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    “Não estava no pleno exercício de suas faculdades mentais”, diz defesa de delegado Bruno França

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    A defesa do delegado da Polícia Civil Bruno França Ferreira divulgou nesta sexta-feira (15) uma nota pública sobre os acontecimentos registrados na última terça-feira (13), em Sorriso. O documento foi assinado pelo escritório Bezerra & Curado Advogados Associados, responsável pela representação do delegado.

    Segundo a defesa, Bruno França atua há quatro anos na Polícia Civil de Mato Grosso e vinha desempenhando papel de destaque no enfrentamento ao crime organizado na região de Sorriso. A nota destaca que o delegado acumulou, ao longo da carreira, diversas prisões e investigações concluídas, além de manter reconhecimento por parte de autoridades do Ministério Público e do Judiciário.

    Os advogados afirmam ainda que, nos últimos meses, o delegado enfrentava um quadro de intenso sofrimento psicológico, provocado por problemas familiares e pela pressão decorrente da atuação em investigações ligadas a facções criminosas. De acordo com o comunicado, a situação teria provocado um agravamento progressivo de sua saúde mental.

    A defesa sustenta que os fatos que culminaram na prisão em flagrante são consequência direta desse quadro emocional. Conforme a nota, familiares e colegas de trabalho foram até a residência do delegado para tentar auxiliá-lo após demonstrações de instabilidade.

    “O que se seguiu foi uma reação de quem, naquele momento, não estava no pleno exercício de suas faculdades mentais”, diz trecho do comunicado divulgado pelos advogados.

    Ainda segundo a defesa, a própria Corregedoria-Geral da Polícia Civil reconheceu preocupação com a condição psicológica do delegado ao fundamentar o procedimento, afastando, neste momento, a necessidade de prisão preventiva.

    Os advogados informaram que solicitaram à Justiça medidas cautelares alternativas, como o afastamento temporário do cargo e a suspensão do porte de arma, além do acompanhamento psicológico especializado para avaliação clínica sobre eventual retorno às atividades profissionais. Os pedidos foram deferidos pelo Judiciário.

    No encerramento da nota, a família e a defesa pedem que o caso seja tratado “com responsabilidade e respeito à dignidade da pessoa humana”, ressaltando a trajetória profissional do delegado e defendendo que ele receba tratamento adequado diante da situação enfrentada.

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