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Selo UNICEF encerra ciclo de ações e convoca municípios do Semiárido e Amazônia Legal a apresentarem resultados

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Iniciativa já mudou a vida de milhões de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade; cidades devem enviar documentos comprobatórios das ações até 31 de março.

Os 1.924 municípios das regiões do Semiárido e da Amazônia Legal que aderiram à iniciativa do Selo UNICEF, do Fundo das Nações Unidas para a Infância, têm até o dia 31 de março para comprovar os avanços dos últimos três anos. Os gestores devem anexar a documentação dentro do portal Crescendo Juntos, por meio de computador, tablet ou celular.

A proposta do Selo é contribuir para o alcance de oito dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma agenda global acordada por todos os Estados-Membros das Nações Unidas até 2030. Entre esses objetivos globais, estão erradicação da fome e da pobreza, promoção à igualdade de gênero e redução das desigualdades.

Ao cumprirem as metas propostas pelo projeto, as prefeituras e a comunidade são reconhecidas pelo Selo UNICEF por produzirem impactos reais e positivos sobre a vida de suas crianças e adolescentes.

O Selo é dividido em ciclos, que coincidem com as eleições municipais. No atual ciclo (2017-2020), das 2,3 mil cidades convidadas, 1.924 aceitaram o desafio, sendo 1.280 do Semiárido e 644 da Amazônia Legal.

Para essa a edição, os objetivos principais são alcançar crianças e adolescentes excluídos das políticas públicas, melhorar a qualidade das já existentes, prevenir e enfrentar as formas extremas de violência contra esse público e promover a participação da comunidade, especialmente de adolescentes.

Para saber mais sobre os municípios participantes, acesse o site do Selo UNICEF

Metas
É no Semiárido e na Amazônia Legal que está concentrada a maior parte de meninos e meninas em situação de vulnerabilidade ou de exclusão – são mais de 22 milhões de pessoas com até 17 anos. Quase dois milhões, com idades entre 4 e 17 anos, ainda estão fora da escola. “Onde algum direito não estiver chegando para esses meninos e meninas, nós trabalharemos para defender e assegurar que esses direitos sejam garantidos”, afirma a oficial de Educação do UNICEF no Brasil, Julia Ribeiro.

Das metas globais, os municípios precisam cumprir pelos menos cinco obrigatórias. Para alcançar o Selo, ou permanecer com ele, as prefeituras precisam viabilizar a volta às aulas; os direitos sexuais e reprodutivos; a valorização da primeira infância; a proteção contra a violência, em especial a redução dos homicídios, e a participação e mobilização de adolescentes.

Divulgação

Em relação à educação, a meta dos municípios é enfrentar a evasão e exclusão escolar. A ideia é unir esforços em diferentes áreas para entender as causas que levam crianças e adolescentes a abandonar os estudos e viabilizar a matrícula e a permanência deles na escola. “A exclusão afeta meninos e meninas de camadas mais vulneráveis da população. Mais de 53% vivem em famílias com até meio salário mínimo. Com certeza, outros direitos não estão sendo respeitados, não é somente o da educação”, lamenta Julia.

Outra meta a ser alcançada pelos municípios participantes do Selo UNICEF é capacitar professores, profissionais de atenção básica de saúde e adolescentes em relação aos direitos sexuais e reprodutivos. As equipes escolares devem desenvolver atividades de conscientização com os jovens em sala de aula, como prevenção a infecções sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência, e implementem programas de saúde, entre outros.

A valorização da primeira infância é outra meta obrigatória. É nessa fase que os municípios devem voltar os esforços para ações de saúde, educação, nutrição, ambiente seguro, afeto e oportunidades de aprendizagem. Entre as finalidades, estão cobertura em campanhas de vacinação e capacitação de profissionais da saúde, da educação e da assistência social para trabalhar com famílias vulneráveis.

Combate à violência
Por dia, 32 jovens no Brasil são vítimas de homicídio. Entre 1996 e 2017, mais de 190 mil entre 10 e 19 anos morreram vítimas de violência no País, segundo o banco de dados do Ministério da Saúde (Datasus). A estimativa do último Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), realizado em 2014 e idealizado pelo UNICEF, previa que, até 2021, 43 mil adolescentes serão mortos caso não haja mudanças significativas nas políticas públicas voltadas para essa parcela da sociedade.

Para minimizar o quadro, as ações voltadas para combater a violência contra crianças e adolescentes envolvem diagnósticos que identifiquem as causas das mortes e ações dos municípios para reduzir os casos.

A mobilização e participação dos adolescentes também pode ser uma ferramenta no combate à violência e na inclusão em decisões que impactem diretamente as vidas desses jovens. A quinta meta incentiva os municípios a garantir mecanismos de escuta e participação da sociedade na elaboração e controle social de políticas públicas.

“A gente dá visibilidade à voz de adolescentes, é uma maneira de fazer esse processo de escuta mais sistemático”, afirma a oficial nacional de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do UNICEF, Gabriela Mora. Essa participação pode ser garantida por meio de três eixos, que incluem Núcleos de Cidadania de Adolescentes, fóruns comunitários com elaboração de um plano de ação (os resultados alcançados nesse ciclo serão apresentados nesse ano) e apoio ao funcionamento do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

 

Os resultados, monitoramento e mais informações sobre o selo, você acompanha no site da Agencia do Rádio.

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Isolamento voluntário: “me demiti para proteger a família”, diz fotógrafo

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Embora exista uma atuação do Estado em diversos países para incentivar a quarentena – medida mais eficaz para a redução de danos da crise do coronavírus – elas não são suficientes sem as atitudes individuais dos cidadãos. Se não unânime, pelo menos essa é a opinião do fotógrafo brasileiro Ivan Alecrim, que vive em Barcelona , na região espanhola da Catalunha. 

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Reprodução

Barcelona está em uma das regiões mais atingidas pelo Covid-19 na Europa

O posicionamento de Ivan concorda com a maioria dos especialistas e profissionais de saúde pública, que defendem o distanciamento social como medida mais eficaz contra o avanço do vírus que já atingiu meio milhão de pessoas no mundo. 

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Há cerca de um ano no país, onde o número de mortes causadas por coronavírus já ultrapassou os dados na China, Ivan diz que precisou pedir demissão do café onde trabalhava.

A decisão ocorreu ao mesmo tempo em que sua esposa, Samara, rejeitou uma oportunidade de emprego pelo mesmo motivo: a urgência em iniciar a quarentena

“Quando a doença chegou na Itália nós começamos a ficar mais alarmados, mas tudo estava controlado até o momento em que Madrid explodiu em casos e as pessoas entraram em pânico. Houve uma corrida para estocar papel higiênico e alimentos. Uma semana antes do anúncio oficial do governo pela quarentena, muita gente já usava máscara. As ruas estavam mais vazias, mas ainda havia gente na rua”, recorda.

“Esperei um posicionamento da empresa, mas vi os casos ficando mais graves e nada acontecia. Chegou um momento em que percebi que o governo ainda não havia feito nada e nós precisávamos fazer por nós”, explica Ivan, que além do emprego fora de casa – onde precisava interagir diretamente com os clientes – também oferece aulas on-line de fotografia e outros temas. 

Além do afastamento dos trabalhos, a suspensão das aulas de Nina, a filha de 12 anos, também precisou partir primeiro do casal. “Vários colegas dela já estavam deixando de ir. Nós continuamos mandando a Nina para a escola porque ela ainda tinha uma prova a ser feita. Depois disso, decidimos que ela ficaria em casa”, conta. Segundo Ivan, as aulas só foram suspensas oficialmente uma semana depois. 

Recentemente, um estudo feito por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS) e publicado no periódico  Lancet Infectious Diseases , revelou que o isolamento de pessoas infectadas e seus familiares, fechamento de escolas e distanciamento em ambientes de trabalho e no teletrabalho é a combinação mais eficaz para conter a pandemia.

Embora menos eficientes que a abordagem tripla , o estudo ainda conclui que quarentenas e medidas nos ambientes de trabalho são a segunda melhor opção para reduzir os casos de covid-19, seguidas de quarentenas e fechamento de escolas e somente de quarentenas.

Semelhanças entre Brasil e Espanha causam medo

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Reprodução/Arquivo pessoal

Ivan, a filha Nina e esposa Samara em Barcelona, antes das medidas de isolamento social

Apesar do volume de acontecimentos atualizados a cada dia, a diferença entre Espanha e Brasil não é tão grande quando o assunto é o tempo desde a chegada da doença. Segundo país europeu mais afetado pelo Covid-19 , a Espanha impôs o estado de emergência no dia 14 de março. 

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Já no Brasil, embora o governo federal tenha decretado estado de emergência para conter o vírus ainda no dia 4 de fevereiro, antes da primeira confirmação de contágio e com foco nos cidadãos que regressavam da China, estados como Rio de Janeiro e São Paulo – principais afetados até agora – enrijeceram as ações sanitárias no dia 17 de março, apenas três após o país europeu. 

Sobre isso, o fotógrafo diz que viveu dias de preocupação na tentativa de alertar amigos e familiares sobre a seriedade do coronavírus.

“Eu mandei áudios, conversei sério com meus pais. Todo mundo sabia que era sério, mas era muito importante que as pessoas se adiantassem, porque todo mundo ainda olhava o vírus como uma coisa distante. Não é. O contágio é rápido e para chegar de um país para o outro é uma questão de poucos dias”, diz. 

Até o momento, o Brasil possui cerca de 3 mil casos confirmados oficialmente e distribuídos por todos os estados do país. A Espanha enfrenta agora o pico da doença, que já causou mais de 4.000 mortes por complicações do Covid-19, além do colapso no sistema de saúde – uma das  previsões do ministro Luiz Henrique Mandetta para o cenário brasileiro para o mês de abril. 

Necessária, quarentena representa desafios

Apesar disso, ele diz que uma das escolhas para aliviar o estresse e preocupação com a pandemia foi a de se afastar um pouco dos números sobre casos e mortes no país natal.

“Não nos ajuda em nada entrar em pânico e eu também não acredito na forma como os números são notificados no Brasil. O que eu e minha esposa temos feito é aumentar o contato com a família. Nós ligamos mais, conversamos mais. Estamos preocupados e estamos com saudades”, explica. 

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Ainda sobre o confinamento, Ivan – que está com sintomas de gripe e isolamento completo há pouco mais de uma semana – compartilha algumas atitudes que podem fazer diferença.

“Eu tenho cozinhado bastante, mais que o normal. Estou fazendo muitas fotos em casa como uma forma de escape pra minha mente e também gosto de desenhar. Acho que atividades assim são fundamentais nesse momento”, diz. 

A família também organizou um tipo de reunião para que algumas regras de convivência ficassem mais claras. “No primeiro momento estávamos com muito medo e estresse, o que acabou virando agressividade. Percebi que estávamos muito irritados com tudo, e foi preciso uma conversa séria sobre os espaços da casa”, conta. 

Os obstáculos da crise, porém, são vistas como um aprendizado importante em um momento em que há tanta necessidade de união e cuidado.”Nós sempre ficamos muito em casa, mas uma quarentena é diferente. É o maior aprendizado de convivência, quando é preciso muito mais respeito ao espaço e individualidade do outro. Eu tenho 38 anos e minha filha tem 12. São visões muito diferentes, verdades muito diferentes. É preciso muita sensibilidade”, finaliza.

Fonte: IG Mundo

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Espanha bate recorde e registra 832 mortes em 24 horas; casos chegam a 72 mil

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Ministério da Defesa da Espanha

Espanha registrou 832 mortes nas últimas 24 horas e chegou a 72 mil casos

Pelo segundo dia consecutivo, a Espanha registrou um número recorde de mortes, chegando a 832 vítimas, 63 a mais que as registradas nas 24 horas anteriores. No total, o número de mortos no país chegou a 5.690, com 72.248 infecções desde que pandemia começou.

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Até a última quinta-feira (26), a Espanha era o segundo país com o maior número de casos confirmados da Covid-19 no mundo, mas foi ultrapassada pelos Estados Unidos, que passou também a Itália (86.948 casos) e já têm mais de 100 mil confirmações do novo coronavírus, segundo a Universidade Johns Hopkins, tornando-se o país com o maior número de casos, superando inclusive a China (81.340).

Nos EUA, segundo estudo, pouco menos da metade dos casos está concentrada na cidade de Nova York.

Em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), já são mais de 500 mil casos confirmados do novo coronavírus , com mais de 20 mil mortes.

Fonte: IG Mundo

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