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Treinador de campeões do UFC é acusado de estupro por duas atletas

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Treinador Erivan Ribeiro Conceição é acusado de estupro

Duas atletas que eram consideradas promessas do boxe brasileiro acusam o treinador de grandes estrelas do  MMA  de estupro. As moças faziam parte do projeto social dos lutadores Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, o Instituto Irmãos Nogueira, que ajuda crianças e adolescentes carentes do Rio através do esporte.

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Na denúncia exibida neste domingo no programa Fantástico , as jovens afirmaram que seu algoz é Erivan Ribeiro Conceição , conhecido no mundo das lutas por treinar, entre outros, Anderson Silva, Júnior Cigano e os irmãos criadores do projeto.

“Todas as vezes que eu saía do treino, ele arrumava um jeito de falar que ele iria me levar para casa. E fazia o que ele tinha que fazer. Os estupros, as ameaças, puxava meu cabelo, me xingava”, afirmou uma das atletas, que preferiu não se identificar.

Já Camila Borges Araújo, outra aspirante a boxeadora, lembra que Erivan a obrigou a fazer sexo com ele e sua mulher, Lóren Santana.

“Foram os dois. E eu estava sozinha. Eu falei, “vão me matar””, disse a moça, que entrou em depressão. “Era difícil eu pensar no que estava acontecendo. Se eu pensasse eu já queria me matar, me mutilar. Foi o que aconteceu muitas vezes. Meus pais cansaram de me levar para o hospital”.

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Camila Borges Araújo, uma das mulheres que acusa o treinador

As duas meninas entraram para o projeto em 2013, com 13 e 14 anos. Entre 2015 e 2016, a dupla começou a se destacar — uma delas chegou a ser comparada a Ronda Rousey, ex-campeã do UFC — e foram promovidas à equipe profissional de boxe. Foi quando iniciou o pesadelo: Erivan passou a treiná-las e as ameaçava quando não cediam ao abuso.

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“Era tudo à base do: “você não vai treinar se você não fizer”. Como se eu não tivesse escolha. Se eu quisesse ir para a seleção, era só aquela forma de eu ir”, relembra a vítima. “Nunca mais vou conseguir olhar para o esporte sem lembrar do que passei. Sem lembrar das coisas que me falava.

Afastado da academia

Além do trauma, Erivan também fez com que as jovens, amigas, rompessem a relação. Tudo para evitar que continuassem confidentes. Só após uma delas voltar a treinar em outra academia é que a amizade foi restabelecida: a dona do lugar já sabia da história de uma delas e, quando percebeu o estresse da outra, principalmente ao fazer certas posições na luta, ligou as situações. As amigas foram juntas à delegacia em fevereiro para prestar queixa.

Erivan foi denunciado pelo Ministério Público e é réu por assédio sexual em uma das acusações. Em um dos casos, a polícia concluiu que houve estupro de vulnerável e encaminhou o inquérito ao MP, que ainda analisa o caso. De acordo com a advogada dele, “os fatos narrados não são verdadeiros. Erivan não praticou crime, e a narrativa é precária de provas e fatos concretos”.

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Um dos sócios da academia Team Nogueira, Rogério Minotouro disse que Erivan não faz mais parte da empresa. “Decidimos afastá-lo. Por ele ter tido esse relacionamento. Não só, né? Pelo caso já ter virado um inquérito na polícia”, afirmou.

As vítimas pedem justiça. “Só quero que ele seja preso. Para conseguir viver em paz”, disse Camila, que está grávida de uma menina. “Ela vai me fazer esquecer tudo que passei”.

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Coluna: Érika, o malbec que harmoniza com grandes ambições

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Aos olhos da maioria, os principais destaques da entrega do Prêmio Brasil Olímpico, na última terça-feira (10), no Rio de Janeiro, foram os Atletas do Ano, Arthur Nory, da ginástica artística, e Beatriz Ferreira, do boxe. Para os fãs do basquete, foi notável também a presença do “Mão Santa” Oscar Schmidt, que recebeu o Prêmio Adhemar Ferreira da Silva pela contribuição ao esporte. Uma outra premiada não gerou tantas manchetes e cliques, mas teve uma conquista simbólica. A pivô Érika foi escolhida a atleta do ano no basquete, uma vitória com diversos significados.

A coroação de Érika rompeu uma sequência de dez anos seguidos com homens levando o prêmio. A última vez que uma mulher havia sido escolhida como Atleta do Ano no basquete foi em 2008, com Kelly. No total, em 21 anos de premiação, a balança está quase equilibrada: foram 12 prêmios do masculino e nove do feminino. Mas muito disso se deve à contribuição inicial de Janeth, que foi vencedora nos seis primeiros anos (1999 a 2004). Érika não pôde comparecer à cerimônia por estar treinando com a equipe do IDK na Espanha e, por e-mail, falou sobre a representatividade da conquista:

“O basquete masculino sempre teve muito mais visibilidade e notoriedade do que o basquete feminino nas grandes mídias. Sempre lutei para tentar colocar o basquete feminino em um patamar elevado. Esse prêmio vem como uma condecoração para nós mulheres. Somos capazes e estamos trabalhando duro para levantar o basquete feminino brasileiro. Porém, conquistaremos isso com o tempo. É um processo”, diz Érika.

Ainda há um outro ângulo que exemplifica o quão especial foi a vitória da pivô. Como o escopo do prêmio era basicamente todo e qualquer jogador de basquete do Brasil, homem ou mulher, Érika competiu com atletas no ápice da forma física, muito mais novos que ela, que tem 37 anos. O vencedor do ano passado, por exemplo, foi o armador Yago, do Paulistano e da seleção brasileira, que à época tinha 19 anos. 

“Sei que já vivi o meu auge físico no basquetebol, mas em termos de experiência, dedicação e vontade de vencer, nunca me senti tão viva como me sinto agora. Sou como o vinho, quanto mais velho melhor”, destaca a jogadora.

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O técnico da seleção feminina, José Neto, ele próprio um apreciador de vinhos, está bem posicionado para comparar os atributos dela ao da nobre bebida.

“O malbec tem como característica principal ser um vinho encorpado, forte. Harmoniza muito bem com a carne. Como ela gosta de jogar muito com contato, no garrafão, essa é a melhor comparação para ela”, afirma, entre risos.

Érika tem sido uma das chaves para um processo relativamente acelerado de redenção da seleção, desde a chegada de Neto, no meio do ano. Fez parte da conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, a primeira em 28 anos, além do bronze na AmeriCup e da campanha no pré-olímpico das Américas. José Neto admite que pensou que a presença de Érika seria útil como exemplo para atletas mais novas, mas ela tem se mostrado ainda mais eficaz de fato na quadra. A dedicação da pivô aos treinos chegou a surpreender o técnico.

“Quando ela viu que queríamos colocar um ritmo mais intenso, não se abateu por ser mais velha. Percebeu que precisava fazer alguma coisa a mais para acompanhar esse ritmo”, relembra.

Ela levou a performance dos treinos para as partidas.

“Gosto de ter uma referência de jogo interior, a jogadora grande, a pivô. Não existem tantas como a Érika no mundo. Ela fez a diferença jogando contra atletas que foram MVP da WNBA. Ela é dominante tática e tecnicamente no jogo próximo à cesta, mesmo diante de jogadoras de excelência do mundo”, destaca Neto.

Após a conquista da medalha de ouro no Peru, Érika chegou a afirmar que havia pensado em se aposentar. Até mesmo pela idade, seria natural começar a falar do passado, que, no caso da pivô, é repleto de momentos memoráveis. Érika foi campeã da liga norte-americana em 2002, quando tinha apenas 20 anos de idade. Foi vitoriosa nas ligas espanhola e brasileira também. Parte de uma geração que não conseguiu manter o nível da anterior – campeã mundial e medalhista olímpica -, Érika conseguiu deixar uma marca. O jornalista Felipe Souza (Blog do Souza e CBB), que cobre basquete há doze anos, muitos deles dedicados às competições femininas, coloca Érika no quinteto dos sonhos da seleção brasileira na história, mesmo com a concorrência de nomes como Marta e Alessandra.

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“Ela seria minha pivô, junto com a Janeth, a Hortência, a Magic Paula e a Adrianinha ou Helen Luz na armação. Mesmo em épocas em que não tínhamos equipes muito fortes, ela sempre entregou o que se esperava: pelo menos dez pontos, pelo menos cinco rebotes. O auge dela foi fantástico”, opina.

A própria Érika, ao falar de auge, não remete somente ao passado, mas também ao presente. Lembra com carinho do ano de 2011, em que conquistou três títulos na Espanha, sendo MVP. Mas considera que o momento atual, com o renascimento da seleção, é igualmente doce. Érika tem contrato com o IDK até o fim da temporada espanhola, que se encerra em abril. Mas o olhar, inegavelmente, está nos objetivos com o Brasil. Na próxima semana, José Neto convoca a seleção para o Pré-Olímpico, que acontece na França, em fevereiro. Neto não confirma mas dá a entender que ela é figura quase certa na lista. Terminando com uma das três vagas do grupo que tem quatro seleções (Porto Rico, França e Austrália, além do Brasil), a seleção estará em Tóquio em busca de afirmação e Érika, do prêmio final.

“Quero muito ajudar a levar nossa seleção a um título de maior expressão. Acho que falta somente isso na minha carreira, entre as coisas que não fiz ainda”, diz.

Não aparece nessas palavras, mas o “título” tem nome: uma medalha olímpica. Seria a cereja no bolo. Ou quem sabe no vinho. Um toque de certa forma exótico, mas que vale a pena experimentar.

Edição: Verônica Dalcanal

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Futebol Feminino: Brasil se candidata a receber Mundial de 2023

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entregou, na última quinta (12), na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa) em Zurique (Suíça) os documentos para apresentar o Brasil como candidato para sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2023.

Segundo a CBF, “a proposta do Brasil prevê jogos em oito cidades distribuídas em todas as regiões do país, que também receberam jogos da Copa do Mundo de 2014. São elas: Manaus, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre”.

O Brasil concorre ao direito de sediar o Mundial Feminino de 2023 com Colômbia, Japão e com a candidatura conjunta de Austrália e Nova Zelândia.

Edição: Fábio Lisboa

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