Momento Agro

SUÍNOS/CEPEA: Cotações se elevam no mercado independente

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Cepea, 26/09/2019 – A intensificação das compras de novos lotes de animais para abate por parte de grandes agroindústrias integradoras, devido à expectativa de incremento nas exportações da proteína à China, impulsionou os preços do suíno vivo no mercado independente. Dessa forma, os valores do animal já acumulam três semanas de sucessivas altas, chegando a um dos maiores patamares do ano – atrás apenas dos valores praticados em junho e julho, quando o ritmo acelerado das exportações elevou com força as cotações de todos os produtos suinícolas. Vale lembrar que a China continua sofrendo com os impactos da Peste Suína Africana (PSA), tendo em vista que a oferta doméstica de carne caiu drasticamente. A situação não tem previsão para se normalizar, o que mantém aquecido o mercado internacional suinícola, uma vez que o país asiático tem comprado grandes volumes de carne suína no exterior. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

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Momento Agro

Ministra defende parceria entre Brasil e Índia na produção de etanol

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou nesta quinta-feira (22), em Nova Déli (Índia), do Seminário sobre Oportunidades em Energia e Mineração. No evento, a ministra defendeu que a Índia, em parceria com o Brasil, amplie a produção e uso de etanol.

A partir desta sexta-feira (24), a ministra integrará a delegação do presidente Jair Bolsonaro no país. Está prevista, no sábado (25), a assinatura de até 12 acordos comerciais. Um deles deve contemplar o setor de etanol.

Tereza Cristina destacou que Brasil e Índia são responsáveis por aproximadamente 55% da produção mundial de cana-de-açúcar e 35% da produção global de açúcar. No caso do etanol, o Brasil fabrica mais de 30 bilhões de litros, o segundo maior produtor do mundo, enquanto que a produção indiana foi de apenas 1,5 bilhão de litros em 2018.

“Nesse contexto, existe um enorme potencial de cooperação entre nossas nações. Um aumento na produção de etanol na Índia traria, além dos benefícios socioeconômicos já observados, grandes ganhos ambientais”, disse.

Segundo a ministra, o aumento da fabricação de etanol pela Índia ajudará na regulação do preço do açúcar no mercado mundial, que está em queda.

“A possibilidade de cooperação com a Índia servirá para apoiar a criação do mercado mundial de etanol. Do ponto de vista da Índia, podemos mencionar a redução da poluição nas grandes cidades, maior suprimento de energia renovável e a redução da dependência das importações de petróleo”.

Participaram do encontro o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; o embaixador do Brasil na Índia, André Aranha Correa do Lago; e o ministro de Estado da Índia, R. K Singh.

Segurança alimentar

Tereza Cristina esteve também no encerramento do Encontro Empresarial sobre Complementariedade e Parceria em Segurança Alimentar, que reuniu representantes do Fórum dos Importadores de Alimentos da Índia e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Estimativas das Nações Unidas apontam que a Índia deve se tornar o país mais populoso do mundo até 2030, ultrapassando a China. Diante desta projeção, a ministra destacou que o Brasil tem condições de ser o principal fornecedor de proteína animal para os indianos.

Em 2019, foi registrado o primeiro embarque de frango brasileiro para o país asiático. No total, 33 toneladas da carne foram exportadas para a Índia no ano passado. Esse mercado, conforme a ministra, deve crescer a uma taxa média de 7% ao ano, porém o aumento das exportações brasileiras depende da redução das taxas de importação.

“Para que nossa parceria estratégica em carne de frango possa se firmar, é fundamental a redução das tarifas de importação. No caso do frango inteiro congelado, o percentual aplicado pela Índia às importações de produto brasileiro é de 30%, enquanto para os cortes congelados a tarifa atinge o patamar de 100%. Em relação à carne suína, o mercado indiano foi recentemente aberto, ainda que não se tenha efetivado qualquer venda até o presente momento, muito em função da tarifa de importação de 30%. Vale ressaltar que, para ambas as proteínas, o complexo sistema de emissão de licenças de importação ainda torna o processo demasiado moroso e custoso”, afirmou. 

Tereza Cristina reuniu-se hoje ainda com os ministros da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores, Narendra Singh Tomar, e de Abastecimento, Alimentos e Distribuição Pública, Ram Vilas Paswan. 

Clique aqui para ouvir a matéria da Rádio Mapa

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Momento Agro

Cooperação Brasil-Colômbia busca aprimorar políticas públicas para populações rurais

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As políticas públicas brasileiras de inclusão econômica no meio rural e de combate à fome chamam a atenção do mundo. Atualmente, o país desempenha um importante papel na disseminação de boas práticas e na formação de capacidades na América do Sul. Um exemplo disso é o novo projeto de cooperação técnica entre Brasil e Colômbia, intitulado “Semeando Capacidades”. 

A iniciativa é resultado de parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Colômbia.

O projeto visa aprimorar políticas públicas com a gestão do conhecimento para a agricultura camponesa, familiar e comunitária, em territórios rurais na Colômbia, considerando a questão agroecológica. Entre as principais temáticas a serem trabalhadas com o apoio brasileiro estão: extensão agrícola, inovação, comercialização e agroecologia. 

A participação do Mapa se dará com contribuições técnicas e de monitoramento das atividades executadas, conforme o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.

“Ocorrerá um verdadeiro intercâmbio entre técnicos e gestores dos dois países, oportunizando o aprendizado por meio do compartilhamento das experiências brasileiras com um país de similar capacidade institucional e que enfrenta desafios semelhantes na busca por políticas públicas mais eficientes e eficazes. Como a troca de conhecimentos será mútua, também é considerada uma ótima oportunidade para o aprimoramento das nossas políticas”, afirma.

Para discutir as ações a serem executadas nos próximos meses, uma comissão brasileira se reuniu nesta quarta-feira (22), em Bogotá, com o vice-ministro de Desenvolvimento Rural da Colômbia, Javier Pérez Burgos. Participaram da reunião, representando a SAF, o assessor Nelson de Andrade Júnior, o coordenador-geral de Extrativismo, Marco Pavarino, e o analista técnico de Políticas Sociais, Rafael Dias.

Na ocasião, ocorreu, em um ato simbólico, o lançamento do projeto, cuja parceria foi assinada em novembro do ano passado. 

“Ao longo dos anos, o Brasil tem acumulado experiências na elaboração, monitoramento e evolução das políticas públicas para a agricultura familiar. E, no último ano, trabalhando para o aperfeiçoamento destas iniciativas. Neste contexto, a Colômbia procurou o governo do Brasil para auxiliar no aperfeiçoamento de suas políticas”, destaca o assessor da SAF, Nelson de Andrade Júnior. 

O MRE/ABC esteve representado pela coordenadora-geral de Cooperação Técnica Trilateral com Organismos Internacionais, Cecília do Prado, e pela analista de projetos Monica Noleto. Participaram também representantes da FAO Colômbia, Alan Bojanic, e da FAO Brasil, Ronaldo Ferraz.

“O projeto de apoio ao governo da Colômbia no aperfeiçoamento das políticas relacionadas à agricultura familiar terá a governança compartilhada entre todos os atores e poderá ser emblemático no futuro, por apresentar uma metodologia inovadora de trabalho, tanto para o governo brasileiro como para a FAO, contribuindo assim para os princípios da cooperação Sul-Sul, que são os benefícios mútuos entre todas as partes envolvidas”, ressalta a coordenadora-geral de Cooperação Técnica Trilateral com Organismos Internacionais da ABC, Cecília do Prado.

Além de avançar na oferta de políticas públicas para camponeses e agricultores familiares, melhorando as condições de bem-estar e de vida das populações rurais na Colômbia, o projeto propõe fomentar a produção de alimentos saudáveis no país.

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