A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), elevou o tom do debate sobre a sucessão no comando do Legislativo ao afirmar que adversários tentam impedir sua participação na disputa pela próxima Mesa Diretora. Em meio às discussões sobre uma possível alteração no regimento interno da Casa, a vereadora afirmou que o atual modelo acaba excluindo sua candidatura antes mesmo da votação ocorrer.
“Querem me excluir da disputa”, declarou a parlamentar ao defender publicamente a possibilidade de mudança na regra que atualmente impede a reeleição consecutiva do presidente da Câmara dentro da mesma legislatura.
O tema se transformou em um dos principais focos de tensão política nos bastidores do Legislativo cuiabano. A discussão ganhou força após Paula Calil admitir que passou a considerar disputar novamente o comando da Casa diante de manifestações de apoio de vereadores e servidores favoráveis à continuidade de sua gestão.
Até então, os nomes mais citados para assumir a presidência eram os dos vereadores Dilemário Alencar e Ilde Taques. A entrada definitiva de Paula no cenário alterou as articulações internas e ampliou o debate sobre a possibilidade de modificar o regimento interno em pleno ano da eleição da Mesa Diretora.
Nos corredores da Câmara, a movimentação também passou a envolver o prefeito Abilio Brunini (PL), que já demonstrou simpatia pela permanência de Paula Calil na presidência. A aproximação política gerou críticas de setores da oposição e até desconforto entre vereadores da própria base aliada.
Ao comentar o assunto, Paula afirmou que ainda não existe definição sobre a mudança regimental e destacou que qualquer alteração dependerá da aprovação qualificada dos parlamentares. Segundo ela, o debate ocorre de forma legítima e dentro das regras institucionais da Casa.
A presidente também rebateu críticas de que a proposta teria sido construída exclusivamente para beneficiá-la politicamente. Segundo a vereadora, o tema passou a ser discutido apenas após manifestações internas favoráveis à continuidade da atual gestão.
Durante as declarações, Paula Calil reforçou o discurso de representatividade feminina e afirmou que está defendendo o direito de disputar a eleição em igualdade de condições com os demais parlamentares interessados no cargo.
Nos bastidores, vereadores intensificaram as articulações em busca de apoio para uma eventual mudança no regimento. Para aprovar a alteração, serão necessários votos favoráveis de dois terços dos parlamentares da Câmara.
Enquanto isso, o debate sobre a reeleição ultrapassa a simples disputa pela presidência e passa a envolver influência política, força dentro da base governista e o futuro equilíbrio de poder no Legislativo cuiabano.






























