Política Nacional

Senado vota PL das Fake News na próxima semana, avisa Davi

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Durante a sessão deliberativa remota desta terça-feira (26), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que o chamado PL das Fake News será votado pelos senadores na semana que vem. Esse projeto de lei (PL 2.630/2020) deve entrar na pauta de votações da próxima terça-feira (2). O texto contém uma série de normas e mecanismos de transparência para redes sociais e serviços de mensagens da internet para combater abusos, manipulações, perfis falsos e a disseminação de fake news

O autor da proposta, que institui a a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, é o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

A nova norma persegue três objetivos: fortalecer a democracia por meio do combate a informações falsas ou manipuladas; buscar maior transparência sobre conteúdos pagos oferecidos ao usuários; desestimular o uso de contas duvidosas, criadas ou usadas para desinformar ou plantar informações enganosas contra alguém. 

O presidente do Senado confirmou que haverá a votação do projeto após o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmar que viu uma notícia sobre uma correligionária de Davi do estado do Amapá. Davi explicou que se tratava de fake news.

— É por isso e por outras que nós priorizamos o projeto do senador Alessandro Vieira, para que a gente possa de fato punir as pessoas que cometem crime atrás de um perfil falso. O projeto de Alessandro, que combate as mentiras da internet, já está agendado para ser votado na terça-feira da semana que vem. Cada cidadão brasileiro é agredido todas as horas, todos os minutos nas redes sociais. A gente precisa fazer uma legislação que possa, de fato, fazer com que aqueles que espalham essas mentiras tenham uma aplicação exemplar da lei, para que sejam punidos com os rigores da legislação — disse Davi, lembrando que os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Angelo Coronel (PSD-BA) foram vítimas de notícias falsas recentemente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Haddad diz que está em um grupo no WhatsApp com Evo Morales

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Reprodução/TV Cultura

Fernando Haddad, ex-presidente de São Paulo

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse em entrevista ao programa Roda Viva , da TV Cultura, nesta segunda-feira (6) que está em grupos de WhatsApp nos quais ele troca mensagens com o ex-presidente boliviano Evo Morales.

O comentário foi feito pelo petista enquanto ele falava sobre a fundação do PT, que, segundo ele, surgiu para se contrapor a uma visão de esquerda que era muito prevalente na década de 1970.

Durante sua fala, Haddad disse que é crítico a governos de esquerda que mudam as “regras do jogo” para se perpetuarem no poder. Um dos exemplos foi o de Morales. “Se o PT fosse dessa forma, eu já estaria fora. Eu não ficaria em uma agremiação que pensa dessa forma”, completou.

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Brasil está “perdendo vidas e empregos por causa do presidente”, diz Haddad

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Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad , disse em entrevista ao Roda Viva , da TV Cultura, nesta segunda-feira (6) que o Brasil está “perdendo vidas por causa do presidente da República” ao comentar a forma como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conduz o País em meio à pandemia da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

De acordo com o ex-prefeito, a crise na saúde evidenciou a falta de preparo que Bolsonaro tem para ser presidente. “Nós podiamos passar quatro anos sem saber que ele era um incompetente, mas nós temos a pior gestão da Saúde”, afirmou.

Haddad ainda falou sobre a formação de uma frente ampla de oposição ao governo federal pelas instituições democráticas e defendeu que “o Brasil perdeu a eleição de 2018 ao eleger alguém sem nenhum compromisso com a democracia”.

“O que a gente precisa agora é se unir. A gente quer criar um ambiente em que não se repita o cenário de 2018 porque todos os democratas pressupõem e democracia, mas não foi o que aconteceu na época”, disse o ex-prefeito.

A união de movimentos democráticos tem sido a principal bandeira da oposição contra Bolsonaro. Em manifestações recentes, no entanto, o ex-presidente Lula já afirmou que o Brasil não está mais com idade para ser “Maria vai com as outras” e tem se recusado a dialogar com outros nomes da política.

Ao comentar um possível diálogo com ex-ministro Sergio Moro, que comandou a pasta da Justiça e Segurança Pública até abril deste ano, o ex-prefeito criticou a conduta que o ex-magistrado como juiz e evitou dizer que ele poderia ser um aliado. “Eu não consigo ver que a ação do Moro não seja suspeita contra o Lula. O Moro não cumpriu sua função de juiz, ele usou a função de juiz para começar sua vida política.”

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