O PREÇO DA CANDIDATURA
Reportagem da TV Cidade (Record) mostra drama de pacientes que perderam acompanhamento vascular; médica é pré-candidata a deputada estadual pelo PL
A decisão da médica Luciana Horta de deixar o atendimento vascular na rede pública de Rondonópolis já cobra seu preço — e quem paga a conta são os pacientes do SUS. Reportagem exibida pela TV Cidade (Record) nesta semana mostrou o drama de moradores que, de uma hora para outra, ficaram sem a especialista que os acompanhava há anos e sem qualquer previsão de retorno.
A equipe de reportagem foi ao Jardim Paraíso ouvir o aposentado Elias Comary, que há cerca de seis anos faz tratamento vascular com a médica. Recentemente, ao sofrer um ferimento na perna, ele procurou a unidade e descobriu que Luciana Horta simplesmente não atende mais ali.
“Toda vida foi a Luciana que fez o meu tratamento vascular. Agora fui saber que ela não está atendendo mais lá. Ela saiu”, relatou o paciente, que diz não ter recebido nenhuma explicação ou previsão. “Não tem previsão, não. Não tenho conhecimento de ter alguém que vai estar atendendo lá.”
Sem a especialista, o aposentado resume a situação de quem depende do acompanhamento contínuo: “A gente é obrigado a pagar consulta particular para poder ser atendido.” Ele explica que os médicos das unidades básicas não podem substituir o especialista no manejo do seu caso, que envolve inclusive a decisão sobre o uso de anticoagulantes.
O próprio paciente, diante das câmeras, levantou a dúvida que está na boca da população: ninguém sabe dizer “se é por causa da política” que a médica abandonou os atendimentos. A ausência de Luciana Horta na rede pública coincide com sua movimentação como pré-candidata a deputada estadual pelo PL.
Prefeitura garante continuidade do serviço
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os atendimentos com médico vascular seguem acontecendo regularmente pelo SUS agora realizados na Santa Casa de Misericórdia. Os pacientes estão sendo informados no momento do agendamento e devem procurar a unidade básica de saúde para a regulação da consulta, fluxo obrigatório para o atendimento pelo sistema público.




























