Nesta terça-feira, dia 21 de maio, o Tribunal de Justiça de Lucas do Rio Verde está sob os holofotes, enquanto Nithiely Catarina Day Souza, conhecida como “Princesinha Macabra”, recebeu o veredicto de seu julgamento perante o júri popular.
O caso, que remonta a eventos de 2022, quando Nithiely foi presa sob acusações de filmar a decapitação de Gediano Aparecido da Silva, de 19 anos, trouxe um novo capítulo à tona nesta sexta-feira.
A atmosfera no tribunal foi tensa, com a comunidade local observando de perto os desdobramentos do caso que chocou a região.
A promotoria apresentou evidências contundentes contra Nithiely, sustentando que ela estava diretamente envolvida em atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas e associação a uma facção criminosa local.
Enquanto isso, a defesa argumentou que Nithiely é uma vítima das circunstâncias, alegando que ela foi coagida e ameaçada a participar dos atos criminosos pelos verdadeiros líderes da organização criminosa.
Os jurados, selecionados meticulosamente para este caso, ouviram depoimentos emocionais das testemunhas e foram apresentados a evidências materiais cruciais.
No tribunal, novas informações sobre os crimes aos quais ela está ligada foram apresentadas, trazendo mais clareza sobre os eventos que chocaram a comunidade. Nithiely está sendo julgada por uma série de acusações, incluindo tráfico de drogas, tortura, ocultação de cadáver e assassinato. O promotor do caso trouxe evidências que ilustram o envolvimento de Nithiely em atividades criminosas e os detalhes dos atos cometidos.

Mensagens de WhatsApp reveladas durante o julgamento mostram que Nithiely estava envolvida no planejamento da tortura e assassinato da vítima. Essas mensagens indicam que tanto ela quanto os outros envolvidos estavam conscientes e participavam das ações criminosas. A acusação de tráfico de drogas também foi sustentada por postagens nas redes sociais, onde Nithiely exibia sinais claros de seu envolvimento no comércio ilegal de entorpecentes.
O corpo da vítima foi apresentado como prova material, reforçando a acusação de ocultação de cadáver. O promotor destacou que todos os participantes do crime sabiam que o plano incluía não apenas a tortura e o assassinato, mas também a ocultação do corpo. Esta acusação é sustentada pela evidência física do corpo.
Wesley Rafael Santana foi identificado como cúmplice ao emprestar o carro usado no crime. O promotor argumentou que Wesley estava ciente das intenções criminosas associadas ao uso do veículo.
Durante o julgamento, o advogado de defesa de Nithiely argumentou que sua cliente não tinha a intenção de matar a vítima, mas “apenas” de torturá-la. No entanto, essa defesa foi contestada por evidências apresentadas pelo promotor.
Um vídeo de uma audiência online foi exibido, onde Nithiely admite claramente ter cometido o assassinato. Além disso, um vídeo da execução foi mostrado no tribunal, no qual Nithiely pode ser ouvida dando ordens para a decapitação da vítima. Essas provas visuais e auditivas reforçam a gravidade das acusações contra ela.
As postagens de Nithiely nas redes sociais também foram utilizadas como evidência pelo promotor. Essas postagens mostravam Nithiely ostentando sua participação no tráfico de drogas e envolvimento com atividades criminosas, fornecendo uma visão sobre seu comportamento. As revelações feitas no tribunal fornecem um retrato claro de Nithiely Catarina Day Souza e seu envolvimento nos crimes. As evidências apresentadas incluem confissões, mensagens incriminatórias e vídeos que documentam sua participação ativa nos crimes.
Além de Wesley, outros envolvidos incluem Mael Pereira, conhecido como “Trem Bala”, que ordenou a execução, e outros membros da facção criminosa.
Nitiely foi condenada a 32 anos e 10 meses de prisão por homicídio qualificado, um crime premeditado que abalou profundamente a segurança da comunidade. Sem antecedentes criminais, o impacto do delito foi agravado pela sua natureza planejada.
Wesley Santana dos Reis também recebeu a mesma pena de 32 anos e 10 meses, devido à alta culpabilidade evidenciada pela premeditação e sua propensão a violar normas sociais.






























