pelos hospitais de campanha do Maracanã, de Duque de Caxias, de Nova Iguaçu, de São Gonçalo, de Campos dos Goytacazes, de Casimiro de Abreu e de Nova Friburgo.

08/05/2020 - Hospital de campanha, no Célio de Barros 08/05/2020 - Hospital de campanha, no Célio de Barros

O plano divulgado era abrir 1,8 mil leitos no estado do Rio com a abertura dos hospitais de campanha – Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro

Irregularidades

Denúncias de irregularidades na contratação, no entanto, levaram ao afastamento do subsecretário-executivo de Saúde, Gabriell Neves, em 11 de abril. Naquela semana, blogs, jornais e TVs publicaram documentos que mostravam um contrato de R$ 835,7 milhões com a Iabas, para a implementação dos sete hospitais de campanha. Segundo as denúncias, a escolha da OS se deu sem seleção pública ou transparência. Os contratos emergenciais fechados por Neves somariam R$ 1 bilhão, já que também incluíam a compra de respiradores, máscaras e testes rápidos.

As suspeitas levaram à prisão de Neves em 7 de maio, dois dias antes da inauguração do único dos sete hospitais de campanha que está efetivamente funcionando, o do Maracanã. A prisão se deu em uma operação do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que apurava suposta obtenção de vantagem na compra de respiradores para os hospitais de campanha. Um dia depois, o secretário de Saúde, Edmar Santos, deixou a pasta. Santos, no entanto, foi renomeado pelo governador para o novo cargo de secretário extraordinário de Acompanhamento de Ações Governamentais Integradas da Covid-19. Ontem ele deixou o governo

Na semana passada, o governador Wilson Witzel reafirmou que os hospitais de campanha prometidos serão abertos e deu as seguintes datas limites para cada uma das unidades: 27 de maio para São Gonçalo; 29 de maio para Nova Iguaçu; 1º de junho para Duque de Caxias; 7 de junho para Nova Friburgo; 12 de junho para Campos dos Goytacazes; e 18 de junho para Casimiro de Abreu.

Neves, Santos e Witzel estão entre os alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na Operação Placebo. Segundo a Secretaria Estadual de Fazenda, os agentes também foram à sala cofre da sede da Sefaz-RJ, onde está localizada a base de dados do Sistema Integrado de Gestão Orçamentária, Financeira e Contábil do Rio de Janeiro (Siafe-Rio). O sistema tem informações sobre todos os pagamentos que foram efetuados pela Secretaria de Estado de Saúde.

Hospitais de campanha

Além do hospital do Macaranã, há quatro unidades de campanha em funcionamento na capital fluminense. O estado fechou parcerias com a iniciativa privada e conseguiu inaugurar em abril os hospitais de campanha do Leblon-Lagoa, na zona sul, e do Parque dos Atletas, na zona oeste. Além disso, a prefeitura do Rio de Janeiro montou um hospital de campanha no Riocentro, e a Fundação Oswaldo Cruz também construiu uma unidade em seu campus, em Manguinhos.

O atraso no cronograma de entrega dos hospitais de campanha do estado é motivo de preocupação da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, cuja rede hospitalar é procurada por moradores de outras cidades da região metropolitana e do interior do estado. Em entrevista coletiva para tratar do enfrentamento do coronavírus, a secretária municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Beatriz Busch, disse que o atraso no cronograma estadual “é muito grave para a capacidade de saturação de leitos da prefeitura”.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Covid-19: Brasil chega a 72,8 mil óbitos e 1,88 milhão de casos

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Com 733 novas mortes por covid-19 registradas nas últimas 24 horas, o Brasil chegou ao total de 72.833 óbitos em função do novo coronavírus. A atualização diária foi divulgada pelo Ministério da Saúde no início da noite desta segunda-feira (13). O número de casos confirmados desde o início da pandemia chegou a 1.884.967. O sistema do Ministério da Saúde contabilizou 20.286 novos casos desde o balanço de ontem (12).

De acordo com o boletim do ministério, 657.297 pessoas estão em acompanhamento e 1.154.837 se recuperaram da doença. Há ainda 4.011 mortes em investigação.

O aumento foi de 1%, tanto do número de mortes quanto do número de casos confirmados da doença se comparado com os dados de ontem (12). Mas na última semana, o número de mortes cresceu 11,2%  e o número de casos confirmados, 16,1%. 

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos caso acumulados aos fins de semana.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,9%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 34,7. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 897.

Covid-19 pelo Brasil

Os estados com mais mortes são: São Paulo (17.907), Rio de Janeiro (11.474), Ceará (6.947), Pernambuco (5.652) e Pará (5.293). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (167), Tocantins (259), Roraima (397), Acre (430) e Amapá (478).

Os estados com mais casos confirmados desde o início da pandemia são: São Paulo (374.607), Ceará (137.206), Rio de Janeiro (132.044), Pará (126.509) e Bahia (106.891). As Unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são: Mato Grosso do Sul (13.461), Tocantins (15.307), Acre (16.260), Roraima (22.627) e Rondônia (27.050).

Boletim epidemiológico covid-19Boletim epidemiológico covid-19

Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

 

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Saúde

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Covid-19: Brasil tem 72,8 mil mortos e 1,88 milhão de casos da doença

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Sepultamentos no Cemitério Nossa Senhora Aparecida
Alex Pazuello/Semcom

Avanço da Covid-19 no Brasil é atualizado


Nesta segunda-feira (13), o Ministério da Saúde afirmou que o Brasil registrou 733 novas mortes causadas pela  Covid-19 em 24 horas. O tota agora é de 72.833. O crescimento é de 1 %. A taxa de letalidade é 3,9 %.


Já o número de casos confirmados do novo coronavírus (Sars-CoV-2) foi para 1.884.967. Desse total, 20.286 casos só de ontem para hoje. O crescimento também é de 1 %.

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.


No último domingo (12), a pasta informou que o país tinha registrado 631 óbitos e 24.831 casos da Covid-19 em 24 horas . O total era de 72.100 mortes e 1.864.681 casos.

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 17.907 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 11.474 mortes.

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (374.607), Ceará (137.206), Rio de Janeiro (132.044), Pará (126.509) e Bahia (106.891).


Fonte: IG SAÚDE

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