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Tomar remédio de hipertensão à noite ajuda o coração, aponta estudo

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Um estudo publicado no periódico científico  European Heart Journal concluiu que os riscos de problemas cardiovasculares para quem toma remédios de hipertensão pode ser reduzido se o tratamento for feito à noite, ao invés de pela manhã.

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Alarme ao lado de copo d'água e pílulas de remédio em frente a um papel de parede estrelado arrow-options
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Tomar seus remédios para hipertensão antes de dormir pode ajudar a preservar o sistema cardiovascular

Os pesquisadores, que fazem parte do Proyecto Hygia, que consiste de uma rede de 40 centros de saúde da região da Galícia e são liderados por Ramón C. Hermida, diretor do Laboratório de Bioengenharia e Cronobiologia da Universidade de Vigo, acompanharam mais de 19 mil pacientes com hipertensão por uma média de mais de 6 anos.

Ao todo, cerca de 10,6 mil homens e 8,4 mil mulheres com 18 anos ou mais que haviam sido diagnosticados clinicamente com pressão alta foram submetidos a uma rotina de atividade durante o dia e descanso durante a noite.

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Afinal, tomar o remédio para hipertensão à noite realmente ajuda?

Paciente medindo a pressão arterial no médico arrow-options
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Os riscos de morrer devido problemas cardiovasculares foi reduzido em 45% para quem tomava os remédios à noite

Segundo o  Science Daily , portal dedicado a notícias sobre pesquisas científicas, os pacientes foram separados aleatoriamente em dois grupos. Um deles tomaria o remédio de pressão alta ao amanhecer, enquanto o outro tomaria a medicação antes de dormir.

Ao menos uma vez por ano, a pressão dos pacientes era medida num ambulatório ao longo de 48 horas. Para a análise dos resultados, eles levaram em conta fatores que poderiam influenciá-los, como idade, gênero, presença de diabetes tipo 2, doenças renais, tabagismo e níveis de colesterol.

Segundo o portal, os pesquisadores descobriram que o risco de morrer por problemas cardiovasculares como infartos, insuficiência cardíaca ou derrames nos pacientes que tomavam o remédio antes de dormir havia apresentado uma queda de 45%.

Quando separaram os resultados de acordo com os problemas cardiovasculares, eles tiveram descobertas ainda mais reveladoras. O risco de falecimento por doenças cardíacas ou venosas apresentou redução de 66%, enquanto o de infarto do miocárdio caiu em 44%.

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A necessidade de desbloquear artérias entupidas também foi reduzida em 40%, e as chances de sofrer com insuficiência cardíaca caíram em 42%. Por fim, os riscos de ter um derrame caíram quase pela metade, chegando a uma redução de 49%.

Comentando sobre os resultados do estudo ao  Science Daily , Ramón Hermida lembrou que as orientações para o tratamento de hipertensão não abordam qual o período mais adequado para tomar o remédio de pressão alta, embora a ingestão pela manhã seja a mais recomendada pelos médicos, que visam alcançar uma redução dos níveis de pressão sanguínea nesse período.

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“Contudo, o Proyecto Hygia já relatou que a pressão sistólica quando a pessoa está dormindo é o indicador mais significativo e independente dos riscos de doenças cardiovasculares, independentemente das medições da pressão sanguínea feitas enquanto se está acordado ou durante uma consulta”, continuou o pesquisador da Universidade de Vigo.

Por fim, ele lembrou que não há nenhum estudo que comprove a eficácia do tratamento contra hipertensão pela manhã para reduzir os riscos de doenças circulatórias e cardíacas.

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Momento Saúde

ANS suspende temporariamente a venda de 39 planos de saúde

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu temporariamente a venda de 39 planos de saúde de 12 operadoras, em todo o país, devido a reclamações feitas pelos consumidores no terceiro trimestre deste ano. Esses planos já atendem a 1,4 milhão de pessoas que não serão afetadas. A proibição da venda começa a valer a partir de 9 de dezembro.

A medida, divulgada hoje (5), faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento da agência, que acompanha o desempenho do setor.

Além das suspensões, a ANS informou também que liberou a comercialização de 11 planos de saúde de sete operadoras. Eles haviam sido impedidos de serem vendidos anteriormente, mas melhoraram os resultados e, com isso, poderão voltar a ser vendidos para novos clientes a partir da próxima segunda-feira (9), desde que não estejam com a comercialização interrompida por outros motivos.

Veja aqui a lista dos planos com a comercialização suspensa.  

Acesse aqui a lista de planos reativados.

Matéria modificada às 15h37 para correção de informação. A ANS revisou de 56 para 39 o número de planos de saúde suspensos e de 15 para 11 o número de planos liberados.

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Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC Saúde

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Duque de Caxias registra maior número de casos de sarampo do Rio

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Casos confirmados de sarampo em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, passaram de dois em 2018 para 85 em 2019, de acordo com dados da prefeitura. O município lidera, no estado, o número de casos confirmados da doença. A maioria deles – 97% – foi registrados em bebês de 6 a 24 meses, que ainda não foram vacinados. Diante da situação, autoridades do município e do estado alertam a população para a importância da vacina.

“A única estratégia, a única saída para reverter essa situação é através da vacinação”, diz à Rádio Nacional, médico da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe. “Um apelo que a gente está fazendo é para que as pessoas compareçam aos postos de vacinação. A gente tem vacina tríplice, que protege contra sarampo, disponível em todos os postos do estado. Não há por que não se vacinar, uma vez que a vacina está disponível”, acrescenta.

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. A transmissão ocorre no contato de pessoa para pessoa e pela propagação no ar.

Os primeiros sintomas são febre, tosse, coriza, como um resfriado comum. O paciente pode ter perda de apetite e apresentar conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.Surgem manchas vermelhas na pele. Essas erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e vão se espalhando pelo corpo. O paciente também pode sentir dor de garganta.

Em nota divulgada hoje (5), a prefeitura de Duque de Caxias, diz que, entre outras ações, determinou que as Unidades de Estratégia de Saúde da Família façam busca ativa, através dos agentes comunitários, para detectar as crianças de 6 meses a 24 meses que se encontram com vacinação atrasada, para que possa ser atualizada.

Até o mês de novembro foram aplicadas 12,5 mil primeiras doses da vacina, alcançando uma cobertura vacinal de 92,38%. A expectativa, de acordo com a prefeitura, é de que até o final de dezembro, Duque de Caxias alcance a meta de 95% de cobertura vacinal.

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Estado do Rio

Os números registrados até o momento pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro são menores que os divulgados pelo município, mas ainda assim colocam Duque de Caxias no topo das notificações de sarampo no estado. De acordo com a Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) foram 193 casos de sarampo em 2019, distribuídos da seguinte maneira: Duque de Caxias (56), Rio de Janeiro (53), São João de Meriti (19), Belford Roxo (17), Magé (12), Paraty (12), Nova Iguaçu (10), Niterói (4), Cabo Frio (2), Nilópolis (2), Rio das Ostras (2), Casimiro de Abreu (1), Itaguaí (1), Angra dos Reis (1) e Saquarema (1).

O número de casos notificados no estado aumentou em relação a 2018, quando o estado do Rio registrou apenas 20 casos de sarampo.

Em nota, a Secretaria esclarece que orientou os municípios com casos da doença sobre ações de bloqueio preconizadas pelo Ministério da Saúde e que, para o Rio de Janeiro e Duque de Caxias, cidades com maior número de casos, “emitiu alertas de atenção para possíveis novas notificações e para investigações em tempo ágil. Além disso, equipes da SVS estão em contato com os coordenadores municipais de piores índices de cobertura vacinal e realizam visitas nas localidades”.

Bloqueio vacinal é a vacinação de familiares e de outras pessoas que possam ter tido contato com pessoas contaminadas, seja no ambiente de trabalho, na escola, na residência ou em outro ambiente.

Orientações

Chieppe explica que este período do ano não é o mais crítico para a propagação da doença, o que deve ocorrer com maior intensidade a partir de junho do ano que vem, com a chegada do frio. Para isso, é preciso intensificar, desde já, a vacinação. “As pessoas que não sabem ou não conseguem avaliar se têm o esquema vacinal completo, o ideal é que peguem a caderneta de vacinação, compareçam ao posto mais próximo para que um profissional de saúde daquela localidade avalie a necessidade ou não de complementar a dose”, diz.

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Ele ressalta ainda que, apesar da campanha de vacinação contra o sarampo estar focada na população de 20 a 29 anos, “os postos [do estado] estão abertos para as pessoas em qualquer faixa etária, principalmente até 49 anos”. O esquema vacinal está, segundo o médico, completo, quando a pessoa já tomou duas doses da vacina após 1 ano de idade.

“Quem não tiver essas duas duas doses tomadas após 1 ano de idade não está completamente protegido, tem que ser avaliados no posto e, eventualmente, receber uma dose adicional”, explica.

Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, no mês passado, a região Sudeste tem o maior de pessoas que não recebeu sequer a primeira dose da vacina contra o sarampo. A estimativa é que dos 9,4 milhões não vacinados em todo o Brasil, 5,4 milhões estejam da região Sudeste e, cerca de 1,2 milhão, no Rio de Janeiro.

Ao todo, em 2019, foram notificados aproximadamente 53,8 mil casos suspeitos de sarampo no Brasil. Destes, foram confirmados 11,9 mil, o equivalente a 22,1%. De acordo com o Ministério, 15 pessoas morreram pela doença.

São Paulo era o estado com o maior número de casos confirmados nos últimos 90 dias, 3,7 mil (86,58% do total). Em segundo lugar, estava o Paraná, com 259 casos (5,99%). O Rio aparecia em terceiro lugar, com 79 casos confirmados, o equivalente a 1,83% dos casos brasileiros nos últimos meses.

Edição: Bruna Saniele
Fonte: EBC Saúde

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