O deputado federal Coronel Assis exonerou um assessor parlamentar após ele ser preso em Cuiabá sob acusação de agressão, ameaça e violência sexual contra a ex-companheira. A demissão foi determinada no sábado (30), um dia após a prisão do servidor.
Em nota pública, o parlamentar afirmou que tomou conhecimento das denúncias no fim da manhã de sábado e decidiu pelo desligamento imediato do assessor diante da gravidade das acusações. Segundo ele, a conduta atribuída ao então servidor é incompatível com os princípios que orientam sua atuação política.
“Determinei a exoneração sumária do servidor”, afirmou o deputado, destacando que a proteção das mulheres e o combate à violência devem ser compromissos de toda a sociedade.
De acordo com a denúncia, o homem foi preso na madrugada de sexta-feira (29) após supostamente agredir a ex-mulher, de 34 anos, e ameaçá-la de morte. A vítima relatou à polícia que teria sido agredida com socos e enforcamento durante o episódio.
Ainda conforme o depoimento, o suspeito exigia relações sexuais como condição para permitir visitas aos filhos do casal. A mulher também afirmou ter sido vítima de estupro durante o relacionamento, em 2015. Segundo seu relato, a violência sexual teria resultado em uma gravidez, que posteriormente foi interrompida sob pressão do então companheiro.
O caso está sob investigação da Polícia Civil, que apura as denúncias apresentadas pela vítima e as circunstâncias dos crimes relatados.
NOTA A IMPRENSSA:
Tomei conhecimento, no final da manhã deste sábado, das acusações envolvendo um de meus assessores.
Diante da gravidade dos fatos, determinei a exoneração sumária do servidor, por entender que a conduta a ele atribuída é incompatível com os valores, princípios e o respeito que norteiam minha atuação pública e as relações que mantenho com as pessoas com quem convivo e trabalho.
Como policial, esposo, pai e representante das pessoas de bem do estado do Mato Grosso, tenho a convicção de que proteger as mulheres e combater qualquer forma de violência é um dever de todos.
Não há espaço para omissão quando o que está em jogo é a dignidade, a integridade e a vida de quem merece proteção e respeito.































