Momento Esportes

Rumo à Olimpíada, ídolo crê em medalha inédita no tênis de mesa

Publicado


No masculino, são cinco atletas entre os 100 melhores do mundo, sendo um deles (Hugo Calderano) no top-10. No feminino, uma jogadora (Bruna Takahashi) está, pela primeira vez, entre as 50 do planeta. O tênis de mesa brasileiro vive a melhor fase desde a chegada ao país, em 1905, trazido por turistas ingleses. O bom momento será colocado à  prova na Olimpíada de Tóquio, no Japão, e a possibilidade de uma medalha inédita é real. Ao menos é o que avalia um dos maiores nomes da história do esporte no Brasil.

Com a experiência de seis participações olímpicas como atleta e uma como treinador, o ex-mesatenista Hugo Hoyama acredita que Calderano, hoje o sétimo do mundo entre os homens, é candidato ao pódio. Aposta também que a seleção masculina, número sete do mundo por equipes, pode surpreender.

“Ter um atleta como ele (Calderano) faz com que os outros o acompanhem. Eles sabem que, tendo-o ali, a chance existe. Motiva mais. No último Mundial (por equipes, em 2018, na Suécia), o Brasil ficou em quinto. Quem sabe, pegando uma chave boa, (a equipe) possa brigar por um pódio”, disse Hoyama à Agência Brasil, em atividade do programa Sesc Verão, na unidade da Avenida Paulista, em São Paulo. “E o Hugo é um cara para esse tipo de torneio. É acostumado a finais importantes e não sente pressão”, completou sobre o “xará” – que nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016 repetiu sua campanha de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996, parando nas oitavas de final.

O tênis de mesa brasileiro estará completo no Japão, já que as seleções masculina e feminina – comandada por Hugo – venceram o Pré-Olímpico disputado em outubro do ano passado em Lima, no Peru. Cada equipe terá três atletas, sendo os dois melhores do país pelo ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês) e um indicado por critério técnico. Dos três de cada naipe, dois competirão na chave individual: o número um e uma escolha do treinador.

Entre os homens, Calderano e Gustavo Tsuboi (40º) seriam hoje os confirmados na seleção. Vitor Ishiy (56º) fez parte do trio titular no Pré-Olímpico, enquanto Eric Jouti (88º) foi o terceiro elemento do time medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos, também disputados em Lima. Entre eles, há ainda Thiago Monteiro (69º), que acumula participações nos Jogos de 2004 (Atenas, na Grécia) e 2008 (Pequim, na China).

Já no feminino, pelo ranking de fevereiro, a equipe teria Bruna Takahashi (45ª) e Jéssica Yamada (150ª). Caroline Kumahara (152ª), atual número 3 do país, foi quem integrou o grupo brasileiro nos dois torneios. Hoyama deve anunciar, no início de abril, a equipe que levará para sua segunda Olimpíada como técnico. “Não é que é mais fácil ser jogador, mas, quando se é técnico, é preciso cuidar das três atletas, das adversárias, estudar mais. Mas, é legal. Como disputei na mesa, na motivação, na preparação posso ajudar bastante. Na parte tática também. Estou ali, principalmente, para ajudar as meninas a alcançar um sucesso”, afirmou.

“Chegar a Tóquio e conquistar uma vitória (nas disputas individuais) sobre uma top-50, top-30 ou top-20 já seria um grande resultado. Em termos de equipe, também. Pelo ranking, entre as seleções que estarão lá, nossa posição não é muito boa (25ª do mundo). E então, pode ser como no Rio e, na primeira rodada, pegar a China (1ª). Mas, não temos que esperar a sorte. Temos de nos preparar para qualquer adversário”, completou.

Do provável trio que representará a seleção feminina no Japão, a que vive melhor momento é a mais jovem delas, que caminha para a primeira participação olímpica. Não significa, porém, que Bruna Takahashi, de 19 anos, e que ganhou 29 posições no ranking nos últimos sete meses, seja inexperiente. “Para estar bem no ranking, é preciso participar dos campeonatos internacionais, ganhar jogos e ter boas colocações. É por isso que ela subiu bem. É uma menina aguerrida, joga com sangue nos olhos e vai para cima desde o primeiro saque. Lógico, a gente trabalha a paciência e a concentração dela, mas é algo que vem com a experiência”, disse o técnico.

Otimismo pós-Tóquio

Mas, e após Tóquio? A perspectiva é de uma disputa mais acirrada na seleção comandada por Hoyama. No Pré-Olímpico, por exemplo, a “número 4” do time foi Laura Watanabe, 15 anos. Já no Mundial por equipes deste ano, marcado para o período de 22 a 29 de março na Coreia do Sul, está prevista a participação de Giulia Takahashi (irmã de Bruna), 14 anos, como quarto nome. As duas costumam jogar juntas em torneios internacionais na base e, na temporada passada, chegaram a ser vice-campeãs sul-americanas entre os adultos.

“No ano passado, houve uma seletiva nacional e meninas novas chegaram às finais. Tenho certeza que, após Tóquio, duas ou três dessas atletas terão chance de lutar por vagas no próximo ciclo olímpico”, afirmou Hoyama, que vê as novas gerações em condições de se inspirar no bom momento da safra atual.

“Vejo que os jogadores de hoje têm situação melhor que na minha época. Hoje, você tem o Bolsa Atleta, os clubes investindo mais. São épocas. Pouca gente sabe, mas não é fácil o atleta se manter no alto nível. Sem, por exemplo, um patrocinador de raquete e borracha. Uma raquete boa custa entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Cada borracha sai de R$ 300 a R$ 350. Um jogador de alto nível troca de borracha toda semana. Como a maioria joga estilo clássico (utiliza os dois lados da raquete), são R$ 600, R$ 700 por semana em borracha. Os atletas da seleção (principal) já conseguem viver do esporte. E isso é legal. Mostra aos mais novos que há chances caso queiram seguir esse caminho”.

Edição: Graça Adjuto

Comentários Facebook
publicidade

Momento Esportes

Taison bate papo com D’Alessandro, promete volta ao Internacional e cobra do argentino: “Vai ter que me esperar”

Publicado

Com o futebol paralisado, os clubes têm apostado em transmissões ao vivo nas redes sociais. Nesta terça-feira, foi a vez do Internacional juntar dois ídolos colorados: o atacante Taison, atualmente no Shakhtar Donetsk, e o meia D’Alessandro(foto).

O atleta do clube ucraniano prometeu voltar ao clube do coração e pediu para o camisa 10 esperá-lo antes de se aposentar.

A dupla conversou com os torcedores colorados pelo perfil do clube no Instagram. Em determinado momento, Taison afirmou que tem o sonho de retornar ao clube que o revelou para o mundo e atuar novamente ao lado de D’Ale, como ocorreu entre 2008 e 2010.

— Ainda não penso em parar, tenho mais umas coisinhas para conquistar no Brasil. Quero voltar. Meu sonho era voltar e poder jogar contigo (D’Alessandro). De um jeito ou de outro, vai ter que me esperar. Logo, logo a gente vai realizar esse sonho — disse Taison para o argentino.”(Taison) Não me deixava dormir de tarde, virava o lixo e começava a tocar pagode. Foi assim que aprendi os pagodes” (D’Alessandro).

A amizade de ambos foi ressaltada pelo atacante, que citou as orientações do gringo ainda no início de sua carreira como essenciais para chegar ao sucesso. D’Alessandro completará em breve 39 anos e já planeja a aposentadoria.

Taison e D’Alessandro atuaram juntos entre 2008 e 2010 e conquistaram a Sul-Americana e a Libertadores pelo Inter, antes da venda do atacante para o Metalist, da Ucrânia. Ambos criaram um laço de amizade e mantêm contato constante — o jogador do Shakhtar é figura carimbada no Lance de Craque, jogo beneficente promovido por D’Ale no Beira-Rio desde 2014.

Em dezembro do ano passado, o atacante, inclusive, afirmou que aceitaria assinar um pré-contrato com o Inter em dezembro de 2020, já que tem vínculo com o Shakhtar Donestk até o meio de 2021.

Otavio Ventureli(Assessorias)

Comentários Facebook
Continue lendo

Momento Esportes

Antônio Lopes compara Vasco atual ao de 1996, quando iniciou ciclo vitorioso: “Estava quebrado, recuperamos e vencemos””

Publicado

Se o novo técnico do Vasco, Ramon Menezes, disse via Instagram na última segunda-feira(30) que recolocará o clube no topo, o coordenador-técnico Antônio Lopes(foto), na mesma rede social, adotou tom muito semelhante nesta terça(31).

Lopes, porém, recorreu à história pessoal vivida em São Januário em 1996. Então treinador, chegou em outubro, na reta final do Brasileiro. Segundo o Delegado, o “Vasco estava quebrado de dinheiro e ameaçado de rebaixamento”.

Depois disso, o Vasco conquistou em sequência o Brasileiro de 1997, o Carioca e a Libertadores em 1998, o Rio-São Paulo 1999 e o Brasileiro e a Mercosul em 2000 (os últimos dois já sem Lopes).

Confira abaixo o relato do ex-treinador e atual coordenador do futebol vascaíno:

“Vascaínos,

Graças a Deus conquistamos vários títulos dentro do Clube. Dizem que sou o treinador mais vitorioso da história do Vasco e isso me enche de orgulho. Mas o que interessa é daqui pra frente. É muito satisfatório começar esse trabalho em que estou me sentindo um principiante, muito empolgado, feliz, honrado e agradecido ao presidente Alexandre Campello e ao vice presidente José Luiz Moreira pelo convite.

Galera Vascaína, pode ter certeza que vou dar o meu máximo, 24 horas por dia pensando no clube e vamos elevar novamente o nome do Vasco. Este momento do clube é muito parecido com o de 1996 quando cheguei no mês de Outubro. Se não me engano, faltavam seis rodadas para acabar o Brasileiro.

Para quem não sabe, o Vasco estava quebrado de dinheiro naquela época. Havia risco de rebaixamento naquele ano e começamos a construir o ciclo mais vitorioso da história do clube. Podem achar que eu estou louco, mas também acharam quando dei uma entrevista no início de 1997 afirmando que o Vasco seria um dos melhores times do Brasil dentro em breve. Podem pesquisar e hoje em dia é fácil fazer isso, e acharão. Fui muito criticado e até ridicularizado por dar essa entrevista e no fim do ano fomos campeões brasileiros.

Conheço a política do clube e sei que ano de eleição é complicado. Mas estou aqui para trabalhar pelo Vasco. O verdadeiro vascaíno quer que o Vasco vença SEMPRE. Ajude o clube em todos os momentos e se quiser se manifestar politicamente terá todo o direito quando chegar a eleição, através do voto. Mas até lá, AJUDE O CLUBE.

Vamos arregaçar as mangas e começar a trabalhar, todos nós JUNTOS !!! Saudações vascaínas”

Antônio Lopes

Otavio Ventureli(com GE)

Comentários Facebook
Continue lendo

Momento MT

Momento Nacional

Momento Esportes

Momento Entretenimento

Mais Lidas da Semana