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    “Grupo ostentava vida de luxo com dinheiro ilícito”, diz delegado sobre operação em Cuiabá contra esquema do ‘Jogo do Tigrinho’

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    Na manhã desta quinta-feira (23), a Polícia Civil de Mato Grosso realizou a Operação Aposta Perdida para desarticular um grupo investigado por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar online. A ação cumpre 34 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema (SC), incluindo mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueios milionários.

    Em entrevista, o delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), Rodrigo Azem Buchdid, afirmou que as investigações apontaram que o grupo utilizava as redes sociais para divulgar e intermediar apostas ilegais, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”.

    “Durante as investigações, comprovou-se que o grupo, por meio das redes sociais, divulgava, promovia e intermediava essas apostas ilegais”, destacou o delegado.

    Segundo ele, o esquema criminoso movimentava valores ilícitos que, posteriormente, eram ocultados por meio da compra de bens e ostentação nas redes sociais.

    “Com esses valores obtidos de forma ilícita, passavam a dissimular e ocultar com a aquisição de diversos imóveis, veículos e também ostentando uma vida de luxo com viagens ao exterior”, afirmou.

    As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão, sequestro de imóveis e veículos, bloqueio de contas bancárias e redes sociais, suspensão de atividades econômicas e apreensão de passaportes. Ao todo, cerca de R$ 10 milhões em contas físicas e jurídicas foram bloqueados por determinação judicial.

    Durante o cumprimento dos mandados, a polícia também apreendeu dinheiro em espécie, joias, aparelhos eletrônicos e uma arma de fogo sem registro.

    “Durante o transcorrer das buscas e apreensões foram apreendidos valores em espécie, joias, dispositivos eletrônicos e também uma arma de fogo sem registro”, informou Buchdid.

    De acordo com a investigação, o grupo era composto por integrantes de uma mesma família e utilizava empresas, movimentações financeiras fracionadas e pessoas interpostas para ocultar a origem dos recursos obtidos com as apostas ilegais.

    A apuração também apontou a participação de influenciadoras digitais ligadas ao grupo, que usavam redes sociais para atrair novos usuários com promessas de lucros fáceis e divulgação de supostos ganhos.

    O delegado destacou que as investigações seguem em andamento e agora entram em uma nova etapa, com análise dos materiais apreendidos.

    “A partir deste momento, as investigações continuam para que seja feita uma análise pormenorizada desses dispositivos eletrônicos e sejam apuradas todas as circunstâncias de todos os envolvidos”, disse.

    Segundo ele, o objetivo é aprofundar as apurações para responsabilizar criminalmente todos os integrantes do esquema.

    Ao final do inquérito, os investigados poderão responder por crimes ligados à exploração ilegal de jogos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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